Monthly Archives: junho 2015

Mexa-se na terceira idade com o esporte certo e garanta qualidade de vida

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Mexa-se na terceira idade com o esporte certo e garanta qualidade de vida

À medida que a expectativa de vida aumenta, crescem também os desafios para que os anos a mais sejam vividos com qualidade e independência. E como alcançar essa excelência depois dos 60? A resposta pode estar na inclusão das atividades físicas! Por isso, hoje no Blog, abordo o que deve ser levado em conta no momento do idoso escolher um esporte, os mais recomendados e você ainda vai encontrar dicas para aumentar as potencialidades como geronto atleta. Seja bem-vindo!  

 O esporte na terceira idade previne e auxilia no tratamento de hipertensão, derrames, varizes, obesidade, diabetes, osteoporose, câncer e outras doenças.

O esporte na terceira idade previne e auxilia no tratamento de hipertensão, derrames, varizes, obesidade, diabetes, osteoporose, câncer e outras doenças. (Antonio Lima)

Envelhecer com saúde. Esse é uma das principais metas da terceira idade. E essa classe, a cada dia que passa, está em maior número e torna-se cada vez mais exigente em relação à qualidade de vida. Na esteira dos países desenvolvimentos, o Brasil caminha para se tornar um País de população majoritariamente idosa. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o grupo de 60 anos ou mais será maior que o grupo de crianças com até 14 anos em 2030, e em 2055, a participação de idosos na população total será maior que a de crianças e jovens com até 29 anos.

E quais são os fatores para que a parcela de idosos tenha aumentado de forma significativa no Brasil e em outros países? Um dos que tem contribuindo e muito é a prática de atividade física, que os ajuda a ser mais ativos e cheios de energia. Por isso, conversei com um especialista, o professor Márcio Soares, graduado em Educação Física e Pós-Graduado em Físiologia do Exercício e Gerontologia, voltada para a saúde do idoso, e hoje no Blog vou falar sobre o que deve ser levado em conta no momento do idoso escolher um esporte, os mais recomendados para as pessoas acima dos 60 anos e dar dicas para aumentar as potencialidades como atleta. Quero com esse post contribuir ainda mais com aqueles que já estão inseridos no meio esportivo e influenciar os idosos que ainda estão restritos ao dia a dia de cuidar dos netos, ficar embalando na cadeira e tomar remédios. Isso é coisa do passado!

O ideal é o idoso ter a supervisão de uma equipe multidisciplinar, que proporcionará maior segurança e controle dos aspectos dentro do contexto da terceira idade.

Antes de o idoso descobrir a atividade que mais lhe agrada é importante que ele consulte profissionais capacitados a prescrever o que deve ou não ser feito, para que assim os objetivos físicos sejam alcançados. “Antes do início do treinamento, é aconselhável ter uma autorização médica e realizar os exames necessários. O aspecto nutricional também é importante. O ideal é ter a supervisão de uma equipe multidisciplinar, que proporcionará maior segurança e controle dos aspectos dentro do contexto da terceira idade”, diz Márcio, ao citar também a importância da figura do profissional de Educação Física no dia a dia do geronto atleta, aquele que vai acompanhar o idoso em suas atividades e verificar se os movimentos realizados e a intensidade dos exercícios estão de acordo com sua capacidade.

A escolha do esporte

Dentre o universo de modalidades que a terceira idade pode optar, Márcio explica que é interessante o idoso analisar três pontos ao realizar a escolha:

– Qual a preferência por uma atividade?

-Qual a indicação do profissional?

-Quais são as suas limitações e objetivos?

“Os esportes para os idosos devem abranger o desenvolvimento da força, capacidade aeróbia, flexibilidade e equilíbrio. Algumas atividades são indicadas, como a musculação, caminhada, corrida, ciclismo indoor, treinamento funcional, natação e dança”, lista o professor, ao orientar que de um modo geral, a frequência da prática dos exercícios deve ser de três a cinco sessões semanais, variando entre 30 a 60 minutos.

Dentre as atividades mais indicadas ao idoso está a dança, capaz de trabalhar a flexibilidade, melhora do condicionamento aeróbico e o aprimoramento da coordenação motora.

– Caminhada e Corrida

São exercícios bastante simples, considerados os mais práticos de inserir na rotina dos idosos e o mais eficientes para aqueles que chegam à terceira idade com um histórico de sedentarismo.

– Natação

Além de queimar calorias, a natação trabalha de forma intensa a parte aeróbica e fortalece os músculos. Protege também as articulações, ajudando no tratamento de doenças como artrite e osteoartrite. E o contato com a água provoca vasodilatação nas vias respiratórias, melhorando instantaneamente a respiração e diminuindo o problema da falta de ar, com que muitos idosos sofrem.

– Ciclismo

O Ciclismo trabalha a parte aeróbica, o equilíbrio e o fortalecimento dos músculos das coxas e da panturrilha. É importante garantir a segurança, andando de bicicleta sempre com equipamentos como capacete e luvas especiais.

Dança

A dança é capaz de trabalhar e oferecer flexibilidade, melhora do condicionamento aeróbico, aprimoramento da coordenação motora e perda de peso, entre tantos outros.

A novidade do momento para os idosos é o treino funcional. Ainda pouco divulgado, ele  desenvolve as qualidades físicas e movimentos básicos do dia a dia.

-Musculação

O aumento da massa muscular é fundamental na melhora da capacidade muscular, no auxílio indireto da redução da gordura corpórea, no aumento da taxa metabólica basal.

– Treinamento Funcional

O treinamento funcional pode ser um verdadeiro parceiro dos idosos, pois visa desenvolver as qualidades físicas e movimentos básicos necessários no dia a dia, como força, resistência, equilíbrio, os atos de sentar e levantar, andar, correr, carregar, empurrar, puxar, etc

Principais benefícios

Os benefícios da atividade física para idosos são diversos, incluindo:

– Previne ou melhora doenças: hipertensão, derrames, varizes, obesidade, diabetes, osteoporose, câncer, ansiedade, depressão, problemas no coração e pulmões;

-Melhora da força muscular;

-Melhora dos movimentos dos braços, pernas e tronco;

-Reduz o consumo de remédios;

-Aumenta apetite;

-Reduz as dores;

-Melhora o  risco de lesões nos músculos;

-Melhora o  condicionamento físico geral;

-Reduz o risco de quedas.

