7 Conclusões

01/02/2015 | by Coaching+50 | 0 comment

7 Conclusões

 

Por tudo que foi aqui exposto e demonstrado, nos ficam algumas certezas que queremos apresentar como conclusões desta Tese. A primeira conclusão é sobre como é, como se percebe e é percebido uma pessoa na Senioridade hoje. Ao estudarmos a irreversível longevidade populacional mundial, percebemos que não é apenas a vida um pouco mais longeva que tem feito o cenário da população de idosos mudar, no mundo todo. Os anos a mais de vida têm sido, em boa parte, sem doença e debilidade. Há apenas 30 anos, os 50 anunciavam o início da velhice. Não mais. Não só por uma questão de percepção íntima ou da sociedade. Mas pela própria fisiologia.

Graças a avanços na saúde, nos costumes e no conforto material, a nova geração de 50 anos chega a essa fase com vitalidade, um gosto de novidade e a sensação de estar no auge da vida. Eles se sentem jovens como, há alguns anos, se sentia quem tinha 30. Os de 70 aparentam ter 50. Foi estimulante  pesquisar sobre o tema Senioridade e  descobrir que se trata de um fenômeno mundial, só na livraria on-line Amazon, há mais de 100 livros escritos na última década sobre o tema: “Os novos velhos”, “Os sem idade”, “Os imortais”. A profusão de títulos é só um sintoma.

A postura dessa Nova Senioridade tem impacto direto na economia, no mercado de trabalho, no consumo, nos relacionamentos, nas relações familiares – em toda a sociedade. Conhecemos pessoas de 50 anos hoje, que em nada lembrar aquelas avós e avôs de nossa infância   Trabalham, mantêm a agenda ocupada, mas estão mais atentos à saúde; muitas têm o corpo tão ou mais em forma que seus filhos adultos. Outras estão no pique para ter filhos, novo romance, uma nova empreitada ou qualquer outra aventura. Alguns dispostos a começar uma nova faculdade, outros tantos a iniciar uma segunda carreira completamente distinta do trabalho pelo qual se aposentou ou ainda aqueles empreendedores iniciantes na Senioridade. Sem comparação!

A segunda conclusão foi sobre qual o segredo da Longevidade, além do avanço da medicina e tecnologia, qual o motivo das pessoas estarem vivendo mais? A expectativa de vida deverá chegar a 80 em 205, e o mais extraordinário é que não estão se distanciando só da morte, mas se distanciaram também da velhice. Eles têm disposição física, mental e financeira.

A resposta parece estar no fato de não se verem como os mais velhos do grupo, o que contribui para o sentimento de bem-estar com a própria idade. Hoje os cinquentões, ainda são os filhos, e cuidam dos pais e dos mais velhos.

Essa satisfação, a forma positiva, como encaram a própria idade faz toda a diferença na atitude das pessoas, a maioria não quer ter 10 ou 20 anos a menos, quer estar bem aos 50, 60, 70, aparentando ser mais jovem, pois hoje em dia, dificilmente ouvimos alguém reclamar de crise da meia idade, os homens estão mais confortáveis com a intimidade e seguros que ainda conseguem dar prazer às parceiras; as mulheres mesmo se preocupando mais com a aparência estão à vontade com a idade e livre dos padrões de beleza; ambos topam se reinventar, separar se for preciso, casar de novo, adotar crianças, mudar de profissão, arriscam-se, não se imaginam parados, querem viver coisas novas.

A terceira conclusão é a resposta à pergunta: quais as razões que tem gerado esse aumento na expectativa de vida?  Descobrimos que a longevidade depende de três fatores: uma genética favorável, um ambiente saudável e bons hábitos. Apesar do nosso DNA, não ter mudado, os outros dois evoluíram.  A começar pelas condições criadas pelos avanços da medicina e pelo progresso econômico e social. Algumas conquistas vieram da saúde pública, com vacinas desde a infância, condições de moradia mais higiênicas, expansão do saneamento básico e até o hábito de fazer exames pré-natais contribuíram para isso. Atualmente, até as doenças crônicas são tratáveis e permitem uma vida saudável e funcional, da mesma forma como o controle e tratamento de enfermidades como câncer e problemas cardíacos ajudaram muito a elevar a idade média e a aprimorar sua qualidade de vida.

