Senioridade e Coaching

25/01/2015 | by Coaching+50 | 0 comment

7. O Coaching na Senioridade

 

Finalmente no último Passo, capítulo 7, desta Tese, depois de termos discorrido bastante sobre ambos principais temas: Senioridade e Coaching, chegou a hora de os unirmos de vez. Primeiramente, conheceremos as fases da Senioridade, são 3 que antecedem a aposentadoria e 3 posteriores e suas reações e sensações, que interferem nas emoções e atitudes das pessoas.

Reafirmaremos o quanto o Coaching pode beneficiar a pessoa especialmente na Senioridade. Do autoconhecimento que é o passo inicial para se auto motivar em busca de seus sonhos e seguindo as 6 Leis da autorresponsabilidade, a pessoa se responsabiliza por ter o controle de sua vida nas mãos e efetuar as mudanças necessárias com uma visão ampliada da vida. Apresentaremos os pressupostos de envelhecer bem e fechando com chave de ouro apresentaremos 7 dicas de como o Coaching pode ser útil para termos qualidade de vida hoje, e nos prepararmos para na Senioridade “estrearmos” a melhor versão de nós mesmos, uma versão plena, abundante e muito feliz

 

7.1     Fases da Senioridade, suas reações e sensações

Para compreendermos melhor a Senioridade, é importante saber que as reações e sensações são muito individuais, mas há três fases no período que antecede a aposentadoria e três fases posteriores a ela.[1]

Fases da Pré-Aposentadoria

1) Fase da aspiração: Nessa fase, o cansaço, a mesmice e a vontade de começar uma nova vida provocam um desejo cada vez maior de se aposentar.

2) Fase das expectativas: Com a proximidade da aposentadoria, surgem expectativas de realizações até então reprimidas, por causa da falta de tempo e das responsabilidades no trabalho. A sociedade atual condiciona cada vez mais as pessoas à produção e ao consumo. Com isso, deixamos muitas coisas importantes para segundo plano. Ao vislumbrar a aposentadoria, surge um sentimento misto de euforia e culpa.

Euforia porque poderemos estar mais tempo com a família. Culpa porque não acompanhamos de perto o crescimento e o desenvolvimento dos filhos.Euforia porque finalmente teremos a liberdade de poder ir e vir, sem os compromissos e obrigações de anos e anos a fio. Culpa porque fomos condicionados a ocupar nosso tempo com o trabalho e temos medo do tédio que o tempo livre pode causar.

3) Fase da ansiedade: Quando chega a aposentadoria, todas as aspirações se transformam num turbilhão de sensações. “O que eu vou fazer da minha vida?”

Fases da Pós-Aposentadoria- Ultrapassadas as fases da pré-aposentadoria, superados os medos da fase da ansiedade, você se aposenta. O resgate do FGTS e de todas as verbas rescisórias, o fazem correr para casa e, ali também, num primeiro momento, ser recebido com alegria e com dezenas de solicitações no sentido de que você cumpra, finalmente, pelo menos algumas promessas.

E aqui aparecem mais três fases dessa nova condição:

1) A fase da euforia: Em que, tal qual ao garoto que vai ao circo pela primeira vez, tudo são malabarismos, luzes e gestos coloridos;

A fase da saturação: Na qual os malabarismos já são enfadonhos, as luzes não são tão brilhantes e a repetição dos gestos começa a ficar sem graça;

A fase da realização: Quando, finalmente, você tem a oportunidade de viver tudo o que teve que adiar ou renegar. É a fase da reflexão e do repensar num novo plano para uma nova vida.

 

7.2    O coaching na construção da Senioridade Plena e Feliz.

É natural que haja ansiedade e alguns temores diante de mudanças e situações novas, é talvez por isto que a chegada da Aposentadoria e  da Senioridade gerem, em vários níveis, temor, nas pessoas que estão se aproximando desta fase, pois o ritmo de trabalho vai diminuindo, e é muito comum o sentimento de “falta” da agitação do dia a dia e também, da rotina seguida por anos. Na Senioridade, as exigências da sociedade com trabalho  e segurança financeira ocupam espaços menores da mente, por isso, há brechas para uma vivência mais tranquila, mas o primordial é não ficar parado e buscar envelhecer de forma ativa e saudável.

