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Aposentadoria dos sonhos: ainda dá tempo de se preparar para uma velhice mais tranquila

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Aposentadoria dos sonhos: ainda dá tempo de se preparar para uma velhice mais tranquila
Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram um quadro crítico da aposentadoria no Brasil. Segundo a instituição, apenas 1% dos aposentados é independente financeiramente. Dos outros 99%, 46% dependem da ajuda de parentes e 28%, de terceiros. Os 25% restantes precisam continuar trabalhando por necessidade
Aposentadoria dos sonhos© Foto: iStock Aposentadoria dos sonhos
Com essa esticadinha na vida, fica cada vez mais difícil contar apenas com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), uma vez que, devido às regras para o cálculo da aposentadoria (saiba mais no fim do texto), o contribuinte acaba, muitas vezes, recebendo um valor inferior ao salário que caía na conta enquanto estava na ativa. Deve-se levar em conta também o aumento de alguns gastos — com a saúde, por exemplo — nessa faixa etária.
Se você faz parte da imensa maioria que não poupou ao longo da vida, ainda é tempo de mudar os seus hábitos e garantir uma qualidade de vida melhor nos próximos anos. Para isso, é preciso poupar de forma ordenada e calculada. O terapeuta financeiro Reinaldo Domingos, autor do livro “Terapia Financeira’ (Ed. DSOP), conta que, para isso, é preciso saber com quantos anos quer pendurar a chuteira e o valor que precisa juntar até lá.Ele explica ainda que, para ter uma aposentadoria “sustentável’, o valor total que você deverá ter investido quando se tornar independente tem que render juros mensais equivalentes ao dobro do dinheiro que você pretende sacar mensalmente. Um exemplo: se você quer viver com R$ 5.000 por mês enquanto aposentado, seus investimentos devem gerar uma renda passiva de R$ 10 mil mensais. No entanto, para essa tática dar certo, a retirada deve ser de metade desse rendimento total. A outra metade, por sua vez, deve ser reinvestida para garantir a perpetuidade do patrimônio.Domingos, que se aposentou há 17 anos, quando tinha 37, criou uma fórmula para descobrir os números mágicos da tal aposentadoria dos sonhos —ela pode ser baixada gratuitamente no site da DSOP Educação Financeira (clique aqui).Se guardar R$ 300 todo mês, com uma correção de 10% ao ano (pensando na inflação), durante 15 anos parece uma tarefa difícil, o terapeuta financeiro sugere colocar tudo na ponta do lápis. “É hora de retomar as rédeas do seu padrão de vida e mudar os seus hábitos’, alerta.É hora de botar no papel todas as suas prioridades na vida, todos os seus objetivos (identificado como sonhos no método DSOP), sejam eles de curto (até um ano), como uma viagem de férias ou o presente de aniversário do neto, médio (de um a dez anos), seja ele trocar o carro ou comprar uma casa, e longo (acima de dez anos) prazo —é aqui que entra a sua aposentadoria. “Esses três tipos de sonhos têm que ser buscados ao mesmo tempo. Se você está endividado, um deles deve ser a saída da dívida. Ainda assim, não deixe de pensar naqueles sonhos que vão te trazer felicidade, como a sua viagem e a sua aposentadoria’, orienta.

Para cada tipo de objetivo, há uma melhor forma de aplicação: no curto prazo, invista na caderneta de poupança; no médio, vá atrás do Tesouro Direto, dos CDBs e de fundos de investimento; e, no longo, o Tesouro Direto costuma ser a opção mais acertada, uma vez que, se você estiver há poucos passos da aposentadoria, não há mais tempo para a previdência privada.

Se as suas despesas estão muito altas e os seus sonhos não estão cabendo no seu orçamento, é preciso fazer uma faxina financeira’, explica Domingos. “Em média, as famílias brasileiras têm um excesso de 30% ao mês em tudo o que consome’, aponta. Para identificar o caminho que o seu dinheiro está fazendo assim que cai na sua conta, o ideal é, durante 30 dias, registrar gasto por gasto em uma planilha, separando por tipo: água, luz, alimentação, supermercado, padaria, neto A, neto B e até mesmo as gorjetas que deu para o flanelinha cuidar de seu carro na rua.