O avanço econômico no Brasil e no mundo, apesar da crise, levaram bilhões de pessoas da pobreza aos confortos modernos, que possibilitaram além da compra de bens materiais, o investimento em saúde e bem-estar. Algumas pesquisas mostram a relação entre o conforto financeiro e a longevidade, mostrando que a incidência de depressão entre os mais ricos é muito menor (8%), em relação ao grupo com menos recursos (27%). O estudo acompanhou 9 mil pessoas por dez anos e comprovou a relação entre bem-estar e longevidade. Entre os que se diziam infelizes, a mortalidade foi o triplo da registrada no grupo que se declarava mais satisfeito com a vida.

E ao escrevermos o resultado desta pesquisa, isto fica evidente para nós ao recordamos de um comentário do Dr. Anthony Portigliatti, presidente do maravilhoso empreendimento, já citado nesta Tese, o Excellence ALF, em que na porta dos apartamentos privativos haverá uma placa indicativa do tipo de perfil de comunicação SOAR do residente, possibilitando assim que ele seja tratado de forma diferenciada com a sua personalidade, seguindo a regra de platina, tratando as pessoas como elas gostam de ser tratadas, como não valorizar um tratamento tal especial e particular, são estas boas coisas da vida que valem a pena investir, é obvio que as pessoas que têm mais posses e podem pagar para viver em comunidades premium como essa, cercados de mimos e corpo multidisciplinar, com psicólogos, coaches, fisioterapeutas, além de médicos e enfermeiros terão condições de viver mais anos e com alta qualidade de vida.

A quarta conclusão que também nos ficou bastante evidenciada foi que a opção por uma vida saudável faz a pessoa envelhecer melhor, e isso não depende só de nível social, pois a informação está disponível para todos e a mudança é sentida mesmo entre os mais pobres, é uma questão de escolha e não de classe; afinal: “suas escolhas, constroem seus caminhos”. Não se trata de acompanhar níveis de triglicérides ou colesterol, mas sim de cuidar da saúde do corpo, da mente e das relações. O estilo de vida altera a idade das pessoas.

A fórmula já conhecida, alimentação saudável e exercícios físicos, continua a mais recomendada. O nível de atividade é mais importante que a idade na hora de determinar a boa forma física, pois alguém de 50 anos que se exercita regularmente pode estar mais em forma que um jovem de 20 anos sedentário.       Cuidar da cabeça é tão importante quanto cuidar do corpo, o sentimento de bem-estar está diretamente relacionado com diversos aspectos da saúde. Pesquisas comprovam que pessoas com menor satisfação com a vida sofreram 70% mais acidentes vasculares do que os que contavam maior prazer em viver.

Nesta questão o Coaching tem se mostrado um excelente método da pessoa se conhecer e se cuidar melhor, por exemplo, fatores como ansiedade, raiva, depressão, trauma de infância, medo do fracasso e perda de autoconfiança estão por trás de 35% dos casos de disfunção erétil, uma cabeça bem resolvida pode ajudar a vida sexual, que pode até melhorar com a idade, com a maturidade, a pessoa conhece seus limites e está mais em paz com eles.

A quinta conclusão foi em relação a Senioridade, Trabalho e Dinheiro, pois as pessoas hoje em dia, mesmo as já aposentadas, querem e precisam, manter-se ocupadas e remuneradas. Com 30 anos a mais de vida pela frente, com disposição para curti-la, precisarão de dinheiro, portanto deixar de trabalhar não é uma opção. Para muitos, essa ainda é a fase de alimentar as reservas.  É natural que as despesas com saúde aumentem com o passar dos anos, se aposentam aos 55 ou 60, mas isso não tem a ver com deixar de ser produtivos.

