Monthly Archives: maio 2015

APOSENTADORIA: Prepare-se para desfrutar desse prêmio!

Posted on by 0 comment image

APOSENTADORIA: Prepare-se para desfrutar desse prêmio!

José Clovis B. Dattoli*

retirement-2

 

Todas as pessoas que têm emprego formal, ou mesmo todo empresário ou trabalhador autônomo, que contribua regularmente para a previdência oficial, farão jus, em determinado momento da vida, ao benefício da aposentadoria. Ou seja, todos serão aposentados. E tendo isso em mente, vou tratar neste artigo sobre a APOSENTADORIA, mais especificamente sobre a importância de o trabalhador se preparar – o quanto antes – para ser um aposentado feliz, desfrutando plenamente dessa maravilhosa etapa da vida pós-trabalho.

Inicialmente, eis o que disse Isabel Allende, senhora chilena de 71 anos, jornalista, escritora e apaixonada pela vida, em sua palestra para o TED, How to Live Passionately – No matter your age: “…O significado de aposentadoria é celebração (da palavra espanhola ‘jubilación’). Até aqui nós pagamos a nossa dívida com a sociedade. Estamos quites. Agora, com a aposentadoria, é o nosso tempo. É o grande momento…”!

Objetivo

Além de chamar a reflexão para o que significa a aposentadoria, essa importantíssima etapa na vida das pessoas, o texto objetiva instigar aposentandos (pessoas que estão prestes a adquirir, ou exercer, o direito à aposentadoria) a:

  1. Refletir sobre a importância de estarem preparados (capacitados) para ingressar na etapa da vida também chamada de pós-emprego, e com isso minimizar riscos de frustrações, de isolamento, de insatisfação, de adoecimentos etc.;
  2. Elaborar o seu projeto de vida estruturado, bem refletido e planejado, como base para que essa jornada que se descortina seja plena, de novas descobertas, satisfação e felicidade!

Ressalto que a abordagem e as estratégias aqui apresentadas podem também se aplicar para quem já está aposentado e, não estando satisfeito, quer reorientar a sua vida.

Constatação

Apesar de a aposentadoria ser um prêmio para quem trabalhou durante tanto tempo, preocupa a constatação de que muito trabalhador, no Brasil e pelo mundo afora, ao se aposentar acaba se frustrando com a chegada dessa etapa da vida, não encontra sentido para os seus dias sem a rotina do trabalho, fica insatisfeito, triste, infeliz, o que acaba levando-o ao adoecimento, às dependências e pode mesmo precipitar a ocorrência da sua morte, conforme demonstram pesquisas realizadas no Brasil e em outros países.

Mas, por que isso acontece? Porque essas pessoas não se prepararam para enfrentar essa grande mudança em suas vidas, deixar a rotina do trabalho e ter as horas, os dias e todo o tempo livre! Tal constatação não deixa de ser um paradoxo no mundo dos humanos, mas é isso mesmo que acontece com um número significativo de aposentados. Não saber o que fazer com o prêmio da aposentadoria é muito mais comum do que você pode imaginar!

Sem dúvida, afastar-se do trabalho e romper a convivência com colegas após muitos anos de trabalho rotineiro representa uma impactante transição de vida, uma grande mudança e, consequentemente, um enorme desafio para muitos que viveram significativa parte da vida vinculada a um ambiente de trabalho no qual estabeleceu fortes vínculos (emocionais, de amizade, de realização etc.) e com o qual tem associado a sua imagem e a sua própria identidade. Como sabemos, é comum os trabalhadores serem chamados pelo seu nome (ou sobrenome) adicionado ao nome da organização para a qual trabalha (ou atuou por muito tempo). Desse modo, se a pessoa não estiver preparada, ela estará incorrendo em elevado risco de infelicidade e adoecimentos de toda a natureza para a sua vida de aposentado.

No filme As Confissões de Schmidt, tendo Jack Nicholson como personagem principal, no papel de um executivo recém aposentado, está retratada com bastante propriedade uma situação de despreparo para a aposentadoria. O filme, lançado em 2003, traz interessantes insights e pode despertar para aspectos da vida cotidiana que, se observados e cuidados a tempo, com a maior anterioridade possível, podem contribuir para que a etapa da aposentadoria seja muito mais venturosa.

Com isso, quero enfatizar a necessidade de que o futuro aposentado se dedique ao processo de preparação e, por conseguinte, estruture o seu projeto individual de vida para efetivamente desfrutar a jornada da aposentadoria. E essa preparação será, muito provavelmente, a mais importante capacitação que a pessoa terá feito em toda a sua jornada de vida. Até porque, cabe enfatizar que o tempo de desfrute da aposentadoria é cada vez mais longo, em face do aumento da longevidade e expectativa de vida que se registram crescentemente pelos quatro cantos do mundo.

Defendo ainda que essa preparação reforce a atitude do aposentando, o seu comando mental, para que esteja convicto da sua opção pela aposentadoria e não vacile diante de certo estigma ainda existente na sociedade, de se olhar aposentado como alguém que deixa de ser útil, de se associar aposentadoria com velhice e doença etc. Como está evidente, jogo no time dos que consideram que ser idoso é uma virtude. Se a pessoa não se rotular como “velha” (no conceito de ultrapassada e inservível), a sua vivência e idade avançada têm que ser exaltadas e utilizadas a seu favor, com discernimento, inteligência e sabedoria, que lhe permitirão aproveitar bastante cada momento e enxergar com lentes mais precisas o que as pessoas mais jovens, que estão na luta e correria diárias, não se apercebem.

A quem se destina mais diretamente este texto?