Realizar uma atividade em conjunto motiva o idoso e ainda estimula a novas amizades. 

Dicas para obter resultados

Fazer um esporte que gosta torna tudo mais prazeroso e estimula o idoso a continuar. O que motiva também a prática é realizar uma atividade em conjunto, quando a pessoa tem a chance de fazer contatos e novas amizades. Além disso, é essencial que o horário dos exercícios seja levado em conta, para que a temperatura possa estar agradável e não prejudique o rendimento. Voltada para uma realidade de uma cidade quente como a nossa, nada debaixo do sol é indicado entre às 11h e 15h.

E não esqueça sempre de beber muita água, estar alimentado e usar roupas confortáveis. Tudo isso contribui para a excelência e bons resultados das atividades. Está preparado para ser o mais novo (a) atleta da família? Comunique os filhos, netinhos, vizinhos e depois me conte a sua experiência! Mexa-se!!!

Pratique esporte. Todo dia é dia!

FONTE: Fabricio Lima – http://acritica.uol.com.br/blogs/blog_do_fabricio_lima/Mexa-se-idade-esporte-garanta-qualidade_7_1342735716.html

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“SEXALESCENTES OU… SEXYGENÁRIOS? 

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“SEXALESCENTES OU… SEXYGENÁRIOS? (Por Tita Teixeira)

Helen-Mirren

Mulher sexygenária,a atriz inglesa Helen Mirren, perfeita tradução da idéia

Se estivermos atentos, podemos notar que está a aparecer uma nova classe social: a das pessoas que andam à volta dos sessenta anos de idade. Os sexalescentes: é a geração que rejeita a palavra “sexagenário”, porque simplesmente não está nos seus planos deixar-se envelhecer.Trata-se de uma verdadeira novidade demográfica – parecida com a que, em meados do século 20, se deu com a consciência da idade da adolescência, que deu identidade a uma massa de jovens oprimidos em corpos desenvolvidos, que até então não sabiam onde meter-se nem como vestir-se.

Este novo grupo humano que hoje ronda os sessenta teve uma vida razoavelmente satisfatória. São homens e mulheres independentes que trabalham há muitos anos e que conseguiram mudar o significado tétrico que tantos autores deram durante décadas ao conceito de trabalho. Que procuraram e encontraram há muito a atividade de que mais gostavam e que com ela ganharam a vida.Talvez seja por isso que se sentem realizados… Alguns nem sonham em aposentar-se. E os que já o fizeram gozam plenamente cada dia sem medo do ócio ou da solidão, crescem por dentro quer num, quer na outra. Desfrutam a situação, porque depois de anos de trabalho, criação dos filhos, preocupações, fracassos e sucessos, sabem bem olhar para o mar sem pensar em mais nada, ou seguir o vôo de um pássaro da janela de um 5.º andar…Neste universo de pessoas saudáveis, curiosas e ativas, a mulher tem um papel destacado.

Traz décadas de experiência de fazer a sua vontade, quando as suas mães só podiam obedecer, e de ocupar lugares na sociedade que as suas mães nem tinham sonhado ocupar.Por exemplo, não são pessoas que estejam paradas no tempo: a geração dos “sessenta”, homens e mulheres, lida com o computador como se o tivesse feito toda a vida. Escrevem aos filhos que estão longe (e vêem-se), e até se esquecem do velho telefone para contatar os amigos – mandam e-mails com as suas notícias, ideias e vivências.De uma maneira geral estão satisfeitos com o seu estado civil e quando não estão, não se conformam e procuram muda-lo.Raramente se desfazem em prantos sentimentais.

Ao contrário dos jovens, os sexalescentes conhecem e pesam todos os riscos. Ninguém se põe a chorar quando perde: apenas reflete, toma nota, e parte para outra…Os maiores partilham a devoção pela juventude e as suas formas superlativas, quase insolentes de beleza; mas não se sentem em retirada.Competem de outra forma, cultivam o seu próprio estilo…Os homens não invejam a aparência das jovens estrelas do esporte.Nem as mulheres sonham em ter as formas perfeitas de um modelo.Em vez disso, conhecem a importância de um olhar cúmplice, de uma frase inteligente ou de um sorriso iluminado pela experiência.

Hoje, as pessoas na década dos sessenta, como tem sido seu costume ao longo da sua vida, estão a estrear uma idade que não tem nome.Antes seriam velhos e agora já não o são. Hoje estão de boa saúde, física e mental, recordam a juventude mas sem nostalgias tolas, porque a juventude ela própria também está cheia de nostalgias e de problemas.Celebram o sol em cada manhã e sorriem para si próprios…Talvez por alguma secreta razão que só sabem e saberão os que chegam aos 60 no século 21…”

FONTEhttp://www.luispellegrini.com.br.

Alimentos que pessoas com mais de 50 anos devem evitar

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Alimentos que pessoas com mais de 50 anos devem evitar

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Com o passar do tempo, alguns hábitos antigos, bons ou ruins, vão sendo diminuídos e até mesmo deixados de lado como a prática de exercícios físicos com frequência. No entanto, algo que raramente muda é a nossa alimentação, a não ser que algo grave aconteça e isso faz parte de um tratamento. Para não chegar até esse ponto, depois dos 50 anos alguns cuidados são necessários para manter uma vida saudável e para isso, evitar certos alimentos é essencial.

Muitas vezes o grande problema não é exatamente o que você come, mas o que coloca na comida. Nesses casos, o grande vilão é o SAL. O consumo excessivo do tempero, que faz com que o excesso de água seja retido pelo corpo, pode causar aumento da pressão arterial porque órgãos como rins e coração acham que têm de trabalhar mais. Dessa forma, é possível ocorrer problemas como doenças renais, ataques cardíacos e até mesmo acidentes vasculares cerebrais (AVC).

Beber moderadamente vinho traz diversos benefícios para a saúde, o grande problema é entender o que “moderadamente” significa. Muitas pessoas não conseguem se limitar àquela única taça de vinho e o álcool em excesso pode ter consequências terríveis para o organismo. Ingerir mais do que sete taças de qualquer BEBIDA ALCOÓLICA por semana pode trazer danos para o fígado e o coração, os órgãos que são protegidos se o consumo de vinho, por exemplo, for moderado.

