As quatro etapas da mudança que contribuem com o crescimento pessoal!

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As quatro etapas da mudança que contribuem com o crescimento pessoal!

Johann Strerath – Palestrante e Neuropsicanalista Funcional -30 de abril de 2015

4 Etapas da Mudança

Quando um habito, um problema, uma conduta, um comportamento, ou uma atitude foi aprendida na tenra idade, e logo repetida por um período de tempo muito extenso, como era o caso do meu hábito de fumar, o cérebro fixa essa experiencia como uma imagem de alto conteúdo emocional que se torna importante para a vida do indivíduo, o que dificulta cada vez mais a desmistificação e a dissipação da carga emocional por trás da experiencia.

Fumei por mais de trinta anos, sendo que o primeiro cigarro que coloquei na minha boca foi quando tinha oito anos de idade, e em duas ocasiões larguei do vicio por períodos de três anos. Porém, por influências externas e principalmente pela minha ansiedade, acabava voltando a fumar. Os meus amigos e familiares sempre me falavam dos prejuízos do cigarro, e ainda sabendo do mal que fazia no corpo, para mim era uma missão impossível. Depois dos 40 anos, desejava muito mudar meus hábitos de saúde e deixar o vício para trás, porém quando tentava larga-lo aos poucos, a minha ansiedade se fazia maior e terminava fumando ainda mais. Lembro de acordar logo cedo de manhã e a primeira coisa a fazer era acender um cigarro. Qualquer coisa que causava ansiedade era motivo para fumar. O tempo passava e cada vez mais me fazia a ideia de que nunca seria capaz de deixa-lo para trás. E cada vez que dizia para mim que não conseguiria para de fumar, dava ao meu cérebro o comando de que de fato o cigarro fazia parte da minha vida. Na verdade, tinha programado meu próprio cérebro para se habituar ao consumo do cigarro, e dessa forma mascarar os verdadeiros conflitos que me acometiam.

 O meu problema se encontrava precisamente na falta de entendimento como um todo, da causa da minha ansiedade e sua relação com a vontade de fumar, assim como o impacto orgânico que o conflito emocional produzia no meu corpo. Na realidade, o cigarro era a forma de mascarar o meu conflito emocional afetivo que durante toda uma longa trajetória de vida estivera envolvida com o sentimento de necessidade de aceitação de meu pai e um profundo sentimento de vazio por conta do falecimento da minha mãe quando eu tinha três anos de idade.   A pesar de ter passado por um longo período de terapia psicanalítica, ainda continuava fumando, e no ano passado quando a minha respiração começou a se ver seriamente comprometida, por conta de fortes dores no peito, falta de ar, e muitas dores de cabeça, foi nesse momento que tive que fazer as minhas escolhas, tomar uma decisão, ir para a ação de largar o hábito de vez. Encontrei uma metodologia chamada Neurometria Funcional que me ajudou a entender o impacto que a ansiedade e o cigarro estavam fazendo com meu organismo, e a partir do momento em que meu cérebro fez uma ligação entre a causa do problema emocional e o problema físico, me foi possível resinificar o paradigma da dependência química do fumo, conseguindo como resultado largar o vício de vez.

A razão pela qual conto esta parte da minha experiencia de vida, é porque para mudar os meus paradigmas com relação a este hábito, tive que passar por um processo de reprogramação mental e fisiológica que compreendeu 4 etapas.

  1. Observar o problema. O processo de mudança pessoal e professional, começa pela observação do que está atualmente acontecendo. É importante observar o que um determinado comportamento ou atitude está originando no próprio ser, assim como no entorno ao redor de indivíduo. Uma atitude negativa de agressividade no ambiente de trabalho, por exemplo, pode estar relacionada com um conflito emocional interno que o sujeito ainda precisa resolver consigo mesmo, porém, seu comportamento pode estar prejudicando a produtividade de uma equipe.
  2. Analisar a Causa. Uma vez que o comportamento ou atitude é identificado, é imprescindível procurar entender a causa pela qual esse comportamento é repetido pelo sujeito. Mudar simplesmente um comportamento que ocasiona mal estar ou sofrimento não é suficiente para resolvê-lo. É preciso sempre entende-lo. Na grande maioria dos casos, é imprescindível também a ajuda professional, seja através da terapia psicanalítica, ou psicológica.
  3. Conscientizar o Impacto e Custo. É muito importante que o sujeito que procura uma mudança também tome responsabilidade pelo impacto que uma determinada atitude pode ter ocasionado ou estar ocasionando. Não se trata de assumir culpas nem castigos, e sim entender que atitudes e comportamentos originam impactos negativos que prejudicam a evolução e o amadurecimento tanto pessoal como professional.
  4. Resinificar o problema. Resinificar uma atitude ou comportamento que causou algum tipo de prejuízo ou perda no passado, não significa necessariamente mudar, e sim transformar em algo positivo. Às vezes, resinificar um comportamento significa se perdoar a si mesmo, sem esquecer que o passado traz aprendizados que podem ser compartilhados com outras pessoas. Resinificar um paradigma significa ter liberdade para pensar e repensar em novos paradigmas, ou novas oportunidades mais eficientes, e colaboradoras. 

Aprendi que para passar pela mudança é necessário ter consciência da necessidade de um processo que por vezes toma tempo, porém, é imprescindível passar por cada etapa para que de fato possa se dar a mudança que se deseja sem correr o risco de que paradigma anterior volte a se repetir.

Vejo que o grande e maior benefício de seguir estas 4 etapas, é alcançar a libertação de algo que num passado era uma carga pesada. Outro benefício presente no processo de mudança de atitudes e comportamentos é a ganhar riqueza inestimável em sabedoria. Só quem se atreve a mudar seus paradigmas têm histórias para contar!

Então, Porque mudar? Porque mudar abre novos caminhos! Mudar abre novas oportunidades! Mudar é bom!

O que você deseja mudar?

Se deseja conhecer mais detalhes sobre meu trabalho, visite meu site: www.neuropsicanalisefuncional.org

 

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