Esta abordagem sobre planejamento de vida, com ênfase na preparação para a aposentadoria, ou também denominada de planejamento do pós-carreira, é destinada a todas as pessoas que: 1) Já adquiriram o direito à aposentadoria, mas continuam trabalhando (na ativa); 2) Estão aposentadas, mas não estão satisfeitas (não encontram sentido) nessa fase da vida, com sérios riscos à saúde e à sua qualidade de vida; 3) São legalmente aposentadas, mas se encontram trabalhando regularmente (situação bastante comum no serviço público) e têm pela frente que vivenciar em definitivo a fase do pós-emprego; e 4) Estão próximas de adquirir o direito a aposentadoria, mas se sentem inseguras e com receios de enfrentar essa fase sem o trabalho regular, ou simplesmente querem fazer um adequado planejamento para essa nova etapa na vida.

O que considerar e como se preparar?

A preparação para a aposentadoria (PPA), que no dizer de Ricardo Moragas (livro APOSENTADORIA – Uma oportunidade de vida, Ed. Paulinas) “é um processo de formação e informação”, requer do aposentando parar para refletir, planejar e tomar decisões que assegurem as condições básicas e principais para uma aposentadoria feliz. Essa preparação deve resultar na elaboração do seu projeto de vida e precisa levar em conta diversos e importantes aspectos, entre os quais recomendo:

Autoconhecimento e espiritualidade – Nesse contexto, será fundamental definir o seu propósito de vida a partir de agora (a missão), ter em mente sonhos e objetivos etc. Considero este o ponto mais importante!

Relacionamento familiar e social (com o cônjuge, com demais familiares, com amigos, descoberta de novos amigos para socialização, intercâmbio de conhecimentos e experiências, oportunidades de novas ocupações etc.) – Conflitos familiares e isolamento social são muito mais graves na aposentadoria. Esteja consciente a esse respeito!

Planejamento financeiro (finanças pessoais) – Por si só não assegura felicidade, mas sem o equilíbrio financeiro a aposentadoria feliz estará comprometida. A propósito, recente pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), divulgada na matéria “Maioria dos brasileiros não se prepara para a aposentadoria”, no portal EXAME.com, em 6 de abril deste ano, informa que cerca de 58% dos brasileiros não se preparam para se aposentar, resultando em complicações financeiras nessa etapa da vida.

Saúde e qualidade de vida – Um tesouro a ser cuidado com todo carinho, cada vez mais!

Outra atuação profissional (segunda carreira) – Um caminho de realização e felicidade que é seguido por muito aposentado, numa tendência mundial crescente, em razão do aumento da longevidade.

Tornar-se empreendedor – Sempre uma possibilidade tentadora, mas que merece ser avaliada com muito critério por conta dos riscos envolvidos.

Transmissão de conhecimentos e experiência (ensino, palestras, consultoria, coaching…) – Uma alternativa enobrecedora e que leva realização para um bom contingente de aposentados, principalmente para quem exercia atividades de natureza intelectual ou que requeriam grande especialização.

Adquirir novos conhecimentos, habilidades etc. – Desenvolver-se em área de interesse e que dá prazer gera felicidade, segundo a psicóloga e pesquisadora Angelita Scardua (vide http://obemviver.blog.br/2015/04/14/o-gosto-pela-aprendizagem-como-fator-de-felicidade-confiram/). Além do mais, fazem muito bem para o corpo e a mente.

Voluntariado – O homem mostrando-se virtuoso e se tornando essencialmente melhor. Com certeza você se sentirá bem e evoluirá ao participar de atividades para ajudar pessoas, em especial aquelas com alguma necessidade ou em situação de risco, ou para o cuidado de animais ou a proteção da natureza, para ações educativas em geral, para proporcionar momentos de alegria para doentes e idosos, entre muitas outras possibilidades de atuação voluntária.

Existem basicamente três formatos de PPA como opções para o aposentando:

– Promovida, organizada e custeada pela empresa/instituição empregadora (cursos com equipe própria ou por intermédio de profissionais contratados (in company);

– Realizada junto a instituições que oferecem esse tipo de capacitação no mercado (turmas abertas), de iniciativa do aposentando, podendo haver patrocínio financeiro total ou parcial pelo empregador;

– Mediante a contratação de profissional especializado para a capacitação individual (processo de coaching de aposentadoria), de iniciativa do aposentando.

Interessante registrar que, por conta das minhas interações sociais e, em especial, pela minha atuação como conselheiro em uma associação de aposentados, no Distrito Federal, observo vários aposentados que demonstram estar bem, satisfeitos com a vida e desempenhando ocupações diversas, das quais se destacam: segunda carreira; ensino, consultoria e assessoria; ações voluntárias de diferentes naturezas; atuação intelectual (literatura, criação e manutenção de blogs e sites, participação em grupos de discussões etc.) e aquisição de novos conhecimentos e habilidades.

Pelo que tenho percebido, esses aposentados bem sucedidos preservam parte da agenda diária para a família, relaxamento e lazer, até para não perderem de vista sua condição de aposentado. A exceção, por óbvio, fica por conta daqueles que optam pela segunda carreira profissional, que normalmente exige dedicação integral.

Quem deve oferecer a preparação para a aposentadoria?

Prover a preparação para a aposentadoria, além do natural interesse de muitos trabalhadores que vão adquirir direito à aposentadoria, deve ser interesse da empresa/instituição empregadora. Justifico essa assertiva com vários porquês: está prevista na Política Nacional do Idoso (Leis 8.842/1994 e 10.741/2003); é questão de responsabilidade social com os seus empregados e familiares; é questão de senso ético (é entendido como bom para as pessoas); é economicamente vantajoso pela relação custo do programa versus redução com gastos futuros com planos de saúde; é baixo o valor a ser despendido com o programa; melhora a simpatia dos empregados pela organização; fortalece a imagem institucional; aumenta o êxito na preparação de sucessores e na gestão do conhecimento (capital intelectual).