Quando se decide emagrecer a primeira substância a ser cortada da alimentação é o AÇÚCAR, mas ganhar peso não é o único problema que o excesso de doces causa. O consumo frequente e exagerado do açúcar, seja em bombons, biscoitos, etc., é transformado em glicose, podendo originar a diabetes. Essa doença causa um envelhecimento precoce, pois pele e ossos acabam desgastados, ficando mais fracos. Além disso, doenças cardíacas e renais também podem acontecer.

Talvez o principal problema quando o assunto é o consumo de açúcar, os REFRIGERANTES devem ser abolidos totalmente de sua alimentação diária, mesmo os diet ou light. Em uma lata desse tipo de bebida podem estar contidas até dez (!) colheres de açúcar. Mesmo tendo menos que 50 anos, eliminar o refrigerante da dieta pode ser decisivo para melhorar a sua saúde, podendo evitar doenças que limitam sua qualidade de vida. Aliar alimentos saudáveis com exercícios físicos regulares é a melhor forma de manter a saúde por muito mais tempo.

 

FONTE: http://www.dicadesaude.com/alimentos-que-pessoas-com-mais-de-50-anos-devem-evitar/#sthash.DdQgqeCj.dpuf

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77% dos brasileiros com mais de 50 anos consideram a saúde a principal preocupação na vida

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77% dos brasileiros com mais de 50 anos consideram a saúde a principal preocupação na vida

Apesar disso, 61% dos entrevistados consideram que sua alimentação é igual ou pior do que era antes e principal sintoma percebido é o cansaço

​2 em cada 3  pessoas entrevistadas não praticam atividade física regularmente, ou seja, pelo menos 30 minutos por dia , duas vezes por semana.

Pesquisa inédita no Brasil revela que a maior preocupação dos brasileiros que têm 50 anos ou mais é com a saúde, porém a adoção de uma dieta balanceada e a prática de exercícios físicos – essenciais para o envelhecimento saudável – ainda não é uma realidade para a maioria da população. A pesquisa Sinais da Nutrição depois dos 50, realizada pelo IBOPE Inteligência e desenvolvida pelo multivitamínico Centrum, mostrou que a saúde é a principal questão para 77% dos entrevistados, seguida por estabilidade financeira, que aflige a 11% desse público.

A expectativa da Organização Mundial da Saúde é de que, em 2020, o número de pessoas com 60 anos ou mais no mundo superará o de crianças com menos de cinco anos. O levantamento mostrou também que a preocupação com um envelhecimento saudável nem sempre se traduz em atitudes para alcançar a situação ideal. 61% dos entrevistados consideram que a sua alimentação hoje em dia é igual ou pior ao que era antes e 2 em cada 3 pessoas não consomem 6 porções de frutas e verduras por dia, principais alimentos fonte de vitaminas e minerais, essenciais para um bom funcionamento do organismo.

Apesar de ser um processo natural, o envelhecimento provoca no organismo uma série de alterações anatômicas, funcionais, bioquímicas e psicológicas, com consequências para a saúde e a nutrição das pessoas. O envelhecimento da população, dessa forma, passa a ser cada vez mais um desafio. “A pesquisa confirma que existe uma consciência sobre a importância de envelhecer com saúde, mas que as pessoas não praticam as atitudes necessárias para isso, como se alimentar bem e praticar atividade física”, afirma o especialista em nutrição, professor da Universidade de São Paulo e cirurgião do aparelho digestivo, Dan Waitzberg.

Outros estudos afirmam o mesmo dado encontrado na pesquisa realizada pelo multivitamínico Centrum. O Estudo Brazos, feito pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) em parceria com a Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, aponta que nos últimos 50 anos houve um decréscimo na ingestão de frutas, verduras e grãos. A Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada pelo IBGE no final de 2014, mostra ainda que apenas 38,7% das pessoas de 40 a 59 anos consomem a quantidade recomendada pela Organização Mundial de Saúde de hortaliças e frutas, ou seja, 400 gramas. O percentual na faixa acima dos 60 anos é de 40,1%.

A prática de exercícios físicos é fundamental para a manutenção da saúde e um estilo de vida ativo ajuda na manutenção da capacidade funcional de homens e mulheres que já passaram dos 50 anos. Porém, 2 em cada 3  pessoas entrevistadas pelo IBOPE Inteligência não praticam atividade física regularmente, ou seja, pelo menos 30 minutos por dia e dois dias por semana.
 

De acordo com a pesquisa, cansaço, dificuldade de enxergar à noite, falta de energia e indisposição para as atividades do dia a dia são os problemas mais vivenciados pelos entrevistados após terem completado 50 anos. Ao analisar as informações por gênero, verifica-se que as mulheres percebem mais os sintomas relacionados à falta de micronutrientes: 57% delas, contra 49% deles, por exemplo, relatam sentir mais cansaço após os 50 anos. A maior diferença entre homens e mulheres se dá em “pele, unha, cabelos quebradiços/sem brilho” – 19% contra 41%, respectivamente. O único sinal sentido mais pelos homens do que pelas mulheres foi quanto a ter resfriados com frequência.

Relato dos sinais do corpo após completar 50 anos

  TOTAL MULHER HOMEM
Cansaço 54% 57% 49%
Dificuldade de enxergar à noite 44% 47% 40%
Falta de energia 42% 46% 38%
Indisposição para as atividades do dia a dia 41% 44% 37%
Fraqueza muscular 35% 37% 33%
Problemas com os ossos 32% 38% 26%
Pele, unha e cabelo quebradiço/sem brilho 31% 41% 19%
Apetite irregular 25% 29% 21%
Tem resfriados com frequência 17% 14% 19%

Sobre a pesquisa
Foram realizadas 613 entrevistas com homens e mulheres com mais de 50 anos, das classes ABCDE, em todo país, com amostra proporcional à população brasileira, por região demográfica. A margem de erro é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos.

FONTE:http://www.ibope.com.br/pt-br/noticias/Paginas/Pesquisa-inedita-revela-que-77-dos-brasileiros-com-mais-de-50-anos-consideram-a-saude-a-principal-preocupacao-na-vida-.aspx

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Acima dos 50 anos de idade, maior preocupação é a saúde

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Acima dos 50 anos de idade, maior preocupação é a saúde

Pesquisa mostra, porém, que alimentação e exercícios físicos são negligenciados

Rio – Com a chegada à maturidade, a saúde torna-se a maior preocupação do brasileiro. Mas, entre a consciência e a mudança de hábitos, há ainda uma grande distância. Quase 80% das pessoas a partir dos 50 anos consideram o cuidado físico prioridade, porém, para 61%, a alimentação é igual ou pior do que antes e 66% não se exercitam regularmente.

