A vida depois da aposentadoria (parte1)

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A vida depois da aposentadoria (parte 1)

Como os servidores da UFG têm levado a vida na aposentadoria? O bem-estar na terceira idade pode ser vivenciado em diferentes modos de vida

A aposentadoria pode ser vivenciada de diferentes formas pelos trabalhadores, para alguns pode ser o fim de uma vida de dedicação, para outros o início de uma nova fase ou a continuidade no trabalho. O certo é que, por decreto, a pessoa está aposentada do dia para a noite, mas não se sente aposentada na mesma velocidade, uma vez que é necessário se acostumar com novos hábitos, lugares e novas rotinas.

Na UFG, é frequente a permanência do vínculo entre servidores aposentados e a universidade. Alguns continuam trabalhando, já outros fazem visitas para sanar a saudade dos departamentos e das pessoas com quem trabalharam durante anos. Fomos atrás desses aposentados e encontramos quatro deles que estão levando a vida de diferentes maneiras, mas que têm em comum a satisfação por continuar trabalhando.

Estes aposentados têm em comum mais que a instituição onde trabalharam. Mostram que o emprego vai além do trabalho remunerado e que é possível conciliar uma atividade regular com uma paixão pessoal. Para eles, os períodos de trabalho e da aposentadoria não se dividem e são vivenciados com satisfação.

O prazer em trabalhar

Professor José Ângelo Rizzo

“O meu hobby é trabalhar, é um prazer muito grande”. José Ângelo Rizzo, o professor trabalha na UFG desde sua fundação

A história do biólogo e professor José Ângelo Rizzo se mistura com a história da UFG. Ele foi um dos pioneiros na fundação do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), participou da criação do Bosque August Saint-Hilaire, no Câmpus Samambaia, entre outros inúmeros feitos. Atualmente, é diretor do Herbário – Unidade de Conservação, ligado ao ICB, onde foi feito o levantamento da flora dos estados de Goiás e Tocantins.

São 53 anos de trabalho na universidade que lhe conferiram o título de Professor Emérito, a medália Anhanguera Cidadão Goiano, além de outros prêmios e homenagens, que enfeitam sua sala repleta de livros técnicos escritos por ele. A homenagem mais recente foi recebida durante o Festival Internacional de Cinema Ambiental (FICA 2013), na cidade de Goiás, sua terra natal, em julho deste ano.

O professor conta que não houve mudanças quando ele se aposentou, continuou trabalhando como se não tivesse passado pelo ato administrativo. Sua aposentadoria foi compulsória, isto é, quando o servidor público é obrigado a se aposentar por ter alcançado a idade máxima para trabalhar. Mas nem a aposentadoria compulsória, decretada em 2000, interrompeu as atividades do docente, que continua trabalhando 12 anos após se tornar oficialmente aposentado.

Ele diz que não houve um intervalo entre a aposentadoria e o trabalho: “Eu não tive um hiato, eu vim trabalhar no outro dia como se não tivesse me aposentado”. Toda esta dedicação se explica pela paixão à Botânica. “O meu hobby é trabalhar”, afirma.

Telas terapêuticas

Tecnico Maria Ferreira

“A pintura é meu remédio mais barato”. Maria Ferreira encontrou nas aulas de pintura novas amizades e desafios para superar

Várias telas enfeitam a casa de Maria Ferreira. São pinturas de diferentes temas feitas por ela. A servidora técnico-administrativa da Faculdade de Odontologia (FO) poderia ter se aposentado há dez anos, mas continua trabalhando por gostar de suas atividades e das pessoas que a rodeiam na faculdade. Atualmente, ela trabalha na coordenação de estágio e tem contato direto com os alunos, que manifestam grande apreço por ela.

Maria Ferreira encontrou na prática da pintura, uma maneira de relaxar e de se preparar para a aposentadoria. Ela começou a fazer aulas de pintura há seis anos, em uma das atividades oferecidas aos trabalhadores técnico-administrativos pelo Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior (Sint-Ifes). “Costumo dizer que a pintura é meu remédio mais barato”, diz animada.

A servidora também se interessou pelos aspectos que influenciam as pessoas na hora de se aposentar e produziu sua dissertação de mestrado intitulada A aposentadoria dos servidores técnico-administrativos na Universidade Federal de Goiás-Goiânia: prováveis motivos para o adiamento, que está disponível no Jornal UFG On-line (link abaixo). Na dissertação, defendida em 2012, ela investigou os motivos pelos quais os servidores da UFG não se aposentam quando atingem o tempo necessário. As observações e reflexões no período de eminência da sua aposentadoria motivaram o estudo.

Por meio de gráficos e tabelas, ela identificou, entre outros fatores, os motivos pelos quais o trabalhador pode adiar a aposentadoria, o processo de preparação para se aposentar e os impactos que a aposentadoria pode trazer para o trabalhador. “As pessoas não se preparam bem para a aposentadoria”, explica.

FONTE: Texto: Luiza Mylena | Foto: Evandro Novaes e Sílvio Simões  https://jornalufgonline.ufg.br/n/49648-a-vida-depois-da-aposentadoria

 

 

Category: Aposentadoria+50

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