Entram na redução de custos também sair daquela casa enorme e comprar um imóvel menor perto do comércio e do metrô e até mesmo colocar à venda aquele apartamento praticamente abandonado na praia. Além disso, se já passou dos 60 anos, procure usufruir dos benefícios que o governo proporciona à terceira idade, como a Farmácia do Povo e os descontos em laboratório, o transporte público gratuito, as viagens coletivas com preço reduzido, o desconto no cinema.

Segundo o terapeuta financeiro, não se deve pagar as contas primeiro para depois guardar o dinheiro. O caminho deve ser inverso. “Você deve priorizar os seus sonhos.’

As novas regras de aposentadoria pelo INSS

O governo instituiu uma nova regra para a concessão de aposentadorias, criando uma alternativa ao fator previdenciário, que continua valendo. É a chamada regra 85/95.

Essa fórmula permite aos trabalhadores atingir o valor integral da aposentadoria, não sofrendo incidência do fator previdenciário, quando a soma mínima de idade e tempo de contribuição chegue a 85 pontos para mulheres e a 95 pontos para homens, sendo a contribuição mínima de 35 anos e 30 anos, respectivamente.

Caso o contribuinte decida se aposentar antes de atingir essa marca, a aposentadoria continua sendo reduzida pelo fator previdenciário.

A regra 85/95 sofrerá, no entanto, uma progressão a partir de 2017 até chegar a 90/100 em 2022.

Fonte: http://www.msn.com/pt-br/estilo-de-vida/vivermais50/aposentadoria-dos-sonhos-ainda-d%C3%A1-tempo-de-se-preparar-para-uma-velhice-mais-tranquila/ar-AAcmh6v

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Sete perguntas e respostas sobre aposentadoria

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Sete perguntas e respostas sobre aposentadoria

Está pensando em se aposentar? Antes de dar o primeiro passo, vale revisar as regras da Previdência Social. Para esclarecer como funcionam cálculos como o fator previdenciário e a regra 85/95, aprovada no Senado, por exemplo, selecionamos sete perguntas e respostas bastante frequentes sobre o tema. Tire suas dúvidas:Quem tem direito à Previdência Privada?

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Todo trabalhador com carteira assinada está inscrito automaticamente no sistema da Previdência Social. Quem trabalha por conta própria também pode obter o benefício, desde que se inscreva e contribua mensalmente para o INSS. Estão segurados também os empregados domésticos e os trabalhadores rurais. Até mesmo quem não tem renda própria, como as donas-de-casa e os estudantes, pode se inscrever na Previdência —para se filiar é preciso ter mais de 16 anos.

Quais são os benefícios?

Aposentadoria por idade, por invalidez, por tempo de contribuição, auxílio-doença, auxílio acidente e auxílio reclusão, pensão por morte e pensão especial para os portadores da Síndrome da Talidomida, salário-maternidade, salário-família e assistência social BCP – LOAS.

O que é aposentadoria por tempo de contribuição?

A aposentadoria por tempo de contribuição pode ser integral ou proporcional. Para ter direito à aposentadoria integral, o trabalhador deve comprovar pelo menos 35 anos de contribuição e a trabalhadora, 30 anos. Para requerer a aposentadoria proporcional, o trabalhador tem que combinar dois requisitos: tempo de contribuição e idade mínima. Não há idade mínima para dar entrada na aposentadoria, no entanto, quando mais cedo isso for feito, maior será o desconto sobre o benefício por conta do fator previdenciário.

O que é o fator previdenciário?

É uma fórmula criada em 1999 para equilibrar as contas da Previdência, concedendo benefícios menores para quem se aposenta mais cedo. O cálculo leva em consideração a idade do segurado, o tempo de contribuição, a expectativa de vida da população e uma alíquota fixa.

O valor do benefício é calculado a partir de uma media dos salários de contribuição recebidos durante o tempo de trabalho e o resultado é próximo ao salário médio recebido no fim de sua carreira. É sobre esse valor que incide o fator previdenciário.

Quais as regras para se aposentar por idade?

Trabalhadores urbanos do sexo masculino podem se aposentar a partir dos 65 anos e do sexo feminino, a partir dos 60 anos. Os trabalhadores rurais têm cinco anos de vantagem: homens a partir dos 60 anos e mulheres, dos 55 anos. No entanto, para ambos os perfis, é preciso comprovar o mínimo de 180 contribuições mensais, o que corresponde a 15 anos de contribuição. Quem se aposenta com o mínimo obrigatório, no entanto, recebe apenas 85% do salário. O percentual vai aumentando até chegar aos 30 anos de contribuição.