Há mais dados preocupantes no levantamento ‘Sinais da Nutrição depois dos 50’, feito Ibope Inteligência e pelo multivitamínico Centrum: duas em cada três pessoas não consomem as recomendadas seis porções de frutas e verduras por dia.

Foto:  Arte O Dia

Depois da saúde, a estabilidade financeira é a maior preocupação, que aflige a 11% dos entrevistados. Cirurgião do aparelho digestivo, especialista em nutrição e professor da Universidade de São Paulo, Dan Waitzberg reconhece que é difícil mudar hábitos e recomenda que a inclusão de alimento saudáveis seja feita gradativamente. “Toda caminhada começa com o primeiro passo. É bom ter pequenas metas como, por exemplo, incluir uma fruta no café da manhã. Pode ser a fruta preferida”, disse.

A inclusão de alimentos saudáveis na dieta pode evitar males mais graves em quem já passou dos 50. De acordo com Tarso Lameri Sant’Anna Mosci, geriatra e presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, seção Rio de Janeiro, a falta de nutrientes pode levar à perda de massas óssea e muscular, e acelerar o envelhecimento. Com a perda de músculo, diz ele, ocorre o comprometimento dos movimentos e aumenta o risco de quedas.

“Muitas vezes, o idoso não se adapta à dentadura, tem dificuldade de comer carnes e acaba excluindo a proteína da alimentação”, lembra o especialista. Outra consequência da carência de vitaminas e minerais é a síndrome da fome oculta, que se manifesta por diversos sintomas. De acordo com a pesquisa, cansaço, dificuldade de enxergar à noite, falta de energia e indisposição para as atividades do dia a dia são os problemas mais vivenciados pelos participantes. Além disso, as mulheres percebem mais os sintomas relacionados à falta de micronutrientes.

Mas, para os dois especialistas, o resultado não significa que elas sejam o ‘sexo frágil’. Pelo contrário, ambos ressaltam que as mulheres vivem mais do que os homens. Dan acredita que elas conseguem perceber melhor os sintomas.

“O homem toca a vida e não quer saber muito da saúde. A mulher é mais atenta, se cuida mais e consegue perceber o que sente”.

Para elas, cálcio é importante. Para eles, magnésio 

Alimentação balanceada e saudável é importante para senhores e senhoras, mas há pequenas diferenças nutricionais no cardápio de acordo com o gênero. Por exemplo, de acordo com Tarso, a necessidade de cálcio para as mulheres é maior — em média 20% —, para aquelas entre 50 e 70 anos. Isso por causa do risco aumentado de desenvolver a osteoporose devido à menopausa. Por outro lado, a necessidade de ingestão de ferro é menor para elas após os 50 anos, também por conta da menopausa. Ja para os homens, o magnésio não pode ser negligenciado, já que é ele que garante o bom funcionamento de nervos e músculos. As vitaminas do complexo B também são importantes, pois contribuem para o aproveitamento da energia dos alimentos.

Porém, outro levantamento mostrou que a ingestão de nutrientes está aquém do necessário. De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE (2008-2009), 99,6% dos homens e 99,4% das mulheres, no país, não consomem o suficiente de vitamina D por dia. No caso do cálcio, entre brasileiros com mais de 60 anos, 85,9% dos homens e 95,8% das mulheres não ingerem as quantidades certas. Em relação à vitamina E, que fortalece a imunidade, 100% dos entrevistados não seguem o recomendado.

FONTE: http://odia.ig.com.br/noticia/mundoeciencia/2015-02-15/acima-dos-50-anos-de-idade-maior-preocupacao-e-a-saude.html
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Mulheres com mais de 40 anos divorciadas ou viúvas estão entre as mais vulneráveis à infecção do HIV, alertam especialistas

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Mulheres com mais de 40 anos divorciadas ou viúvas estão entre as mais vulneráveis à infecção do HIV, alertam especialistas

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“Lembro-me daquela manhã. Por insistência das amigas, iria a um baile para pessoas mais maduras, uma promoção para a chamada terceira idade, apesar de eu não me considerar parte desse grupo. Tinha perdido meu companheiro de tantos anos havia alguns meses, ainda me sentia enlutada, meus filhos já estavam todos casados e eu ia tocando minha vida repleta de lembranças…”

O começo da história narrada acima é único e pertence à carioca Melina, de 64 anos. Mas a maneira como ela se comportou nessa fase da vida em busca de um novo relacionamento amoroso, assim como o capítulo que ela conta a seguir, é bem parecida com a de muitas outras mulheres de meia idade que se tornam viúvas ou se separam.

“Conheci naquele baile um senhor de cabelos grisalhos, paletó bem cortado e sorriso largo. Com ele, voltei a me sentir desejada, amada e decidi meses depois apresentá-lo para a minha família, mas ele sempre se esquivava. Certo dia, ele disse que viajaria para o interior de São Paulo para resolver problemas familiares. Os dias foram passando, ele não voltava, nem dava notícias. Quando veio o contato (de uma filha), a surpresa: ele havia falecido com aids”.

Melina ficou pasma, se sentiu enganada, pois ele estava em tratamento e nunca havia lhe contado. Ela hesitou, sofreu, mas decidiu fazer o teste de HIV. “Estava me preparando para ir ao laboratório buscar o resultado, quando o telefone tocou. Era exatamente do laboratório, eles me pediam para repetir o exame, uma vez que houvera problemas com a primeira amostra. Naquele momento, sentia que minha vida estava suspensa. Dias depois, o resultado veio positivo”.

A história de Melina ganhou destaque no livro “Sexo e Aids depois dos 50”, do médico infectologista Jean Gorinchteyn, publicado pela editora Ícone em 2010. Responsável pelo Ambulatório de Idosos com HIV/Aids, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas em São Paulo, Jean disse à Agência de Notícias da Aids que a maioria das mulheres que hoje estão na meia idade nunca usaram preservativo. “Conheço mulheres muito bem informadas, inclusive professoras universitárias, que já me perguntaram sobre o momento da relação sexual que deve ser usado o preservativo. Não sabiam se usavam nas preliminares, na ejaculação apenas…”, contou.

