Declaração de independência aos 51 anos

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Declaração de independência aos 51 anos

Aos 51 anos – na verdade em qualquer idade – podemos e devemos ser nossa essência. O número 51 não me marca, nem indica minha idade. Eu é que sei, eu que decido a idade que quero e viver como eu quero.

Eu quero ser eu mesma. E ponto sem vírgula. Eu, aos 51 anos, vivo minha meninice, uma vida com aventuras, novos desafios recheada de carinho e afeto pelos que me cercam.

Eu. Sem castas, etiquetas, tarjas na cabeça ou presas no cabelo. Inevitavelmente singular. Sem pertencer a grupos originários de qualquer parte. Eu não sou meus filhos, não sou minha família. Eu sou EU. Não há confusão. Há um espelho em minha frente por todo o tempo e uma análise sintética de mim. Que, aliás, me incumbo de ampliar. Não sou somente o que você acha que eu sou. Aliás, você pode achar o que quiser. Sou plural de emoções. Talvez bem diferente de uma análise externa qualquer.

Quero escolher meu tom de voz – animado, alegre, alto, risadas largas ou não. Voz baixa, sussurrada, quietinha, silêncios calados quando não houver palavra para falar. Ser agraciada pela liberdade de escolha.

Ser bela na minha pura essência e amar cada pedacinho de mim. Conhecer e reconhecer meus pedaços e juntá-los se eles dispersarem por algum motivo. A vida é curta e quero que seja mais longa para aproveitar a vida perpetuamente enquanto a vida existir e vai existir muito, porque assim que eu desejo.

Quero viver meu romantismo de princesa, sonhar com um príncipe real, um amor para valer. Eu sou assim. Coração tum-tum-tum-tum. Sem parar. Desejos infinitos de me esbaldar ao luar e ao sol nascente.

Eu. Sou eu, sim. Sou eu que escolho meus caminhos, escrevo meus dias, anoto minhas qualidades, me melhoro. E sei dos meus defeitos e os conserto na oficina da vida. Sou eu que dou as mãos, que ofereço ajuda, que acaricio, abraço gostoso, dou beijo de verdade. Sou Vera assim.

A pintura colorida sou eu, em todas as matizes fortes do arco-íris. E se quiser me achar, procure o mar, o mar, o mar. Lá eu sou peixe e Vera, sou uma profusão de coisas, poesia corporal nadando feito criança. E agora ainda me acha no ar, soando um “que delícia” em todas as minhas aventuras.

Me amo Vera assim. Me amo Vera por mim e assino. Tem coisa melhor do que me amar?

Se eu canto? Sim. Se eu danço? Sim. E ainda é pouca cantoria e dança. Quero entoar sons bonitos e dançar como se flutuasse. Suspirar de alegria ao cometer as bobagens mais bobas de criança. Sem censura. Nunca gostei de censura, não se aprende pela censura, aprende-se pelo instinto e exemplo. Aprende-se nos livros e nos olhos. Nas vivências.

Aprendi muito, já andei em tantos ares, tantas terras, falei tantas línguas que posso dizer um pouco que eu sei. E tenho mil léguas para aprender. Mundos que não conheço, histórias que nunca escutei. E, em sabendo ou desconhecendo, sou o que sou. Verdadeiramente.

Prefiro o com, o social, o avec. Opto pelas parcerias e pelas trocas. Belas trocas, que ano divino estou vivendo. Inusitadamente porque decidi ser eu mesma.  Tudo mudou, porque eu mudei e mudei tudo a minha volta. As pessoas agora dão volta, conferem, avaliam novamente e perguntam: onde está a chave da felicidade e tanta alegria e disposição? Eu, eu respondo sem hesitar. Só eu sou capaz de tantas mudanças, tanta determinação, tanta vontade. Ninguém mais. Nenhum poder do além. Eu.

Permita-me dizer uma coisinha de nada: bom demais ser eu mesma. Libertar-me das obrigações de se explicar, de me encaixar em padrões pré-concebidos. Não ser o que querem que eu seja e nem obedecer aos desejos de outros. Eu e, se eu repetir eu novamente, repita você daí EU. Bem alto e para o universo. O seu EU deve ecoar tanto quanto o meu, porque todos os eus são igualmente importantes. Independente da idade.

Viva seu eu sem se prender ao número de sua idade cronológica. Eu estou vivendo loucamente EU mesma. Levantemos a bandeira e vamos dizer em coro: Eu me amo!

Declaração da minha Independência. Assinada e declarada no dia 10 de junho de 2015. Por Vera Lorenzo

Vera Lorenzo Palestrante, Coach, Empresária. Autora do livro “50 coisas para fazer antes dos 50”,  morou na Holanda durante nove anos, fala fluentemente Inglês, Holandês, Francês, Espanhol. Hoje em dia, dedica-se a Palestras, trabalhos de Coach para inspirar pessoas pelo caminho a sonharem e viverem uma vida mais plena e feliz

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Compre o livro: http://www.livrariacultura.com.br/p/50-coisas-para-fazer-antes-dos-50-42894328

 

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