O que é necessário para dar entrada na aposentadoria?

Os documentos solicitados são o Numero de Identificação do Trabalhador (NIT), carteira de trabalho ou outro documento que comprove o exercício da atividade e o tempo de contribuição, carteira de identidade e CPF. Em alguns casos, a Previdência pede certidão de nascimento ou casamento. O atendimento por telefone é realizado pelo 195, pela internet e nas agências.

O Senado aprovou a nova regra proposta pela Câmara dos Deputados para as aposentadorias. O que é essa nova regra?

O Senado aprovou no último 27 de maio a MP 664, que inclui, entre outros pontos, uma flexibilização do fator previdenciário. A medida prevê que o índice do fator não seja aplicado nos casos em que a soma da idade e do tempo de contribuição for de 85 anos para as mulheres e de 95 anos para os homens, desde que se cumpra o período mínimo de contribuição: 30 anos para ambos. É a chamada regra 85/95. Caso o trabalhador decida se aposentar antes de atingir essa marca, a emenda determina que a aposentadoria continue sendo reduzida pelo fator previdenciário. O texto foi agora para a aprovação da presidente Dilma Rousseff.

Fontes: Ministério da Previdência Social (www.previdencia.gov.br); Instituto de Estudos Previdenciários (www.ieprev.com.br/portal)

FONTE:http://www.msn.com/pt-br/estilo-de-vida/vivermais50/sete-perguntas-e-respostas-sobre-aposentadoria/ar-BBkmiho

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É possível ser independente na terceira idade?

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É possível ser independente na terceira idade?

A preparação deve começar cedo. É preciso pensar em planos de previdência privada e ocupação para a mente

A primeira visita ao geriatra é recomendável a partir dos 50 anos
São muitos os dilemas femininos da terceira idade: a síndrome do ninho vazio, o alto índice de divórcios e separações e a maior longevidade feminina (atualmente de 7,6 anos a mais do que os homens, de acordo com o Censo 2010), que implicam em se preparar emocionalmente e financeiramente para o “terceiro tempo”.

A preparação, para Sula Fagundes, psicóloga especializada em gerontologia, deve começar cedo. “A mulher deve consultar regularmente o ginecologista, praticar atividades físicas e de lazer, ler e escrever, estimulando a memória, alimentar-se de maneira saudável, divertir-se e manter uma ampla rede de relacionamentos sociais”, afirma. A primeira visita a um geriatra é recomendável a partir dos 50 anos de idade.

Sula lembra que da meia idade em diante restam cerca de 40 a 50 anos de vida, considerando que cresce a cada Censo o número de centenários. “Os idosos de hoje não tiveram a oportunidade de se preparar para a velhice, até mesmo porque os avós deles, referência de envelhecimento, em sua grande maioria, faleciam poucos anos após se aposentar”, lembra a psicóloga. “Uma grande parcela da população não sabe o que fazer com os anos que terá após se aposentar ou atingir a marca divisória dos 60 anos.” Para as mulheres, isso envolve planejar uma reserva financeira própria, sem depender de auxílio da família e do parceiro no futuro.

Investimentos de renda fixa e variável

Do ponto de vista financeiro, a diretora de produtos da Icatu Seguros, Aura Rebelo, detecta uma tendência positiva. “Houve um aumento do número de mulheres possuidoras de planos de previdência privada. De cinco anos para cá, a entrada das mulheres neste mercado está acelerada. Elas eram 30% dos clientes da Icatu em 2010. Este ano o número subiu para 40% e em dois anos já deve estar meio a meio”, afirma.

As regras de ouro continuam valendo: começar cedo e variar o mix de investimentos garantem rendimentos melhores na terceira idade. Elas começam a investir em previdência cinco anos mais cedo que os homens, o que significa que se aposentam antes e com uma reserva maior que a deles. Como cada vez mais mulheres são chefes de família, os fundos de investimento se adaptaram e criaram produtos que caibam nesse tipo de orçamento. “Planejar-se financeiramente dá um enorme conforto emocional para a mulher”, afirma Aura.

A penetração da previdência privada é maior nas classes A e B. “A classe C está começando a investir agora, em produtos mais simples, como uma renda fixa”, afirma a diretora. Outra novidade é que as mulheres estão se tornando mais arrojadas. “Os planos das mulheres hoje estão se assemelhando aos escolhidos por homens, com mais investimentos de renda variável. Está deixando de ser um bicho papão para elas.”