Essa falta de conhecimento justifica os dados epidemiológicos do Ministério da Saúde. Até 1997, o total de casos de aids notificados entre as mulheres dos 40 aos 49 anos era menor do que entre as mulheres de 35 a 39, mas desde então essa proporção se inverteu.

O boletim nacional de 2011 informa que para cada duas mulheres registradas com aids entre 35 a 39 anos, foram resgistrados três na faixa etária dos 40 aos 49.

Segundo o Ministério da Saúde, das mais de 210 mil mulheres notificadas no País com aids até o ano passado, quase 64 mil têm 40 anos ou mais.

Preocupado com este avanço da epidemia, o Governo Federal escolheu como foco da campanha de prevenção às DST/aids de Carnaval de 2009 as mulheres da meia idade. Com campanhas de comunicação protagonizadas pelo “Bloco da Mulher Madura”, o Departamento de Aids fez um alerta de que 72% das mulheres acima dos 50 anos não usam preservativo nas relações sexuais casuais.

Vulnerabilidade biológica

O pesquisador e professor da Universidade da Pensilvânia (EUA) Christopher Coleman chamou recentemente a atenção para o aumento dos casos de aids entre as mulheres com mais de 40 anos e recém-divorciadas. Além delas ignorarem o preservativo por não terem medo de engravidar, Christopher afirmou que alterações fisiológicas devido à menopausa provocam um desgaste das paredes vaginais, tornando as mulheres ainda mais suscetíveis a contrair doenças sexualmente transmissíveis.

“Há uma lacuna no conhecimento sobre as mudanças fisiológicas associadas à menopausa. Há muito pouca pesquisa sobre este assunto e a sociedade e os governos não falam sobre isso, mas estes comportamentos sexuais dessas mulheres precisam ser discutidos, pois a taxa de HIV entre elas está aumentando”, alertou.

O brasileiro Jean Gorinchteyn explica que com a menopausa há menos lubrificação vaginal e, consequentemente, o ato sexual acaba tendo mais troca de fluídos e até sangramentos. “Esses fatores biológicos acabam sendo uma grande porta de entrada de infecções”, comentou.

Ativistas querem campanhas segmentadas

A advogada Beatriz Pacheco (à direita na foto), de 63 anos, vive em Porto Alegre. Ex-integrante do Movimento Nacional das Cidadãs PositHIVas – grupo que reúne mulheres vivendo com HIV e aids de todo o País – Bia se considera hoje uma ativista independente, pois apesar de não fazer mais parte de nenhuma instituição, milita pela causa e ajuda com conversas cotidianas a conscientizar outras mulheres sobre a importância do sexo seguro.

Bia disse à Agência Aids que o seu tema do momento é “justamente a aids entre as velhinhas”. Ela reclama da falta de estudos sobre a influência da aids nas mulheres com mais de 40 anos. “Por mais que a gente grite e esperneie, não há interesse da medicina em pesquisar a saúde das mulheres menos produtivas”, comentou.

A ativista acredita que as mulheres da meia idade além de não terem costume de usar preservativo, pois não se veem como vulneráveis à infecção, não conversam sobre sexualidade. “O sexo para a minha geração é tabu. Este assunto é tratado com se fosse algo feio e errado. Mulheres da minha idade dificilmente perguntariam ao médico sobre métodos preventivos”, comentou.

Bia defende a educação de pares, ou seja, mulheres com mais de 40 anos falando sobre prevenção para outras da mesma faixa etária; e pede a ampliação da distribuição nacional de preservativos femininos e géis lubrificantes.

No Rio de Janeiro, a ativista Maria Aparecida Lemos, de 57 anos, também se dedica a palestras e outros eventos que possam reforçar a vulnerabilidade feminina frente ao HIV. Para ela, a maioria das mulheres ainda precisa descobrir que têm direitos. “Nós, mulheres, podemos sim dizer hoje não tem sexo ou só faço sexo se for com caminha”, enfatizou.

Mas para que essa mudança de comportamento das mulheres ocorra, Cida acredita que é preciso mais campanhas informativas e trabalhos contínuos visando o engajamento feminino.

Conscientização sobre DST/aids no Bolsa Família

Juny Kraiczyk integra a equipe de coordenação da área de Direitos Humanos, Risco e Vulnerabilidade do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

Em entrevista à Agência Aids, ela informou que o governo está usando o Programa Bolsa Família para levar informações e insumos de prevenção às mulheres. “Estamos promovendo oficinas e rodas de conversas sobre educação sexual”, disse.

O Bolsa Família foi criado para apoiar as famílias mais pobres com o objetivo de garantir a elas alimentação, educação e saúde. O programa, cuja maioria dos contempladas são mulheres, atua por meio da transferência de renda e da garantia de acesso a serviços essenciais. Em todo o Brasil, mais de 11 milhões de famílias são atendidas por este programa.

Juny destacou também o apoio do Departamento de Aids à Rede PositHIVa. Coordenado pela organização não governamental Pathfinder do Brasil em 21 municípios, esta rede procura o aprimoramento da qualidade e da integralidade da atenção dos serviços de saúde; a mobilização comunitária para o enfrentamento do estigma e preconceito; e o fortalecimento do protagonismo das pessoas vivendo com HIV e aids na definição de diretrizes e programas governamentais.

Sobre a distribuição nacional de preservativos femininos, o Departamento de Aids informa que desde 2006 já foram disponibilizados em todo o País 8.1 milhão de unidades para ações voltadas a públicos específicos, como profissionais do sexo e outras mulheres em situação de mais vulnerabilidade à infecção do HIV.

“Esta nova geração de camisinhas femininas que estamos distribuindo é mais confortável, pois a lubrificação parece mais adequada e não faz mais o barulho que as primeiras camisinhas femininas faziam”, disse Juny.

Segundo ela, a aceitação ao uso da camisinha está aumentando e, conforme algumas pesquisas, a aprovação por parte das mulheres chega a 50%.

“De qualquer forma, sempre trabalhamos com a ideia de disponibilizar a camisinha masculina junto com a feminina. Os dois insumos não devem ser usados juntos, mas ficam para a escolha do casal”, finalizou.