Houve um tempo em que o desemprego rondava quem passasse dos 50 anos. Esse cenário já mudou. O grupo dos 50 foi o único em que o índice de emprego aumentou significativamente e esse também é o grupo que menos sofre com o desemprego. O que está por trás disso? Essas pessoas estão no auge de sua vida em termos de competências técnicas, atitudes e inteligência emocional.  A experiência profissional e a maturidade dos profissionais de 50 anos são especialmente valorizados para cargos de confiança.

É a idade dos líderes, e aqui é outra área em que o processo de Coaching pode fazer o diferencial, em uma renovação na carreira, em uma reinvenção de si mesmos, em aspectos de como tratar os liderados pois há carreiras em que os cinquentões ainda são vistos com preconceito, como é o caso de tecnologia, onde as mudanças nessa área são muito rápidas e os jovens se sentem mais antenados e se recusam a aceitar o sênior.  Na área de engenharia, em contrapartida, o profissional experiente de 50 é valorizado e cobiçado, há tamanha escassez de mão de obra qualificada, que as empresas estão chamando seus aposentados a voltar a trabalhar como terceirizados ou funcionários.

O Coaching também atua como agente propulsor naqueles de buscam mais liberdade, que precisam de um “empurrão” para se auto motivarem e se arriscarem a empreender depois dos 50 e de estarem aposentados; a taxa de empreendedores entre 55 e 64 anos cresceu 5,5% em 2011.  Boa parte deles viveu uma rotina frenética de trabalho dos 25 aos 55, sem tempo para nada e nem para a família, sempre cansado e estressado e na maioria das vezes com o relacionamento conjugal indo por água abaixo. O Coaching ajuda a pessoa a perceber a importância do equilíbrio entre o profissional e as outras áreas e dar mais atenção aos filhos, resgatar o casamento, mudar seu estilo de vida e as vezes abrir a própria empresa lhe dará mais tempo e autonomia.

A sexta conclusão tem ligação com a Senioridade e seu enorme potencial de consumo, pois a mudança da atitude dos mais velhos que já ocorria na Europa e nos Estados Unidos há algum tempo, podemos vê-la no Brasil agora. No passado, quando a pessoa chegava aos 50, parecia que a vida estava perto do fim e começava a se preparar para isso. Mesmo o marketing também pensava acreditava que quem tivesse mais de 50 não queria mais investir em sua casa, numa viagem, num carro novo ou na própria aparência. Hoje, a situação é diferente, pois as pessoas da Senioridade, não se preocupam mais com a criação dos filhos e já têm uma infraestrutura construída, com casa própria, carro quitado e dinheiro para gastar com entretenimento, diversão e lazer.

As empresas estão dando atenção especial a identificar o perfil desse consumidor, pois estão entre os maiores compradores de artigos de alta qualidade, são o grupo que consome turismo e curte gastronomia, sendo que terço janta fora pelo menos uma vez por mês. De acordo com dados da Embratur, viajam mais do que pessoas de outras idades e em qualquer época do ano. Os hábitos culturais da turma dos mais velhos, não têm mais a ver com idade, se misturam com facilidade a gente de diferentes idades. Mas também não querem ser estereotipados como garotões, querem que a maturidade que construíram ao longo do tempo seja atribuída a eles, e não renegada. Na moda, essa mudança ocorreu de forma rápida, não há mais segmentação por idade e o que importa é a pessoa se sentir bem dentro da roupa e do estilo dela.

 A sétima conclusão, talvez a mais importante aqui, pois é o tema da presente Tese, seja que a prevenção, o planejamento e um bom projeto de vida são as chaves para uma Senioridade plena e feliz e o Coaching por tudo que foi demonstrado nestas páginas mostra-se como um excepcional aliado nessa construção de uma longevidade com qualidade de vida, pois  durante o processo de Coaching são desenvolvidas  competências comportamentais, emocionais e de autoconhecimento direcionadas à conquista de uma Senioridade Abundante!

Finalizo extremamente feliz e emocionada, pois este Trabalho com o propósito inicial de me graduar no Mestrado de Coaching, onde apresentei 7 passos, depois 7 dicas e agora 7 conclusões, me trouxeram muitas vezes estes números multiplicados de conhecimento e inspiração por este tema, pelo qual estou completamente apaixonada e com amor   me dedicarei nos próximos anos

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