Entre os muitos benefícios do Coaching na Pré-Aposentadoria e Senioridade estão: o autoconhecimento, a potencialização de competências e desenvolvimento de novas habilidades e atitudes; a possibilidade de resgate de importantes projetos pessoais e profissionais e a estruturação de um novo plano de vida profissional, pessoal e até mesmo espiritual.

Através do autoconhecimento, os idosos conseguem planejar tarefas que trabalham a autoestima e incentivam a superação das restrições impostas pelo envelhecimento, como problemas de locomoção e de memória. O Coaching   em Grupo na Senioridade tem apresentado muitos benefícios, pois em contato com um grupo de pessoas da mesma faixa etária, os participantes convivem, trocam experiências, falam de medos e anseios, além de estimularem uns aos outros na busca pelos próprios desejos. Tem efeito muito positivo, os idosos partilharem suas dificuldades e   atividades, porque sentem que não estão sós.

A vivência de um processo de Coaching na Pré Aposentadoria  e Senioridade pode-se dizer que é essencial, pois tira a pessoa da inércia, da zona de conforto que a pessoa se acostume, as vezes mesmo que não seja uma situação agradável ou confortável.  O Coaching possibilita a descoberta de novos horizontes alinhados às preferências, valores e missão de vida.  No processo de Coaching ocorrerá o apoio para o planejamento, encorajamento para os questionamentos de crenças e legado. O clima de reflexão possibilitará maior entendimento das emoções vividas diante de tantas mudanças. Este processo visa resgatar sonhos e projetos engavetados e adiados ao longo dos anos.

 

7.2.1     Autoconhecimento e a Autorresponsabilidade

O Coaching ajuda as pessoas a perceberem que a chave para envelhecer bem é o autoconhecimento, que é necessário a pessoa se “(re)descobrir” e saber o que se quer ser e fazer quando chegar à Senioridade, da mesma forma, que na infância ou adolescência, precisou descobrir o que queria ser quando crescer. Os budistas já diziam que não é possível desconsiderar a opinião dos outros, mas é possível minimizá-la e ganhar liberdade. Tem que haver esforço para a pessoa não ficar presa à aparência e necessitada da opinião alheia.

A Nova Senioridade tem se apresentado com a perspectiva de que os idosos podem ter um papel e uma função social que não existia antes. Isso tende a crescer nos próximos anos. É a compreensão de que o envelhecimento não determina incapacidade e incompetência significativas. Também não se pode só dourar a pílula, há uma perda sim. Porém, a idade avançada não pode ser vista do ponto de vista das limitações, mas de suas potencialidades.

O Coaching é um exercício da pessoa apoderar-se da própria vida e  a Senioridade é aquela fase onde a pessoa já adquiriu maturidade suficiente para se importar em primeiro lugar com a sua opinião, com as suas vontades, invés de fazer as coisas para agradar aos outros, para ser amada. Sabemos que mudanças sempre ocorreram, ocorrem e ocorrerão, mas sempre acabamos nos adaptando à elas depois de um período de tempo. Mas durante a fase da Senioridade, o que diferencia das demais anteriores, é a experiência vivida ao longo dos anos. É chegada a hora de investir na autorresponsabilidade, na flexibilidade e vai atingir a superação. Temos que agir na primeira pessoa, pegar as rédeas da vida e fazer o que tem que ser feito, por mais que doa.

Listaremos as 6 Leis da Autorresponsabilidade[2], ensinadas pelo Mestre Paulo Vieira que afirma: “você” é o único responsável pela vida que tem levado, também é o único que pode muda-la” são seis práticas lingüísticas e comportamentais, transformadas em hábito diário, trarão mudanças na vida e novas oportunidades e possibilidades lhe baterão à porta, se transformado em uma pessoa melhor e mais preparada para enfrentar seu segundo tempo de vida.

1. Se é para criticar (os outros), cale-se, quando paramos de criticar nosso foco passa a ser a solução e não o problema, e ficamos mais pró ativos, invés de só criticar e reagir.

2 Se é para reclamar, dê sugestão, quando reclamamos é como se não tivéssemos poder de mudar a nossa realidade, reclamar é tirar o foco das coisas erradas e indesejadas em si e colocar nos outros e nas circunstâncias.