FONTE: http://longevidade-eventos.blogspot.com.br/2012/03/mulheres-com-mais-de-40-anos_08.html

 

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“De criança abandonada a multimilionário: a história do beduíno órfão que virou ‘Empreendedor do ano’

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“De criança abandonada a multimilionário: a história do beduíno órfão que virou ‘Empreendedor do ano’

De órfão do deserto a compassivo multimilionário: a história pessoal de Mohed Altrad, ganhador do prêmio Empreendedor do Ano, da Ernst & YoungÉ melhor não perguntar a Mohed Altrad qual é a sua idade. Não que ele tenha vergonha de dizê-la, é que ele simplesmente não saberia responder com exatidão. Apesar de multimilionário, Altrad não tem ideia de quantos anos tem – por volta de 65, talvez? E ele nem se importa com isso.
A conversa com esse beduíno multimilionário aconteceu em um lugar curioso: um dos hotéis mais luxuosos desse ninho de luxo que é Monte Carlo. No ano passado, Altrad ganhou o título de “Empreendedor Francês do Ano”. E recentemente, foi a Monte Carlo para receber o título mundial, derrotando outros 51 candidatos no concurso anual realizado pela consultoria Ernst & Young.

Foi aí que me contou da sua trajetória vestindo roupas elegantes e falando um inglês fluente. Ele não dorme muito – mas pensa e escreve bastante sobre seu passado e seu presente.

Altrad nasceu no deserto sírio. Seu pai era líder de uma tribo beduína, e sua mãe era uma mulher pobre desprezada. Seu pai a violentou duas vezes, e ela teve dois filhos: Mohed Altrad e um irmão mais velho, que morreu pelas mãos do próprio pai.

Sua mãe morreu no dia que ele nasceu, e Altrad passou parte da sua juventude em Raqqa, na Síria, atualmente um território dominado pelo grupo que se autodeclara “Estado Islâmico”.  Ali, foi criado por sua avó na mais absoluta pobreza. Ela pensava que a criança se tornaria um pastor, então nunca pensou em mandá-lo para a escola.

Instinto de sobrevivência

O jovem, no entanto, via os outros estudarem e isso o intrigava. Ele espiou a aula por um buraco na parede e pôde ver a caligrafia na lousa, mas não conseguiu ler o que estava escrito.

Altrad persistiu e finalmente foi à escola. Era inteligente e sempre tirava boas notas – tão boas, que seus companheiros ficaram com inveja quando o humilde pastor se tornou o primeiro da classe. Eles o levaram para um deserto onde cavaram uma cova e o enterraram lá, antes que saísse correndo.

Mohed Altrad pertence ao povo dos beduínos, nômades que vivem nos desertos da região árabeAltrad, porém, conseguiu escapar – e ele nem sabe explicar como. “Instinto de sobrevivência”, disse.

Foi aí que a sorte começou a mudar. Um casal sem filhos resolveu adotá-lo – ele pôde voltar à escola e seguiu tirando boas notas.

Tudo isso aconteceu em Raqqa, a cidade que agora é a capital do “Estado Islâmico”, um fato que o entristece bastante.

Estudos e empresas

Há 60 anos, a situação da Síria também era complicada: o país era governado por uma ditadura militar influenciada pela França e pela União Soviética.

Altrad conseguiu uma vaga na Universidade de Kiev, mas logo lhe disseram que seu curso estava cheio. E em vez de viajar à União Soviética, ele foi estudar em uma das universidades mais antigas da Europa, a Universidade de Montpellier, na França.

Chegou tarde, em uma noite fria de novembro – e não falava uma só palavra em francês. Mas isso não foi o suficiente para brecar seus estudos.

Conseguiu fazer um doutorado em ciências informáticas, trabalhou para algumas das principais empresas francesas, obteve nacionalidade do país e começou a trabalhar para a Companhia Nacional de Petróleo de Abu Dhabi – e lá não tinha onde gastar todo o dinheiro que ganhava.

E assim ele se salvou. Tudo o que ele sonhava era em ter o controle do seu próprio destino.

Cidade que Altrad cresceu, Raqqa, está dominada pelo Estado Islâmico atualmenteDe volta à França, ajudou a fundar uma empresa que fabricava computadores portáteis. Quando a vendeu, conseguiu mais dinheiro.

Depois, junto a um sócio, comprou um pequeno negócio de andaimes de construção. E se endividou: a empresa perdia muito dinheiro.

“Não é a última tecnologia, mas andaimes sempre vão fazer falta”, pensou. E os pequenos empreiteiros que compravam seus andaimes de metal também precisavam de caminhões e betoneiras para misturar cimento. Assim, ele acrescentou outros serviços à empresa.

E incentivando os funcionários com bônus ligados ao seu desempenho, os dois sócios conseguiram reverter a tendência e começaram a lucrar com o negócio.

Altrad usou o dinheiro para crescer mais, comprando outras companhias.

Ele também se esforçava para tratar bem os empregados, pedindo para que respeitassem uma lista de princípios a partir do momento em que eram contratados.

Também começou a expandir os negócios também para fora da França, mas sempre oferecendo produtos para construção e seguindo os mesmos princípios: além dos andaimes, oferecia todas as outras coisas que as construtoras precisavam.

Em 30 anos, a pequena indústria cresceu até chegar a incluir 170 empresas sob o comando de Altrad. Eram 17 mil empregados, US$ 2 bilhões anuais em valor de negócio e US$ 200 milhões de lucro.

E agora, ele acaba de dobrar o tamanho da empresa – chamada Altrad Group – comprando uma concorrente holandesa.

Felicidade

Mohed Altrad também é presidente e coproprietário da equipe de rúgbi de sua cidade “adotiva”, Montpellier.

Mas apesar de seu sucesso e reconhecimento, ele segue sendo um líder bastante silencioso e muito querido pelos empregados.

“Você pode me perguntar por que estou fazendo isso”, disse. “Mas nunca foi por dinheiro. Estou tentando desenvolver um empreendimento humanista e fazer as pessoas que trabalham para mim felizes.”

“Porque se elas são felizes, elas são mais eficientes, melhores trabalhadores e terão uma vida melhor”, explica.

Isso, ele diz, é o que as empresas deveriam ter como objetivo. “Se sou feliz, trabalho melhor”, insiste.

Altrad é presidente da equipe de rúgbi de MontpellierAltrad também acredita que o crescimento de uma empresa tem que ser financiado por seu próprio lucro. “Se recorre ao mercado financeiro, volta a ser escravo dos bancos.”