FONTE:http://delas.ig.com.br/comportamento/e+possivel+ser+independente+na+ terceira+idade/n1596824800397.html

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Entenda como funciona a fórmula 85/95 da aposentadoria

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Entenda como funciona a fórmula 85/95 da aposentadoria

O governo publicou MP (medida provisória) criando um novo cálculo para a aposentadoria, a chamada fórmula 85/95. Ela é uma alternativa aos outros tipos de aposentadoria, que continuam valendo e não sofreram mudanças.

A principal vantagem da nova regra é que, para quem se enquadra nela, o fator previdenciário não afeta o valor da aposentadoria. O fator, para alguns, pode diminuir o valor da aposentadoria.

O novo cálculo está valendo, mas ainda precisa ser aprovado pelo Congresso.

1 – Como funciona a aposentadoria por tempo de contribuição com a fórmula 85/95?

A fórmula 85/95 é uma alternativa ao fator previdenciário. Quem se enquadra nessa regra para se aposentar tem direito a receber a aposentadoria integral, sem precisar do fator previdenciário.

Os números 85 e 95 representam a soma da idade da pessoa e do tempo de contribuição dela para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). 85 é para mulheres, e 95 para homens.

Isso não quer dizer que a mulher precise ter 85 anos de idade e o homem, 95 anos. É a soma da idade com o tempo de contribuição.

Por exemplo, se uma mulher tem 55 anos de idade e 30 anos de contribuição, ela pode se aposentar porque a soma dos dois valores dá 85 (55 + 30).

No caso de um homem, ele poderia se aposentar, se tivesse, por exemplo, 60 anos de idade e 35 anos de contribuição (60 + 35 = 95).

Essa combinação pode variar conforme o caso de cada pessoa. O importante é a soma dar 85 (mulheres) ou 95 (homens). Mas é obrigatório ter um mínimo de contribuição: 30 anos de contribuição para mulheres e 35 para homens.

Por exemplo, um homem de 59 anos de idade e 36 anos de contribuição pode se aposentar (59 + 36 = 95). Mas se ele tivesse 61 anos de idade e 34 de contribuição, não poderia, mesmo com a soma dando 95 (34 + 61). Isso porque ele não atingiu o tempo mínimo de contribuição para homens (35 anos).

2 – A fórmula vai ser sempre 85/95?

Não. Esses valores vão aumentar ao longo do tempo, levando em conta a expectativa de vida do brasileiro. 85/95 vai valer até 2016. Depois vai aumentando, até 2022, quando será 90/100. Veja como será a mudança nos próximos anos:

  • 2015 a 2016: 85 para mulheres / 95 para homens;
  • 2017 a 2018: 86 (mulheres) / 96 (homens);
  • 2019: 87 (mulheres) / 97 (homens);
  • 2020: 88 (mulheres) / 98 (homens);
  • 2021: 89 (mulheres) / 99 (homens);
  • 2022: 90 (mulheres) / 100 (homens).

3 – O que acontece depois de 2022?

Segundo o Ministério da Previdência, não está prevista nenhuma revisão na fórmula da regra 85/95 depois de 2022. Ou seja, ela fica fixa em 90 para mulheres e 100 para homens.

4 – Agora as mulheres precisam ter 85 anos para se aposentar e os homens 95?

Não. Os números 85 ou 95 são a soma da idade da pessoa com o tempo que ela contribuiu.

Por exemplo, se uma mulher tem 50 anos de idade e 35 anos de contribuição, ela já pode se aposentar segundo a fórmula (50+35=85), ou 51 anos de idade e 34 de contribuição (51+34=85), a assim por diante. Qualquer valor, desde que o resultado da soma seja 85 e que o tempo de contribuição seja maior do que 30 anos (no caso das mulheres).

No caso do homem, a soma tem de ser igual a 95. Assim, um homem com 55 anos de idade e 40 de contribuição, também pode se aposentar (55+40=95).

Sempre lembrando: o mínimo de tempo de contribuição exigido para poder se aposentar, segundo essa fórmula, é de 30 anos para mulheres e 35 para homens.

5 – Tenho entrevista agendada para pedir minha aposentadoria. A regra 85/95 já vale para mim?

Não necessariamente. A nova fórmula só vale para quem agendou entrevista depois de 18 de junho, dia em que ela passou a valer. Se sua entrevista está marcada, mas o agendamento foi feito antes dessa data, a nova regra não está valendo.