3 Se é para buscar culpados, busque solução, além de buscar soluções, devemos buscar aliados, parceiros de uma constante aprendizagem, pois a natureza do home é de evolução permanente, sempre procurando ser melhor.

4 Se é para se fazer de vítima, faça-se de vencedor, existem pessoas viciadas em se fazer de vítima, para chamar a atenção e carinho das outras, mas isso não durará para sempre, ou se durar serão duas pessoas debilitadas emocionalmente, servindo de muleta uma para a outra.

5 Se é para justificar seus erros, aprenda com eles, justificar-se pelos erros sem aprender com os mesmos é um terrível hábito, pois como dizia Einstein:                    “ Loucura é continuar fazendo a mesma coisa e esperar resultados diferentes”, então se fez algo que deu errado, isso foi um “resultado”, faça de novo de modo diferente até acertar, pois justificar não vai resolver nada e nem consertar o erro.

6 Se é para julgar as pessoas, julgue suas atitudes, como está escrito nas sagradas escrituras: “Com a mesma moeda que julgas, serás julgado”, e “Só Deus pode julgar os vivos e os mortos”, então a nós só compete julgar as atitudes e ações, e de preferência começando a julgar as nossas próprias.

Assim, sejamos auto responsáveis e não aquele tipo de pessoa “do contra” que vive dizendo que “já vi esse filme antes”, que está sempre ocupada mesmo sem fazer nada, que acredita que estar cumprindo   seu dever apenas em criticar, sem participar, ou fazer alguma coisa, e por fim, acaba vivendo isolada. É horrível ninguém querer sua companhia por ser um ‘velho rabugento”.

Na Senioridade, o autoconhecimento também ocorre através do luto. Nessa fase, comumente, as pessoas passam por um período de perdas mais frequentes devido à idade mais avançada. As perdas podem ser diversas: morte de parentes ou amigos, aposentadoria, filhos que se casam e deixam de morar com os pais, entre outras.  Ao experienciar essas situações o indivíduo acaba tendo que aprender a lidar com a falta, e tudo aquilo que isso simbolizava para sua vida. Esse é um período que remete a reflexões sobre seus medos internos mais profundos, com pensamentos do tipo: todos a minha volta estão morrendo, serei o próximo? Será que suportarei seguir sozinho? Certamente a morte de pessoas queridas, pode remeter a pensamentos sobre a própria morte.

O Coach é um profissional treinado para ajudar a pessoa a se conduzir nesse processo de mudanças, de adaptação e enfrentamento aos medos internos e receios do que está para acontecer no futuro pois muitas vezes a aposentadoria também é vista como uma situação ameaçante, como mais uma perda que se instala.

 

7.2.2   Visão Ampliada da Vida 

 

O objetivo do Coaching é possibilitar uma Visão Ampliada, é deixar-nos atentos para não fazer do trabalho o único sentido de nossas vidas, embora necessário para a sobrevivência. Armelino Girardi, explica sobre isso: As pessoas não se conhecem, ou quando muito, se conhecem apenas como profissionais. Desenvolvem suas competências e habilidades técnicas em sua formação e capacitação, recebem muita informação, acumulam conhecimentos necessários para o trabalho, mas pouco ou quase nada é investido no autoconhecimento.

Esse é um problema que precisa ser revisto no sistema educacional …. “Não existe felicidade plena em uma das dimensões da vida, mas apenas quando se consegue uma harmonia na vida pessoal e profissional.” E isso é possível por meio da elaboração de um Projeto de Vida, e o Coaching vai ser extremamente útil para fazer a pessoa perceber novas possibilidades, novos caminhos a serem percorridos com motivação, interesse, empenho e prazer.

Pesquisas que mostram que muitas pessoas podem desenvolver doenças, separar-se do cônjuge ou viciar-se em bebidas e jogos, nos primeiros anos após a aposentadoria. Somente 25% dos aposentados adotam atividades saudáveis, como trabalhos voluntários, ou negócios próprios.