Mas, considerando a nossa realidade brasileira, a PPA deve ser de interesse permanente das associações de empregados e dos sindicatos, além das instituições mantenedoras de fundos de previdência fechada e das administradoras de planos de saúde, especialmente as de autogestão. E sendo um pouquinho rigoroso, deveria ser primariamente de responsabilidade do Poder Executivo Federal, como formulador de políticas públicas, no papel de indutor de programas de preparação para a aposentadoria, com mecanismos que abrangessem todos os poderes públicos e esferas de governo, assim como o setor privado.

Arrematando, por tudo o que foi dito anteriormente, assumir a aposentadoria de forma abrupta e sem a devida preparação é assumir elevados riscos que podem comprometer a qualidade de vida do aposentado, trazendo adoecimentos e infelicidade nessa etapa da vida tão importante, que é a da aposentadoria. Segundo pesquisas internacionais, mencionadas na matéria “Aposentar-se? Só na hora certa”, publicada na Revista Veja e replicada no site ‘methodus.com.br’, há comprovadas correlações entre riscos de morte e aposentadoria precoce e/ou sem planejamento.

Uma mensagem final

A perspectiva da aposentadoria é momento único para reflexões, para pensar em si, para se descobrir. Aquele que se preparar e assumir novos significados e propósitos para a vida terá muito mais chances de ser feliz nessa jornada que se inicia, na qual ilimitadas possibilidades o esperam – e por tempo cada vez maior. Então, entre em ação já: mãos à obra para ter o seu plano de vida, cuide de executar as etapas planejadas e, com isso, não dê chance para o “azar”!

*José Clovis B. Dattoli – Palestrante e Personal & Professional Coach, com ênfase nas áreas de planejamento de vida e carreira, liderança e preparação para a aposentadoria. É aposentado do Banco Central do Brasil (BC), tendo acumulado vasta experiência em cargos estratégicos no BC e em outras  organizações públicas e privadas. Atualmente preside o Conselho de Administração da Associação. Brasiliense de Aposentados do BC (Abace). “

Envelhecer bem (parte 3)

Posted on by 0 comment image

Envelhecer bem (parte 3)

Não importa qual idade se tenha. Foi o que fez o empresário paulistano Jorge Nahas, 31 anos. Ele já programou o dia em que não acordará mais com a obrigação de ganhar dinheiro – e isso deve acontecer antes dos 50 anos. Quando tinha 15, seus pais fizeram sua previdência privada. Aos 20, passou a investir em ações e, hoje, também tem imóveis. Poupar para o futuro não é sua única preocupação. Nahas frequenta a academia todos os dias, faz corrida de aventura, namora, viaja com os amigos e cortou o excesso de doce e carne vermelha de seu dia a dia. Estresse é uma palavra vetada de seu vocabulário. “Não sei como as pessoas querem envelhecer se entupindo de açúcar, estressadas e sem tempo para nada. Quero minha vida boa hoje e amanhã”, diz Nahas, que, como Antônio, celebra o presente, sem descuidar do futuro.

JorgeNahas

FOCO
Jorge Nahas (acima), 31,  faz previdência privada desde os 15: “Quero minha vida boa hoje e amanhã”.

Dentro do projeto de vida saudável na terceira idade está inclusa a atividade profissional, mesmo depois da aposentadoria. “Em 30 anos, teremos horários mais flexíveis, muita gente trabalhando em casa e cada vez mais autônomos prestando serviço para empresas de diversos setores”, acredita o consultor de carreira Cristian Stassun. “São cenários que favorecem os que já estão há muito tempo no mercado e querem reduzir suas jornadas sem partir para a aposentadoria.” O mercado também está tendo de absorver os mais velhos por uma questão matemática, pois há mais gente sênior e qualificada na praça e menos jovens desse quilate disponíveis. “Os dados mostram que aquela história de quem perde emprego aos 50 não arranja nunca mais está mudando”, diz Ana Amélia Camarano, economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e especialista em envelhecimento.

De acordo com o Ministério do Trabalho, em 2010, o número de assalariados com mais de 65 anos cresceu 12%, o dobro da média. Segundo Stassun, deve crescer também o número de brasileiros que irão migrar de carreira após os 50 ou trocar a profissão por um hobby remunerado. “Também veremos um boom de empreendedores seniores.” As áreas mais promissoras para a terceira idade, segundo Matilde Berna, diretora de transição de carreira da Right Management, são engenharia, TI, telecomunicações, direito e área acadêmica. “Eles podem atuar como consultores, prestadores de serviços terceirizados ou firmarem contrato formal por tempo limitado, para reestruturar a área de uma empresa, por exemplo”, diz.

Saulo Lerner, 62 anos, é um exemplo dessa virada já em curso. Aos 50, ele percebeu que não estava mais feliz com a carreira de executivo de uma multinacional. Pediu demissão e ficou sete meses sem trabalhar. “Nesse período, voltei a correr, cuidei da minha alimentação, li muito, retomei antigos contatos e revi meus projetos de vida”, conta. “Percebi que queria algo que me trouxesse mais satisfação pessoal”, diz o atual consultor de executivos.

Saulo Lerner

Saulo Lerner, 62 anos (abaixo), mudou de profissão já maduro para 
aumentar sua satisfação pessoal. 

O gaúcho Marcelus Vieira, 45 anos, despertou para isso antes de chegar aos 50 anos. Sócio de uma loja de roupas em Ijuí (RS), ao lado da esposa, Suzana, ele pavimentou seu novo caminho profissional com um curso de chef de cozinha e seu prazer por comida, vinhos e viagens. Em 2007, reuniu 12 amigos e alugou uma casa na Toscana, Itália, com o objetivo de ensiná-los a cozinhar. A aventura virou coisa séria e foi batizada de Al Mondo, uma agência de turismo que leva grupos para experiências gastronômicas em diversos lugares do mundo. Daqui a 30 anos, Marcelus se imagina tocando a agência, mas com uma pequena diferença. “Quem sabe até lá eu compre uma casa na Toscana.”