Nesse caso, a orientação do Ministério da Previdência é que desmarque a entrevista e faça um novo agendamento. Assim, sua aposentadoria já poderá ser calculada utilizando a nova fórmula.

6 – Quem já é aposentado, pode pedir para se enquadrar na regra 85/95?

Não. A regra passa a valer para quem pede aposentadoria a partir de agora. Vanessa Vidutto, advogada especialista em direito previdenciário, acredita, porém, que muitas pessoas que se aposentaram recentemente vão entrar na Justiça para tentar enquadrar sua aposentadoria na nova fórmula.

Segundo o Ministério da Previdência, quem já recebeu o primeiro pagamento ou sacou o PIS/FGTS não pode ter a aposentadoria cancelada para poder se enquadrar na nova fórmula.

Por outro lado, quem teve o benefício da aposentadoria concedido, mas ainda não recebeu o primeiro pagamento ou sacou o PIS/FGTS, pode cancelar a aposentadoria e pedir para revisar segundo a nova fórmula, caso esteja enquadrado nos critérios.

7 – Se o congresso vetar a fórmula 85/95, o que acontece?

Como está em uma medida provisória, a nova fórmula de aposentadoria ainda precisa ser aprovada por deputados e senadores, voltando em seguida para a sanção da presidente Dilma Rousseff. Até lá, a fórmula está valendo.

Os parlamentares, portanto, poderão rejeitar ou modificar a nova fórmula.

Caso isso aconteça, os próprios parlamentares podem editar um decreto legislativo dizendo o que vai acontecer com as pessoas que tenham conseguido a aposentadoria segundo a nova fórmula durante o período em que ela valeu. Essas aposentadorias podem ser recalculadas, por exemplo, ou mesmo deixar de valer.

Segundo o Ministério da Previdência, os parlamentares podem, ainda, determinar que não é necessário um decreto, e que a situação dessas pessoas pode ser decidida administativamente, pela própria Previdência

FONTE:http://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2015/07/04/entenda-como-funciona-a-regra-8595.htm?cmpid=fb-uol

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Quanto mais precoce a aposentadoria, maiores os riscos de morrer mais cedo.

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Um estudo mostra que, quanto mais precoce a aposentadoria, maiores os riscos de morrer mais cedo.

Há pessoas que passam a vida esperando a hora de se aposentar. Para essas, novos estudos médicos trazem um alerta: a aposentadoria precoce pode ser um veneno para a saúde e precipitar doenças que encurtam a vida. A revista científica inglesa British Medical Journal acaba de divulgar os resultados de uma das pesquisas mais minuciosas já feitas sobre o assunto. Uma equipe de estudiosos acompanhou, durante 26 anos, mais de 3.500 funcionários de todos os níveis socioeconômícos da SheIl americana, no estado do Texas. Os dados colhidos revelam que as pessoas que se aposentam aos 55 anos correm mais risco de morrer antes do que aquelas que se aposentam aos 65.

Em média, os funcionários da Shell que se aposentaram aos 55 anos viveram até os 72. Os que saíram do emprego aos 60 viveram até os 76. E os que se aposentaram aos 65 viveram até os 80. Além disso, os precoces mostraram ser 89% mais propensos a morrer nos dez anos seguintes à aposentadoria do que os que param de trabalhar mais tarde. “A pesquisa derruba a idéia de que aposentar-se tarde encurta a vida. Isso não é verdade”, escreve o médico Shan Tsai, um dos autores do estudo.

Há basicamente duas explicações para a relação entre aposentadoria e morte precoces. Em primeiro lugar, a má utilização do tempo que sobra na vida de um aposentado pode levar ao aumento do stress, à depressão e ao sedentarismo, condições que estão na base de uma série de distúrbios. Um estudo envolvendo 52 países, chamado “Interheart”, avaliou a associação entre fatores emocionais e a ocorrência de infarto. Dos mais de 11.000 pacientes pesquisados, 16% relataram ter vivido eventos estressantes no ano anterior ao infarto. A aposentadoria foi um dos fatores de maior peso citados pelos doentes, ao lado de divórcio, falência e morte. Também já se sabe que a inatividade física está na raiz de doenças crônicas e distúrbios cardiovasculares.