Não queremos assustar ninguém com esses dados tão alarmantes, pois  o medo é o pior dos conselheiros e o mais cruel dos companheiros, cobra caro por sua presença e não constrói nada. O brasileiro reconhecidamente está descobrindo a força e o valor em se preparar cada vez mais para evitar surpresas desagradáveis, e principalmente chegar mais perto do objetivo pretendido. Todavia, ainda é muito baixo os índices relativos aos cuidados para com o envelhecimento – haja visto o elevado índice de obesidade, embora seja outro assunto é uma questão comportamental mal resolvida, pois as vezes as pessoas descontam algumas coisas que perderam em outros tipos de satisfação.

Mas como seria maravilhoso se os outros 75% tivessem acesso a um Processo de Coaching e expandissem a consciência, possibilitando-os encarrar a nova realidade e enfrentar o mundo fora do trabalho formal com autoestima elevada e motivação necessária para novas atividades e buscando a concretização de sonhos ainda possíveis, fazendo o seu 2º Tempo da Vida mais produtivo e feliz!

 

7.3    Pressupostos para Envelhecer Bem

Como vocês já devem saber: “Não existe fórmula ou pílula mágica para envelhecer bem.” Cada vez mais descobrimos que a chave de viver a fase da Senioridade com qualidade de vida é a prevenção, porque o envelhecimento saudável está relacionado à forma como tratamos o nosso corpo ao longo da vida e da maturidade.

Na confusão do cotidiano, atividades demais para horas de menos, as pessoas se esquecem de cuidar de si mesmas — esse é o primeiro passo para criar doenças físicas, mentais e emocionais. Um sinônimo para doença é “desequilíbrio”. Por trás dos males do corpo há sempre pensamentos e emoções doentes. Basta ouvir os noticiários e quando mal nos damos contas já estamos cercados de medo, violência, desemprego, ansiedade, barulho, solidão, desamor, depressão; é preciso dar um basta e aquietar a mente com atividades relaxantes e prazerosas como meditação, yoga, dar um passeio no parque, enfim fazer coisas que lhe afastem da doença do século: stress e ansiedade.

Sem esquecer dos ex ou atuais workaholics, os viciados em trabalho, gente que sofre de angústia aos sábados, domingos e feriados simplesmente por não saber como usar o tempo e o espaço disponíveis; e os adeptos das “férias que matam”, confundem lazer com descanso, nos momentos que deveriam ser dedicados ao repouso, se dedicam a uma maratona de visitas, esportes, compras, andanças, e voltam das férias mais cansados do que antes.

 Primordial lembrar que a saúde é o nosso bem mais precioso e se não tomarmos conta bem do corpo, onde vamos viver?   A saúde é como a liberdade: nosso verdadeiro valor, mas infelizmente só damos valor quando a perdemos. Se optarmos por passar metade da nossa vida arruinando nossa saúde, certamente pagaremos um preço muito alto ao comprometer a segunda metade da vida.

As pessoas precisam ser alertadas quando jovens e ensinadas sobre o envelhecimento, para criarem a consciência e planejarem- se desde jovens, de modo que, quando essa fase da vida chegar, elas possam lidar com os problemas decorrentes dela de maneira adequada e equilibrada.

Mesmo que não haja receita para a juventude eterna, algumas medidas simples, aliadas a um acompanhamento médico anual para um check up, podem ajudar a fugir do sedentarismo e das doenças e são vários os cuidados que a pessoa precisa ter, ao longo da vida, se deseja desfrutar de um envelhecimento saudável e ativo.

Primeiro entender que “envelhecimento saudável” está ligado ao bom funcionamento do organismo, à preservação as funções do organismo (renal, cardíaca, pulmonar, entre outras) à diminuição dos riscos de doenças,   e menor número possível de limitações físicas, motoras e mentais; como entender ainda que “envelhecimento ativo” está ligado a prática essencial de exercícios físicos como forma de evitar o sedentarismo,  manter a capacidade de executar tarefas, como coordenar as compras da casa, pagar as contas no banco ou tomar uma condução para deslocar- se pela cidade. O idoso pode até ter doenças, mas que sejam enfermidades que não o impeçam de realizar as atividades cotidianas.