FONTE:http://www.istoe.com.br/reportagens/139317_ENVELHECER+BEM

Envelhecer Bem – Consumo e Lazer

Posted on by 0 comment image

Envelhecer Bem – Consumo e Lazer 

Envelhecer Bem3 _coachingmais50.com.br

 

 

FONTE:http://www.istoe.com.br/reportagens/139317_ENVELHECER+BEM

Envelhecer bem (parte 2)

Posted on by 0 comment image

Envelhecer bem (parte 2)

As empresas descobriram esse filão, um verdadeiro tesouro de mercado. Na tevê, uma propaganda de telefonia celular sinaliza os ventos de mudança. No filme, a avó conversa animada com o namorado ao telefone, sob o olhar e os comentários desaprovadores do neto adolescente, que comemora o fato de o pretendente morar em outra cidade. Quando o idoso bate à porta, em visita à amada, o menino ensaia uma cena de ciúme. Mas logo surge uma neta coquete. E o casal maduro ganha o aval do garoto instantaneamente. “Há riqueza na longevidade”, destaca Jorge Félix, autor do livro “Viver Muito” (Editora Leya).

Segundo a psicóloga Camila Piza, consultora da Mandalah, empresa de inovação sediada em São Paulo, com braços em Nova York, Cidade do México e Tóquio, a iniciativa privada deve ficar atenta às oportunidades geradas pelo envelhecimento da população. “Afinal, as tendências não estão mais ligadas à idade”, afirma. Os fabricantes se apressam para aprender a ler as necessidades e os desejos dessa faixa etária. Nos Estados Unidos, o Massachusetts Institute of Technology (MIT) criou, no final dos anos 1990, o AgeLab, um laboratório de estudos sobre a longevidade cuja função é desenvolver ferramentas que orientem a indústria na feitura de produtos seniores. “A maioria dos idosos não gosta das coisas que hoje são feitas para eles”, atesta o diretor do AgeLab, Joseph F. Coughlin.

O turismo do Brasil já passou dessa fase e sabe direitinho como agradar aos clientes maduros. Com engrenagem e serviços de Primeiro Mundo, o setor oferece opções para todos os gostos – até para aqueles que não querem excursões só com a terceira idade. Apenas através do programa Viaja Mais Melhor Idade, do Ministério do Turismo, entre 2007 e 2010 mais de 600 mil pacotes foram vendidos a idosos. O mercado de trabalho é outro importante sinal de transformação. Com uma carência cada vez maior de profissionais especializados, como na área de engenharia, cujo boom nas universidades foi na década de 1970, os mais experientes estão valorizados e muitas vezes são chamados de volta ao mercado, em ebulição com a efervescência da construção civil nacional. Em suma, o paradigma de que quem chegou aos 40 ficou velho, definitivamente, caiu em desuso.

Em um estudo realizado pela Enfoque Pesquisas com brasileiros acima de 55 anos, foram detectados três grandes grupos nessa faixa etária – os idosos convencionais cujo papel social ainda é cuidar dos netos; os que se recusam a aceitar a idade que têm e continuam se comportando como jovens; e os celebrators, os que aceitam com sabedoria a chegada da nova fase, usando a experiência de vida para se manterem ativos, cuidando do vigor físico e da saúde mental. “Os chamados boomers, aqueles nascidos entre 1946 e 1964, estão inaugurando esse estilo de vida”, explica Zilda Knoploch, presidente da Enfoque.

NO RITMO – O arquiteto Antônio Corullon, 61 anos: aposentadoria planejada e tempo para dança de salão e namoro prazeroso

arquitetoAntonioCorullon

O arquiteto Antonio Ferro Corullon, 61 anos, é um legítimo celebrator. Ele acaba de inaugurar a terceira fase de sua vida, mas não consegue se reconhecer no papel de um senhor da terceira idade. Faz caratê – arte marcial que pratica há 43 anos – três vezes por semana e gasta a sola de sapato todas as noites numa escola de dança paulistana. “Melhor que dança, só sexo”, garante. E a vida sexual vai bem, obrigado. Corullon foi casado duas vezes, tem seis filhos e está namorando uma mulher dez anos mais nova. Não fuma, bebe cerveja eventualmente e joga futebol com seu grupo de amigos todo fim de semana. “Não senti o baque de fazer 60, confesso que ainda me sinto com a energia dos 18”, diz. O arquiteto é um exemplo para quem tem entre 30 e 40 anos por ter investido em pelo menos três coisas fundamentais ao longo da vida: saúde, vida social e segurança financeira. “Aos 40 anos, me planejei para que, aos 60, eu não tivesse mais de acordar para trabalhar, mas sim acordar para viver”, revela. Deu certo. No ano passado ele deixou o emprego fixo no qual entrava às 7h30. Agora, dita o próprio ritmo profissional.

Corullon seguiu na prática, mesmo sem saber, o mantra repisado pelos especialistas em envelhecimento ativo quando perguntados sobre como construir um futuro tranquilo e prazeroso. O segredo, garantem, é planejar a velhice a partir de hoje.

FONTE:http://www.istoe.com.br/reportagens/139317_ENVELHECER+BEM

 

Dica Cine Coaching 27 – Ao Mestre com Carinho

Posted on by 0 comment image

Dica Cine Coaching 27 – Ao Mestre com Carinho

aomestrecomcarinho_coachingmais50.com.brO filme “Ao mestre com carinho” (To sir, with love) se baseia no livro Homônimo de E.R. Braithwaite. É um filme britânico de 1967, estrelado por Sidney Poitier, mas trata de problemáticas  ainda  atuais e traz uma boa referência de liderança, persistência e inovação. Apesar de tocar no tema bastante discutido e polêmico, a trama se concentra nos padrões da adolescência em uma comunidade pobre da Inglaterra. Mark Thackeray (Sidney Poitier) é um engenheiro desempregado,que no momento difícil de sua vida, resolve dar aulas em uma escola cheia de maus hábitos,no bairro operário de East End, em Londres. A turma, cheia de alunos indisciplinados, rebeldes, desajustados, fora dos padrões normais de comportamentos, fará de tudo para que ele desista da sua missão, como fez com os professores anteriores.