E ainda que sua empresa tenha estado por trás da consolidação de uma indústria local antes fragmentada, ele tenta não se comportar de forma monolítica.

“Uma empresa é uma identidade, um pedaço de história: são seus produtos, seus clientes”, disse. “A tendência geral de grandes grupos como o nosso é moldar (as companhias que compram) e fazê-las mais ou menos iguais à nossa. Mas isso vai contra nosso conceito”, diz.

Princípios

Ou seja, as empresas que fazem parte do grupo Altrad mantêm seus nomes e sua identidade.

Todas compartilham, no entanto, o que Mohed Altrad chama de “declaração de princípios”, que os novos empregados devem endossar – ou melhorar.

“É um empreendimento humano”, disse.

“Se alguém está interessado em uma mulher e sua primeira atitude é dizer a ela como deve se vestir, como deve ser a maquiagem, a reação imediata dela será: ‘o que está fazendo?’. É exatamente o mesmo quando você compra outra empresa”, exemplifica.

Altrad também usa suas noites de insônia para escrever livros, incluindo alguns de economia. Também escreveu uma novela autobiográfica, intitulada Beduíno, que foi selecionada pelo Ministério da Educação da França para ser leitura obrigatória nas escolas.

Mohed Altrad enriqueceu com uma empresa de andaimes para construções. Sua história tem uma importância ainda maior na Europa, onde o tema da migração é cada vez mais importante.

“Podem dizer que tenho mais de 3 mil anos de vida. É a vida do deserto, que tem suas próprias regras e começou 3 mil anos atrás”.

“Falar com você nesse lugar tão bonito e luxuoso ainda me parece estranho. Esse sentimento está no meu sangue, na minha vida cotidiana”, afirmou.

Mohed Altrad sabe que alguma coisa pode acontecer a qualquer momento e por isso tem algum receio do futuro. Mas garante: “O sentimento de liberdade também está aqui sempre”.

Perguntei a ele se agora está feliz. “Na realidade, não”, contesta.

“Tenho uma dívida com a vida que nunca vou poder pagar: devolver a vida à minha mãe, que não teve vida. A dela foi tirada muito cedo, ela viveu 12, 13 anos. Estupraram minha mãe por duas vezes. Ela viu um de seus filhos morrer e morreu no dia que me deu a vida”.

FONTE: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/06/150615_beduino_multimilionario_rm

Melhores amigos criam mini vila sustentável para viverem juntos até a velhice

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Melhores amigos criam mini vila sustentável para viverem juntos até a velhice

http://awebic.com/cultura/melhores-amigos-criam-mini-vila-sustentavel-para-viverem-juntos-ate-a-velhice/

Dicas para envelhecer com qualidade de vida.

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Dicas para envelhecer com qualidade de vida.

Chegar à terceira idade graciosamente não é para qualquer. Mas existem alguns sortudos que parecem mesmo um vinho: quanto mais os anos passam, melhores ficam.

Mas de acordo com o site Huffington Post, o segredo está nos hábitos cultivados diariamente. Na verdade, a dica é o que “não fazer” e não o que “fazer” para envelhecer bem. Tome nota de sete dicas neste sentido, evite algumas práticas e chegue lá fazendo inveja a muita gente mais nova.

USAR MUITA MAQUIAGEM

Com a chegada da idade, você deve se sentir tentada a exagerar no make com o objetivo de conseguir um aspecto mais jovem. Mas não há nada de atraente em um quilo de base e cílios exageradamente grandes. A maquiagem deve servir para aumentar sua beleza, e não para mascará-la.

Mireille Guiliano, autora do livro French Woman Don’t Get Facelits (em tradução livre, “Mulheres Francesas não fazem Rejuvenescimento Facial), reforça a importância de se manter uma maquiagem suave e natural. “Pare de tentar parecer sua filha ou uma versão mais jovem de você mesma. Pegue leve na maquiagem”, afirma, reforçando que o excesso acaba piorando o aspecto da pele. “Pense três vezes antes de chamar atenção para suas rugas”, acrescenta.

                                                    COMER MUITO SAL

A pressão alta do sangue é uma das condições com mais chances de aumentar com a chegada da idade. De fato, aproximadamente dois terços dos americanos acima dos 60 apresentam o problema. Uma dieta carregada de sódio é o gatilho para este quadro.

E uma vez que envelhecer não tem a ver só com a sua parte externa, é importante manter a saúde interna também. A hipertensão pode conduzir a sérias complicações, como ataques cardíacos, derrames e o declínio de funções cognitivas.

Por isso, não exagere nas porções extra de sal nos pratos, e tente se manter longe de qualquer coisa que tenha mais de 20% da sua recomendação diária de sódio.

                                                          NEGATIVIDADE

Diversos estudos mostram que pessoas positivas são menos propensas ao declínio mental e levam uma vida mais feliz. Uma pesquisa de 2011 mostrou que as pessoas mais velhas que eram felizes tinham 35% menos risco de morrer do que os que se declaravam infelizes.

As pessoas positivas também são menos propensas a desenvolver doença cardíaca coronária, de acordo com uma pesquisa da Harvard University. Portanto, sorria e evite as rugas.

                                                       ASSISTIR MUITO À TV

Ceder ao conforto do sofá em frente à TV torna-se um hábito pouco saudável com a idade. Não só pelo fato do desperdício de horas valiosas, mas a prática também pode encurtar a vida. Um estudo australiano mostrou que para cada hora de TV assistida após os 25 anos, as pessoas perdem 22 minutos de sua expectativa de vida. Além disso, o hábito também tende a provocar sedentarismo e o isolamento social.

Ver a vida de uma forma positiva é uma maneira de envelhecer bem e com saúde

                                                   EXCESSIVA EXPOSIÇÃO AO SOL

Com o envelhecimento, é impossível prevenir a chegada da rugas. Mas se você ficar exposto aos raios de sol sem proteção, provavelmente irá prejudicar ainda mais a sua pele. Estudos mostram que o uso do protetor solar previne as rugas, as manchas de sol e a perda de firmeza e elasticidade.

Não há melhor cura do que a prevenção, então é melhor tentar prevenir o envelhecimento com um filtro solar do que tentar revertê-lo como poções antiidade.