Um estilo de vida de qualidade desde os 20, 30 anos faz diferença para quem quer chegar aos 80 anos em excelentes condições físicas e mentais. Para isso, é fundamental manter corpo e mente ativos. Daí a importância da prática regular de exercícios compatíveis com cada faixa etária. Esse hábito previne e controle da hipertensão, diabetes, colesterol alto e até depressão, doenças que costumam aparecer depois dos 40. Essa prática também diminui as perdas muscular e óssea, melhora o equilíbrio, a coordenação motora e ajuda no controle do peso.

Mas nenhum cuidado irá funcionar se não for abandonado os vícios, a começar pelo cigarro, o que vai permitir uma respiração adequada, onde a pessoa deverá prestar atenção ao fluxo de ar que entra e sai de seu pulmão e respirar mais profundamente, pois a respiração é fundamental para viver bem.

 Outro ponto importante é ter uma alimentação balanceada, priorizando à ingestão de vegetais, legumes, frutas, grãos integrais, carnes magras e peixes e “pobre” em gorduras e açúcar; fugindo dos excessos, ou quando os cometer, que sejam esporádicos e não a regra.  Uma dieta com redução no consumo de sal e um aumento no de líquidos, de preferência muita água, e se não puder se abster de consumir álcool, que seja só em pequenas quantidades.

Dormir pelo menos oito horas e tentar acordar sem despertador, que é uma agressão ao organismo e estimular o cérebro com atividades que desenvolvam o raciocínio lógico, a memória e também a linguagem. Assim, cria-se uma reserva cognitiva que poderá ser usada no futuro e que ajuda na prevenção de quadros de demência, como o Mal de Alzheimer.

Manter uma rede de relacionamentos interpessoais é outra medida que contribui para o bem- estar Senioridade, pois quanto melhor a rede de suporte social do sujeito, ele envelhece melhor. Amigos, família, comunidade em que está inserido, poder público, ele precisa se sentir um membro da sociedade em que vive para sentir-se vivo e em caso dele viver qualquer necessidade, poderá contar com essas pessoas.

Passar por consultas médicas regularmente é imprescindível. Um idoso saudável deve fazer uma consulta por ano, no mínimo, levando os últimos exames e a relação completa de medicamentos que usa, que deve ser seguida à risca para que não haja interação medicamentosa.

Um estudo recente publicado, em janeiro de 2014, no Canadian Medical Association Journal pesquisou a relação entre o prazer com a vida e o declínio da função física em idades mais avançadas. Participaram 3199 homens e mulheres com idade acima de 60 anos Como resultado foi verificado que pessoas que tem mais satisfação com a vida, ou seja, que expressam sentimentos de felicidade e prazer vivem até 8 anos mais e em condições físicas melhores do que as pessoas que não estão satisfeitas com suas vidas

Portanto, embora a felicidade não possa por si só prevenir ou curar uma doença, as evidências de que emoções positivas e satisfação com a vida contribuem para uma melhor saúde e longevidade são bastante fortes

A felicidade não é nenhuma solução mágica, mas a evidência é clara e convincente e muda suas chances de contrair doenças ou morrer jovem.Embora existam alguns estudos que encontram efeitos opostos, a esmagadora maioria dos estudos suporta a conclusão de que a felicidade está associada à saúde e à longevidade, sendo que algumas pesquisas apontam que pessoas felizes vivem pelo menos 10 anos a mais do que pessoas infelizes, o que é um excelente motivo para procurar ser mais feliz a cada dia, não é?

 

7.4     7 Dicas de Coaching para uma Longevidade Saudável e Feliz!

 

Já foi explicado a diferença do Coaching para outras Técnicas que dão conselhos, e apesar do Coach não aconselhar, de não dar “receita pronta” para o Coachee e sim fazê-lo ir atrás das respostas às Perguntas Poderosas de Sabedoria, a autora desta Tese, dá 07 dicas que tem utilizado no AutoCoaching:

1) Desaposente-se!   É um erro dizer que aposentadoria é o afastamento da capacidade laborativa. Aposentar-se é permanecer ativo, usando toda a capacidade para produzir outras coisas que, até então, não lhe eram permitidas ou que você mesmo não se permitia produzir. A aposentadoria é o tempo de olhar tudo aquilo que você não tinha tempo de realizar. Portanto, ter um projeto de vida é essencial para viver melhor. O importante é manter uma atividade que traga primeiramente satisfação, aumentando sua autoestima.