O filme apresenta a dificuldade de um engenheiro guiano, Mark Thackeray  recém formado e negro que tenta melhorar sua condição de vida indo para a capital londrina trabalhar como professor. Logo descobre que a tarefa de lecionar não vai ser nada fácil, mas decide enfrentar o desafio, mesmo sofrendo a não aceitação dos alunos, e principalmente, o fato de seus colegas professores, não acreditarem na possibilidade de qualquer êxito. Todas as armas do professor para motivar seus alunos na sala de aula ou nos livros não funcionam e  o protagonista só estabelece uma conexão com os delinquentes ao provar que há uma relação direta entre os conteúdos ensinados em classe e a progressão do mundo ao redor. 

Apesar da falta de uma didática, um preparo pedagógico compatível e adequado para lidar com a realidade de sala de aula e com os alunos, não desanimou, mostrando um alto grau de interesse com a prática educativa. No passar do tempo e no decorrer das aulas, o professor tenta de todas as maneiras manter a postura equilibrada, a calma e o respeito com os discentes daquela escola. Com a crescente hostilidade e falta de respeito por parte de todos os alunos, certo dia, a chegar à sala de aula se depara com livros queimados próximos a sua mesa. Irritado e furioso perde a compostura, gritando e ordenando que os rapazes se retirassem da sala, e repreendendo severamente as meninas por contribuírem com o fato e pelo comportamento de puro desrespeito e pua indisciplina mostrado no queimar dos livros. 

Percebe naquele momento, o ideal seria ensinar e mostrar para os alunos que eles precisavam de disciplina, de mudança de atitudes, de apoio moral e compreensão. Analisando o perfil daqueles alunos, percebe-se a carência de afeto, de apoio moral, apoio familiar, de respostas que fizessem deles, seres humanos dignos, responsáveis, preparados para lidarem com as situações da vida cotidiana. 

Porém, aos poucos  o mestre conquistou a confiança de todos, agindo com um amigo e conselheiro. A partir da quebra dos paradigmas de sua metodologia, com relação às matérias que ministrava, supriu as necessidades de cada aluno enfatizando conceitos que afetavam diretamente e faziam sentido naquele momento. Os alunos se rendem aos ensinamentos e argumentos do professor. Aproveitando esse clima harmonioso, decide incentivar os alunos pelo gosto pela cultura, convidando todos a visitar um museu, e que até em tão nunca tinha feito um programa desse tipo. Com essa atitude, o professor ensina a importância educação não formal, de sair da sala de aula, de quebrar paradigmas, de visitar museus, de aprender com a história. E é por meio dela que estão fixadas as raízes do presente, é resgatando a história que podemos abranger a época moderna.

Certo dia Thackeray recebe uma correspondência, ao abrir a mesma, tem uma surpresa, era o convite para voltar à empresa que trabalhava anteriormente. Diante disso, passou a refletir sobre sua decisão, se iria ou não, mas para a felicidade de todos decidi permanecer e continuar o seu projeto de ensinar por meio da interação professor-aluno, onde o professor deve trabalhar de forma sábia, todas as questões direcionadas com o contexto social de cada aluno, buscando conhecer seus gostos, o que pensam e o que esperam da vida, contribuindo para cidadania e para o bem estar do que os cercam.

Aprendizado: O professor conseguiu demonstrar para aqueles adolescentes que em meio ao caos e a desordem, há possibilidade de progresso, de construção e da contribuição ao processo de humanização do contexto social dos alunos. Aos poucos, ele mudou a concepção e a visão dos alunos, embutindo valores, que ensinassem comportamentos decentes, a serem adultos e responsáveis por si, fez isso em uma relação horizontal, de igual para igual, onde a sala de aula deve ser um lugar de trocas de experiências e de resgate de valores até então esquecidos pela sociedade. A escola  surge como um lugar de diálogo livre de preceitos e o  papel do educador vai muito além do que ensinar uma determinada disciplina, o docente em sua essência, deve ajudar e direcionar seus alunos a se tornarem críticos, acima de tudo um pensador de opiniões,  a exercer a cidadania e não ter medo de enfrentar as imposições da sociedade.

Aos 85 anos, agrônomo aposentado inicia graduação em direito

Posted on by 0 comment image

Aos 85 anos, agrônomo aposentado inicia graduação em direito

agronomo

Foram 15 anos amadurecendo a ideia de retomar a vida acadêmica. Até que agora, aos 85 anos, e inspirado na experiência bem sucedida de um amigo da mesma faixa etária, o agrônomo aposentado Luiz Alberto Ibarra tomou coragem e iniciou a graduação em direito na Faculdade de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul (Fadergs), em Porto Alegre.

Direito era uma pendência antiga. Sonhava com a carreira desde a década de 1940, quando a vida o levou das ciências humanas para as exatas – fez amizade com um grupo de estudantes de agronomia e seguiu por esse caminho. Aos 24 anos, trabalhou no extinto “Diário de Notícias” e de lá foi para a área de comunicações da Emater. “Gostava muito do que fazia, levando informações úteis para as comunidades rurais. Mas aí me aposentaram, em 2000. Foi um golpe tremendo. Entrei em depressão.”

Receoso em prestar vestibular, diz que pensava: “Nessa idade, será que a gurizada vai me aceitar?” Mas a família foi só incentivo. E ele seguiu em frente. Nas primeiras aulas, diz que se sentia o vovô da turma. “Eu era uma ilha cercada de jovens por todos os lados”, lembra. Hoje, se diz entrosado com todos. Aproximou-se dos colegas mais velhos, na faixa dos 50 anos, e descobriu um jornalista, com quem afirma ter “bastante assunto”.