A outra explicação é que a transformação no convívio social provocada pela aposentadoria tem influência negativa na saúde. Muitas pessoas se definem pelo que fazem e pelo cargo que ocupam em uma corporação. Se perdem isso, podem perder também o entusiasmo. “Essa perda repentina de motivação pode ter impactos muito negativos sobre a saúde e o bem-estar”, explica o cardiologista Maurício Wajngarrten, chefe do departamento de cardiogeriatria do Instituto do Coração, de São Paulo. Quanto maior tiver sido a identificação com a empresa em que se trabalhou, mais difícil será a adaptação à vida sem ela. diz Luiz Wever, sócio-diretor da consultoria Ray & Berndtson, especializada em gestão de talentos.

A volta para casa e para o convívio familiar pode ser altamente frustrante – não só para o aposentado, mas também para aqueles ao seu redor. Já existe até uma síndrome associada ao fenômeno: a síndrome dos maridos aposentados. “O homem volta para casa e a esposa passa a ser minha paciente”, conta a cardiologista Ângela Cristina dos Santos, do Instituto do Coração, que trabalha com prevenção de saúde de executivos. Ela cita o caso de um paciente que, uma vez aposentado, infartou no sítio que escolheu justamente para passar os seus anos “tranquilos”. O ex-executívo conseguiu estressar até os seus pacatos funcionários do campo. Ele distribuía memorandos aos empregados, com um rigor incabível para a situação.

Recentemente, as regras da Previdência mudaram no Brasil. O jovem que consegue hoje seu primeiro emprego só poderá se aposentar a partir dos 65 anos, se for homem, e a partir dos 60, se for mulher. Mas a aposentadoria precoce contínua sendo uma possibilidade para aqueles que já estavam no mercado de trabalho há tempos – ou para aqueles que planejam o futuro com base na previdência privada. Em alguns meios, há incentivos para que o profissional deixe seu cargo cedo. Dados de mercado mostram que a idade média de aposentadoria dos executivos de grandes corporaçi5es brasileiras era de 65 anos até recentemente, mas caiu para a faixa dos 55 aos 58 anos.

Empenhadas em enxugar ou renovar seus quadros, essas empresas muitas vezes oferecem benefícios àqueles que se aposentam logo. Na contramão dessa tendência encontra-se a Siemens, que acabou esticando em cinco anos a aposentadoria de um de seus principais executivos. O protagonista dessa história foi Hermann Wever, que trabalhou 22 anos na companhia – os últimos catorze como presidente. “Não acredito que um hobby preencha a vida de quem se aposenta. Continuo trabalhando, faço parte de conselhos de instituições, com a vantagem de ter um ritmo mais leve”, conta Wever, que se aposentou com 65 anos e hoje tem 68.

A política defendida por Wever vai ao encontro dos conselhos dos especialistas. “A vida produtiva não se encerra necessariamente com a saída do emprego formal”, afirma a psicóloga Anita Liberalesso Neri, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ela recomenda não parar de uma vez. É importante, segundo a psicóloga, praticar serviços voluntários, voltar aos estudos ou até mesmo começar uma nova carreira. Também se deve ter em mente que os avanços da medicina não têm aumentado somente a expectativa de vida das pessoas, mas a expectativa de uma vida ativa. A Organização Mundial de Saúde (OMS) já alertou: a massa de pessoas que chegam à terceira idade em situação equivalente à dos jovens no quesito força de trabalho cresce sem parar. O termo que a instituição usou para descrever essa massa foi tsunami.

 Maridos em casa, mulheres em pânico

Tudo vai bem dentro de casa, até que o marido surge com a notícia de que vai se aposentar. A mulher entra em pânico, pois sabe que sua rotina vai mudar completamente. Ela terá de conviver com um marido que critica, faz cobranças e dá ordens num território que sempre foi dela. Até os programas com as amigas ficam em perigo. O fenômeno, que atinge as mulheres na faixa dos 50 ou 60 anos, é tão comum no Japão que já recebeu batismo: síndrome do marido aposentado. O criador do nome foi o médico Nobuo Kurokawa, pesquisador que se transformou em autoridade no tema “maridos aposentados, mulheres à beira de um ataque de nervos”. Não é por acaso que essa designação veio do Japão. Lá, fiéis à antiga tradição, muitas esposas são praticamente “serviçais” do marido. Uma pesquisa realizada naquele país revelou que, enquanto 85% dos homens que estão próximos da aposentadoria se mostram muito felizes, 40% de suas esposas se declaram deprimidas com a perspectiva.