2) Conheça-seI O Conhecimento é o “atributo que os seres vivos têm para reagir, ativamente, ao meio”. Mas o conhecimento, para que seja mais completo, tem que começar pelo autoconhecimento: “Conhece-te a ti mesmo”, dizia o grande filósofo Sócrates. A busca incessante de realização profissional e auto projeção faz com que muitos, em algum momento da vida, abandonem o autoconhecimento, esqueçam de ouvir a própria intuição e releguem a segundo plano (ou ao futuro) a realização interior. Ao se aposentar perdem poder, “status”, prestígio, ou seja perdem tudo aquilo que massageia o ego, em troca de incertezas, que assustam. E assusta mais ainda quem não planejou o futuro  e não se preparou, ao longo do tempo, através do autoconhecimento.

3)Reformule-se! Na aposentadoria, precisamos reformular a autoimagem e isso passa, também, pela composição de nova rede de amigos   e pelos cuidados que devem ser dispensados aos relacionamentos anteriores. Cada um de nós tem que aprender a conviver como silêncio e gostar da “própria companhia”. Este é o primeiro passo para bons relacionamentos. O que traz sofrimento são os apegos às coisas e às pessoas, o medo de largar a posição, ou o pedestal que a empresa de uma certa forma nos propicia. Reinvente-se!  O momento é outro e a pessoa deve sempre procurar estar em melhoria contínua, reformular-se para uma versão melhor de si mesmo.

4) Escute-se!  Desde muito jovens nos ensinam a ser lógicos e coerentes, a evitar um comportamento emocional e a suprimir nossos sentimentos. Acontece que a mente racional é finita; ela só pode computar os dados que recebeu diretamente. A mente intuitiva, por outro lado, tem acesso a um imenso tesouro de conhecimentos. Ouvir a intuição significa prestar atenção à voz interior, à orientação que vem do coração. Pratique a quietude da mente: sente num lugar silencioso, feche os olhos e relaxe. Acalme a respiração. Deixe que os pensamentos flutuem, não se apegue a nenhum deles. Quando se sentir relaxado, pergunte a si mesmo qual a melhor saída para uma determinada situação. Confie no seu conhecimento interior e na resposta que virá.

5) Aceite-se!  A verdade está no “caminho do meio”, dizia Buda, por isso o equilíbrio tem o poder de trazer a felicidade. Os dois únicos fatos certeiros nesta vida são que você nasce um dia e vai morrer em algum outro dia. O que acontece entre estas duas datas depende do seu modo de vida. Por isso, tente apreciar as coisas simples. Aprenda a dizer não. Lembre-se de que pequenas coisas só afetam mentes pequenas, e que somente quem pensa grande também erra e acerta grande. Reconheça e agradeça sempre o que você já conseguiu, deixando de focar o que não conseguiu. A inveja destrói a felicidade e a gratidão a assegura. Aceite o perfeccionismo não como uma virtude, mas como um excesso. Nada é perfeito. Viaje leve pela vida, não carregue muita bagagem

6) Perdoe-se! O perdão e a benevolência são os atributos daquele que é dono de sí mesmo. Por que é tão difícil perdoar e esquecer, o que quer dizer nos libertarmos do problema por completo? O ego humano exige o revide e o busca através da vingança ou do castigo; se sente superior quando condena. Mas isso não nos traz a paz. Pior ainda quando a pessoa não perdoa a si mesma e vive se auto sabotando como castigo pelos erros que acredita ter cometido. O perdão a si mesmo e aos outros traz sossego a mente e paz para o coração.

7) Adapte-se! além de cuidados e planejamento desde jovem e na maturidade, é primordial que a pessoa se adapte as mudanças e transformações próprias do envelhecimento, é preciso saber conviver com problemas e limitações que podem surgir. Uma Senioridade feliz depende de vários fatores, mas principalmente da forma como o idoso se percebe nessa fase da vida e da sua capacidade de se adaptar garantindo assim mais qualidade de vida.

Referências:

[1] ECONOMUS _ A NOVA FASE DA SUA VIDA. FUNDO DE PENSÃO DO BANCO NOSSA CAIXA

[2] VIEIRA, Paulo.  Autorresponsabilidade 2 ed.  Premius, 2012

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.