Luiz acredita que rejuvenesceu e orgulha-se de ter contribuído em desmitificar a educação na terceira idade. “O cérebro desenferruja, redesperta a atividade intelectual”, pontua. Mas diz que se desdobra para dar conta de tanta carga teórica. Se concluir todas as disciplinas no período previsto, ele se tornará bacharel aos 90 anos. Mas não tem pressa em fazer planos. Pontos para a maturidade.

Fonte: https://catracalivre.com.br/geral/geracao-e/indicacao/aos-85-anos-agronomo-aposentado-inicia-graduacao-em-direito/

Envelhecer bem (parte 1)

Posted on by 0 comment image

Envelhecer bem (parte 1)

Como vivem as pessoas que ultrapassaram a barreira dos 60 anos de forma produtiva e com qualidade de vida, usufruindo das opções de lazer e consumo

A clássica imagem do velhinho de pijama, em frente à tevê, cuja maior audácia é sair de casa para jogar dominó com os amigos do bairro, está com os dias contados. Um novo padrão de envelhecimento está em curso. Conhecido como “envelhecimento ativo”, ele nem de longe lembra a resignação com que os idosos do passado se aposentavam do trabalho e da vida social. Saudáveis, dispostos a continuar em atividade por mais tempo e, graças aos bons ventos da economia, com dinheiro no bolso, muitos brasileiros que romperam a barreira dos 60 anos provam que é possível dialogar com a passagem do tempo harmoniosamente. “Negar o envelhecimento é negar a própria vida”, afirma a geriatra Andrea Prates, coordenadora executiva do Centro Internacional de Informação para o Envelhecimento Saudável (Cies), criado em 1999 para divulgar a promoção da saúde na terceira idade. Em 2050, 30% da população brasileira terá mais de 60 anos . Diante dessa estatística, o Brasil começa a entrar no padrão europeu e americano no que diz respeito à terceira idade: oferece opções de lazer e consumo compatíveis e de alta qualidade, (re)abre portas – e cria novas possibilidades – no mercado de trabalho e acena com simpatia para as relações que se formam depois dos netos nascidos.

Em uma pesquisa feita pelo site Minha Vida a pedido da ISTOÉ, 65,7% dos sete mil entrevistados disseram que querem continuar no batente depois de se aposentarem. “Pretendo continuar andando de moto e trabalhando até morrer”, sentencia Carlos Coradi, 73 anos. Quem vê o consultor financeiro passar com sua Harley-Davidson pelas ruas de Campinas, no interior de São Paulo, não duvida de sua afirmação. Pai de seis filhos (a caçula tem apenas oito anos), Coradi mantém uma rotina de fazer inveja a muitos jovens. Faixa-preta no judô, ele pratica esportes diariamente, trabalha mais de 12 horas diárias e desde adolescente mantém a paixão pela velocidade. Todo domingo, ele e os amigos do grupo de motociclistas “Anciãos ao Vento”, com integrantes entre 60 e 75 anos, se reúnem em viagens sobre duas rodas. Como se vê, é preciso saúde para gozar as benesses da “melhor idade”. E isso significa, entre outras coisas, postergar ao máximo o aparecimento de doenças crônicas como diabetes, doenças circulatórias e hipertensão, entre outras

img.jpg
NA PISTA
O consultor Carlos Coradi, 73 anos: judô, Harley-Davidson, 12 horas
de trabalho diárias e seis filhos (a caçula com 8 anos)

A empresária Lígia Azevedo vai completar 70 anos neste ano. Considerada nos anos 80 a “Jane Fonda brasileira”, ela é um exemplo de quem está conseguindo se manter afastada desses males. Dona de um spa em Búzios, Lígia caminha diariamente durante 50 minutos, faz hidroginástica, terapia corporal, não come fritura e evita carne vermelha. A rotina à base de arroz integral, frango e salada, no entanto, não a exclui da vida social. “Amo brincar com meus netos, mas, se eu tiver uma festa, não vou deixar de ir”, diz a empresária, que viaja bastante em função de suas palestras sobre qualidade de vida. O corpinho enxuto e bem trabalhado faz com que ela ainda vista roupas de até 40 anos atrás. “Só uso roupa justa, nada do que é ‘apropriado’ para a minha idade”, conta a acriana radicada no Rio, lembrando que a indústria da moda é uma das que mais ignoram sua faixa etária.

img2.jpg
BEM-ESTAR
A empresária Lígia Azevedo, 70 anos: exercício físico,
disciplina alimentar, vida social e roupas dos tempos de jovem

FONTE:http://www.istoe.com.br/reportagens/139317_ENVELHECER+BEM

É possível envelhecer bem

Posted on by 0 comment image

É possível envelhecer bem

Não há receita para a juventude eterna. Mas algumas medidas simples, aliadas a um acompanhamento médico eficiente e em sintonia com o perfil do paciente, podem garantir o bem-estar na melhor idade

Foto: Shutterstock

O Brasil está envelhecendo, houve uma queda na taxa de natalidade e êxitos nos avanços da medicina, mas isso não é sinônimo de que os brasileiros estão adotando hábitos saudáveis. “O número de anos vividos não corresponde a um envelhecimento bem-sucedido”, afirma Cássio Machado de Campos Bottino, professor do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e coordenador do Programa Terceira Idade (Proter). Para o médico, o envelhecimento saudável está ligado à diminuição dos riscos de doenças, ao bom funcionamento do organismo e à manutenção das relações sociais.

“É ter o menor número possível de limitações, preservar as funções do organismo (renal, cardíaca, pulmonar, entre outras) e manter a capacidade de executar tarefas, como coordenar as compras da casa, pagar as contas no banco ou tomar uma condução para deslocar-se pela cidade. “O idoso pode até ter doenças. Mas que sejam enfermidades que não o impeçam de realizar as atividades cotidianas”, completa Roberto Miranda, vice-chefe da disciplina de Geriatria e Gerontologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e diretor clínico do Instituto Longevità (SP).