                                                                 ESTRESSE

A vida sempre traz um pouco de estresse, da família ao trabalho e às finanças. Isto é inevitável e pode causar uma enxurrada de doenças como insônia, depressão e doenças do coração. Alguns estudos sugerem que o estresse também pode fazer com que as pessoas pareçam até 10 anos mais velha.

Mas quem quer envelhecer graciosamente deve aprender a gerenciar o estresse. Seja por meio da meditação, de exercícios ou de apenas poucos minutos com você mesmo por dia, longe da tecnologia ou caminhando longe da mesa de trabalho. Isso é altamente benéfico aprender a domar o estresse.

                                                               EXAGEROS

Certamente todo mundo merece ter diversão e permitir-se indulgências ocasionais. Mas a moderação é a chave para se envelhecer bem. Não importa qual é o seu vício: álcool, alimentos gordurosos, doces ou refrigerante. Os excessos podem ser uma má ideia. O aumento da insulina e da leptina, que controlam o açúcar no sangue e o armazenamento de gordura, é responsável pela maioria de condições como diabetes, obesidade e colesterol alto.

Levar uma dieta rica em gordura, consumindo muito açúcar, ou não fazer exercícios suficiente são os vilões deste quadro. Uma dieta pobre pode inclusive pode aumentar os radicais livres no seu corpo, que podem danificar o DNA e acelerar o envelhecimento.

FONTE:http://longevidade-silvia.blogspot.com.br/2014/01/dicas-para-envelhecer-com-qualidade-de.html

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Informações para fazer da maturidade, uma ótima fase da sua vida.

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  Informações para fazer da maturidade, uma ótima fase da sua vida.

Uma reunião de bons conselhos para fazer da maturidade a melhor fase da sua vida

Qual é o segredo para viver uma maturidade plena e tranquila, com mais saúde e alegria? A resposta definitiva para essa pergunta ainda não existe, mas que é possível encurtar o caminho para se chegar lá, disso ninguém duvida. O envelhecimento, hoje, é uma realidade e cada vez mais a sociedade envelhece em todo o mundo.

Existe hoje 26,3 milhões de idosos no Brasil, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE. Esse número representa 13% da população, são em sua maioria mulheres (55,7%) brancas (54,5%) e moradores de áreas urbanas (84,3%).  A expectativa é que esse percentual chegue a 34% em 2060.  

De acordo com a geriatra e presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Nezilour lobato, a sociedade está cada vez mais consciente de que o envelhecimento é uma realidade, não somente nos países desenvolvidos, mas nos em desenvolvimento. Por isso, as pessoas estão cada vez mais preocupadas em viver mais e melhor. “As pessoas têm a chance de viver mais e possuem a oportunidade de aproveitar mais a vida com qualidade. Uma pessoa de 50 anos já tem a consciência de que vai viver mais, ou seja, ela deve ir em busca de fatores que contribuam para essa longevidade”, explica.
A psicanalista integrativa Dora Lickunas, 58 anos, esbanja simpatia e bom humor e é um bom exemplo de como viver com mais alegria e saúde. Ela conta que possui um segredo: fazer, na medida do possível, as coisas que gosta. “Eu viajo, caminho e vou ao cinema. Além disso, faço curso de teatro em meio a uma turma de jovens. Nós fazemos uma troca muito grande.” – explica Dora.
Na mesma linha de raciocínio está a design de interiores Fabíola Machado. Ela tem 57 anos e conta que é importante ser otimista com a vida, independentemente da família e dos problemas. “É isso que eu faço para minha vida e, quando não faço, me sinto lá em baixo. Ser pessimista, só enxergar o lado ruim da vida contribui para que se faça tudo errado. É um caminho que não tem volta, você vê que não vai conseguir, nada vai dar certo.” – explica Fabíola, que também não descuida da boa forma e pratica exercícios todos os dias, entre eles caminhada e musculação.
Ainda de acordo com a médica, são vários os fatores que colaboram para que se viva mais e melhor. “Fatores genéticos, se os pais são mais longevos contribuem para isso fatores ambientais, como por exemplo, se eu moro em um local insalubre, eu tenho chance de viver menos do que uma pessoa que vive em boas condições, por exemplo os fatores ambientais também vão influenciar na saúde, e o mais importante é o estilo de vida, porque, por exemplo, se a pessoa fuma tem mais chances de ter uma doença.”
Dora ainda reforça a ideia de que envelhecer bem depende muito da mente e que fazer aquilo que se gosta, sempre com o pensamento positivo, é um dos melhores caminhos para se chegar a um envelhecimento saudável. ” “Quem deixa de fazer aquilo que quer ou pensa mais nos outros do que em si mesmo acaba cultivando uma raiva interna e uma baixa autoestima, gerando as doenças psicossomáticas. Que as pessoas não deem o tesouro para os outros, mas que aprendam a procurarem seus próprios tesouros, fazendo o bem para si mesmo. Se você pensa coisas positivas, você concretiza coisas positivas. O que você pensa e fala é concretizado”.
A presidente do SBGG dá, a seguir, alguns conselhos para viver a maturidade com mais alegria e saúde. Confira abaixo:
• Manter atividade mental. Baseado em estudos, manter a mente ativa é importante para a saúde como um todo. A própria escolaridade baixa é um fator de risco para doenças como a doença de Alzheimer.
• Ter uma dieta balanceada e comer o necessário. Estudos mostram que a diminuição da ingestão calórica aumenta a longevidade.
• Não esquecer de beber água. Com o envelhecimento ocorre desidratação das células, alterando o funcionamento do organismo e gerando consequências, levando a um maior risco de desidratação.
• Praticar atividade física. Isso ajuda a combater e prevenir uma série de doenças como a diabetes, osteoporose, depressão e doenças cardiovasculares.
• Dormir bem. O sono é importante, pois está relacionado com a memorização, concentração, além de relaxar e revitalizar todo o organismo. A insônia crônica pode ter impacto negativo nas funções endócrinas e metabólicas. Lembrar daquela sesta depois do almoço é bom.
• Ter uma atividade social. As pessoas devem ter um papel social e dentro da família também.
• Praticar a espiritualidade. Isso ajuda a lidar melhor com emoções, perdas e todos os tipos de sentimentos.

FONTE:: http://longevidade-silvia.blogspot.com/2012/07/informacoes-para-fazer-da-maturidade.html#ixzz3dqdGNCry   (atualizado por dados IBGE 2013)