O segredo está na prevenção

O geriatra adianta: “Não existe fórmula ou pílula mágica. Quem está buscando isso deve desistir. O envelhecimento saudável está relacionado à forma como tratamos o nosso corpo ao longo da vida e da maturidade. As pessoas devem ter essa consciência e planejar-se, de modo que, quando essa fase da vida chegar, elas possam lidar com os problemas decorrentes dela de maneira adequada”. De acordo com Sonia Martins Fontes, médica geriatra da Clínica Sainte-Marie Hospice e Cuidados Paliativos (SP), a prática de exercícios físicos como forma de evitar o sedentarismo é essencial, assim como ter uma alimentação balanceada. “Não é bom ter uma dieta excessivamente rica em gorduras e açúcar. Se você fugir dos excessos ou, pelo menos, fazer com que eles sejam esporádicos, na verdade estará fazendo um bem para a sua saúde como um todo. Procure consumir álcool em pequenas quantidades e priorize a ingestão de vegetais, legumes, frutas, grãos integrais, carnes magras e peixes”, afirma.

Envelhecimento saudável está relacionado à forma como tratamos o nosso corpo ao longo da vida e da maturidade. As pessoas devem ter essa consciência e planejar-se.

                                                            Menos estresse!

A médica ressalta a necessidade de combater o estresse e a ansiedade, e estimular o cérebro com atividades que desenvolvam o raciocínio lógico, a memória e também a linguagem. Assim, cria-se uma reserva cognitiva que poderá ser usada no futuro e que ajuda na prevenção de quadros de demência. Acompanhamento médico é importante para identificar problemas de saúde crônicos que podem agravar-se na velhice. É o caso da hipertensão, que, por ser assintomática, acaba sendo descoberta em consultas de rotina. “O problema de pressão alta piora com o avanço da idade. Não tratada, haverá alto risco de derrame e infarto. Com a detecção precoce, esse risco é minimizado”, alerta Miranda.

A saída do sedentarismo

Com o passar dos anos, é necessário adaptar as atividades físicas às restrições impostas pelas mudanças físicas. Sonia enfatiza que, nesta fase, as pessoas devem ser orientadas pelo médico e, quando possível, por um educador físico. Se o idoso não tiver acesso a nenhum tipo de orientação, 30 minutos de caminhada diária, cinco vezes por semana, é o suficiente para que ele deixe de ser considerado um sedentário.

Segundo a especialista, os exercícios são ainda mais benéficos quando feitos sob a luz do sol. “A deficiência de vitamina D é um fenômeno mundial, pois ninguém tem o hábito de tomar sol. Um pouco de exposição solar, com os devidos cuidados, garante alguma produção dessa substância tão importante para o equilíbrio da saúde”.

Dieta sob controle

Para não agravar quadros clínicos e evitar desnutrição, a dieta também precisa de supervisão médica. No caso de o paciente não possuir nenhum problema de saúde específico, recomenda-se uma redução no consumo de sal e um aumento no de líquidos, frutas, assim como no de vegetais. Manter uma rede de relacionamentos interpessoais é outra medida que contribui para o bem-estar na terceira idade. “Quanto melhor a rede de suporte social do sujeito, ele envelhece melhor. Amigos, família, comunidade em que está inserido, poder público… Se ele tiver qualquer necessidade, poderá contar com essas pessoas”, destaca Miranda.

FONTE: http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/115/e-possivel-envelhecer-bem-nao-ha-receita-para-a-272621-1.asp/

A vida depois da aposentadoria (parte 2)

Posted on by 0 comment image

A vida depois da aposentadoria (parte 2)

Como os servidores da UFG têm levado a vida na aposentadoria? O bem-estar na terceira idade pode ser vivenciado em diferentes modos de vida

A música que faz bem

Professor Maurício Vasconcelos

“Este aqui é o meu mundo”. Maurício Vasconcelos, ao se referir à sua sala onde coleciona discos

O professor aposentado do Instituto de Física (IF), Maurício Vasconcelos, acredita que, pelo ritmo de trabalho do sistema capitalista, algumas pessoas não se educam para a aposentadoria. Para ele, esta educação poderia ser feita por meio de atividades paralelas ao trabalho, como colecionar discos. Ele conta que sente falta de dar aulas na UFG. A falta sentida depois de alguns anos fora da sala de aula, após a aposentadoria, o levou a retornar ao meio acadêmico, como professor substituto e diretor do Câmpus de Porto Nacional da Universidade Federal do Tocantins. Por fim, resolveu se dedicar à sua coleção de discos de vinil e CDs.

Maurício Vasconcelos, que se aposentou em 1995, é fã de música. Em sua casa, ele fez uma sala só para seus discos, o professor brinca que é sua “sala de autismo”, e faz questão de reforçar: “Este aqui é o meu mundo!”. A sala é especialmente equipada com uma vitrola e um CD player ligados a caixas de som antigas que já tiveram que passar por alguns consertos por serem sempre utilizadas.

Ele ainda mantém laços com a UFG. Quando pode, visita a universidade para encontrar amigos e ex-alunos, entre seus ex-alunos está o atual reitor, Edward Madureira Brasil.

Rompendo os muros

Professora Ana Lúcia da Silva

“Depois que me aposentei, o que mudou foi que deixei de dar aulas dentro dos muros da universidade”. Ana Lúcia continua engajada na luta por uma educação melhor

Entre livros doados, que formam uma biblioteca farta em obras de literatura infantil, do Centro Cultural Eldorado dos Carajás, em Goiânia, a professora Ana Lúcia da Silva contou ao Jornal UFG histórias de quando lecionava no curso de História do antigo Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL).

Foi com o trabalho voluntário no Centro Cultural que Ana Lúcia da Silva aproveitou sua aposentadoria, concedida em 1994, para desenvolver projetos culturais em Goiânia. Sempre militante, a professora aposentada da Faculdade de História continuou ensinando jovens e adolescentes, reunindo esforços para que o Centro cresça e atenda mais jovens. “Depois que me aposentei o que mudou foi que deixei de dar aulas dentro dos muros da universidade”, afirma.

As atividades como coordenadora do Centro Cultural tomam o tempo da professora, que se mostra feliz em ver os jovens, principalmente alunos de escolas públicas de Goiânia, visitando o espaço e participando de atividades, como cursos e palestras. Segundo ela, “é por meio da cultura que podemos chegar a estes jovens”.

FONTE: Texto: Luiza Mylena | Foto: Evandro Novaes e Sílvio Simões  https://jornalufgonline.ufg.br/n/49648-a-vida-depois-da-aposentadoria

Category: Aposentadoria+50

A vida depois da aposentadoria (parte1)

Posted on by 0 comment image

A vida depois da aposentadoria (parte 1)

Como os servidores da UFG têm levado a vida na aposentadoria? O bem-estar na terceira idade pode ser vivenciado em diferentes modos de vida

A aposentadoria pode ser vivenciada de diferentes formas pelos trabalhadores, para alguns pode ser o fim de uma vida de dedicação, para outros o início de uma nova fase ou a continuidade no trabalho. O certo é que, por decreto, a pessoa está aposentada do dia para a noite, mas não se sente aposentada na mesma velocidade, uma vez que é necessário se acostumar com novos hábitos, lugares e novas rotinas.

Na UFG, é frequente a permanência do vínculo entre servidores aposentados e a universidade. Alguns continuam trabalhando, já outros fazem visitas para sanar a saudade dos departamentos e das pessoas com quem trabalharam durante anos. Fomos atrás desses aposentados e encontramos quatro deles que estão levando a vida de diferentes maneiras, mas que têm em comum a satisfação por continuar trabalhando.

Estes aposentados têm em comum mais que a instituição onde trabalharam. Mostram que o emprego vai além do trabalho remunerado e que é possível conciliar uma atividade regular com uma paixão pessoal. Para eles, os períodos de trabalho e da aposentadoria não se dividem e são vivenciados com satisfação.

O prazer em trabalhar

Professor José Ângelo Rizzo

“O meu hobby é trabalhar, é um prazer muito grande”. José Ângelo Rizzo, o professor trabalha na UFG desde sua fundação

A história do biólogo e professor José Ângelo Rizzo se mistura com a história da UFG. Ele foi um dos pioneiros na fundação do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), participou da criação do Bosque August Saint-Hilaire, no Câmpus Samambaia, entre outros inúmeros feitos. Atualmente, é diretor do Herbário – Unidade de Conservação, ligado ao ICB, onde foi feito o levantamento da flora dos estados de Goiás e Tocantins.

São 53 anos de trabalho na universidade que lhe conferiram o título de Professor Emérito, a medália Anhanguera Cidadão Goiano, além de outros prêmios e homenagens, que enfeitam sua sala repleta de livros técnicos escritos por ele. A homenagem mais recente foi recebida durante o Festival Internacional de Cinema Ambiental (FICA 2013), na cidade de Goiás, sua terra natal, em julho deste ano.

O professor conta que não houve mudanças quando ele se aposentou, continuou trabalhando como se não tivesse passado pelo ato administrativo. Sua aposentadoria foi compulsória, isto é, quando o servidor público é obrigado a se aposentar por ter alcançado a idade máxima para trabalhar. Mas nem a aposentadoria compulsória, decretada em 2000, interrompeu as atividades do docente, que continua trabalhando 12 anos após se tornar oficialmente aposentado.

Ele diz que não houve um intervalo entre a aposentadoria e o trabalho: “Eu não tive um hiato, eu vim trabalhar no outro dia como se não tivesse me aposentado”. Toda esta dedicação se explica pela paixão à Botânica. “O meu hobby é trabalhar”, afirma.

Telas terapêuticas

Tecnico Maria Ferreira

“A pintura é meu remédio mais barato”. Maria Ferreira encontrou nas aulas de pintura novas amizades e desafios para superar

Várias telas enfeitam a casa de Maria Ferreira. São pinturas de diferentes temas feitas por ela. A servidora técnico-administrativa da Faculdade de Odontologia (FO) poderia ter se aposentado há dez anos, mas continua trabalhando por gostar de suas atividades e das pessoas que a rodeiam na faculdade. Atualmente, ela trabalha na coordenação de estágio e tem contato direto com os alunos, que manifestam grande apreço por ela.

Maria Ferreira encontrou na prática da pintura, uma maneira de relaxar e de se preparar para a aposentadoria. Ela começou a fazer aulas de pintura há seis anos, em uma das atividades oferecidas aos trabalhadores técnico-administrativos pelo Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior (Sint-Ifes). “Costumo dizer que a pintura é meu remédio mais barato”, diz animada.

A servidora também se interessou pelos aspectos que influenciam as pessoas na hora de se aposentar e produziu sua dissertação de mestrado intitulada A aposentadoria dos servidores técnico-administrativos na Universidade Federal de Goiás-Goiânia: prováveis motivos para o adiamento, que está disponível no Jornal UFG On-line (link abaixo). Na dissertação, defendida em 2012, ela investigou os motivos pelos quais os servidores da UFG não se aposentam quando atingem o tempo necessário. As observações e reflexões no período de eminência da sua aposentadoria motivaram o estudo.

Por meio de gráficos e tabelas, ela identificou, entre outros fatores, os motivos pelos quais o trabalhador pode adiar a aposentadoria, o processo de preparação para se aposentar e os impactos que a aposentadoria pode trazer para o trabalhador. “As pessoas não se preparam bem para a aposentadoria”, explica.

FONTE: Texto: Luiza Mylena | Foto: Evandro Novaes e Sílvio Simões  https://jornalufgonline.ufg.br/n/49648-a-vida-depois-da-aposentadoria

 

 

Category: Aposentadoria+50