O divórcio entre pessoas casadas há mais de vinte anos praticamente dobrou no Japão desde os anos 80, segundo as estatísticas oficiais. A intimidade “forçada” entre o casal, depois da aposentadoria do homem, está diretamente ligada ao fenômeno. Quando não chegam à separação, as mulheres adoecem. O médico Kurokawa estima que cerca de 60% das esposas cujos maridos se aposentam desenvolvem úlceras estomacais, irritações na pele e distúrbios psicomotores, como dIficuldade para falar. Todos sintomas do stress. Segundo médicos e psicólogos, a síndrome só tende a piorar. Eles apostam em uma explosão do distúrbio diante do descomunal número de homens que devem se aposentar nos próximos anos: um quinto dos japoneses tem hoje mais de 65 anos, a porcentagem mais alta do mundo.

A síndrome do marido aposentado também existe no Brasil – embora não de maneira dramática. A professora Sônia Helal Costa Dias tinha 44 anos e o marido 55 quando ele se aposentou, uma década atrás. “Ele parou de trabalhar e começou o bangue-bangue entre nós. Ele passou a interferir na rotina da casa. Ficava irritado quando não conseguia encontrar um utensílio de cozinha, e nós acabávamos discutindo”, conta ela. Há cerca de três anos, o marido voltou a fazer trabalhos para a empresa na qual se aposentou. “Nossa vida melhorou muito. Voltamos a ter prazer em ficar juntos”, diz a professora. No Japão, os manuais de auto-ajuda para mulheres que precisam lidar com um maridão aposentado abarrotam as livrarias. Como esses livros não chegaram ainda ao Brasil, fiicam aqui duas dicas do doutor Kurokawa para as donas-de-casa que depararem com uma situação desse tipo. Façam terapia. E mantenham distância do marido naquilo que for possível.

Fonte: http://www.methodus.com.br/artigo/345/aposentar-se?-so-na-hora-certa.html

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Idade Certa Para se Aposentar – Confira

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Idade Certa Para se Aposentar – Confira

Muitas pessoas tem dúvida em saber qual a idade  necessária, e em que situação ou quando podemos sim solicitar a nossa aposentadoria, é muito salientar que estudos ainda vem sendo feito para ai sim dar uma definição completa, em relação ao programa ou sistema de aposentadoria no Brasil, as categorias trabalhadora do pais é dividida em várias classes, sendo a  classe autônomo, que já compreende uma outra categoria, ou seja a forma de contribuição, temos os funcionários público nas 3 esfera sendo os funcionários Federal, Estadual, Municipal, e também os assemelhados, todos atendendo esferas diferenciada em relação a aposentadoria, e partimos   para a grande maioria o regidos pela (C L T). Consolidação das Leis do Trabalho.

Partindo deste principio podemos afirmar que no momento não temos uma lei totalmente definida para todo pais e sim um grande conjunto de trabalhadores, com benefícios e aposentadorias diferenciadas, e dentre esta citadas, exitem ainda, mais alguns profissionais que não se encaixa também nesta grande maioria, como profissionais liberais, e outros intelectuais, concorrendo a outro tipo de aposentadoria, mas por hora para grande maioria estando  sendo apresentada algumas opções e formas de aposentadoria, ou seja a idade para se aposentar, vária de caso para caso.

Confira a Idade Certa Para Se Aposentar

– Aposentado-se por idade

Homens 65 Anos de Idade e 15 anos de Contribuição a Previdência Social

Mulheres – 60 anos de idade e 15 anos de contribuição a Previdência Social

– Aposentando-se por Contribuição

Homens – 35 anos de contribuição a Previdência Social

Mulheres- 30 anos de contribuição a Previdência Social

– Para se  Aposentar por Invalidez, Não tem idade e o sexo também não importa

FONTE: http://www.tatendoaqui.com/idade-certa-para-se-aposentar-confira/#&panel1-7

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APOSENTADORIA: Prepare-se para desfrutar desse prêmio!

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APOSENTADORIA: Prepare-se para desfrutar desse prêmio!

José Clovis B. Dattoli*

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Todas as pessoas que têm emprego formal, ou mesmo todo empresário ou trabalhador autônomo, que contribua regularmente para a previdência oficial, farão jus, em determinado momento da vida, ao benefício da aposentadoria. Ou seja, todos serão aposentados. E tendo isso em mente, vou tratar neste artigo sobre a APOSENTADORIA, mais especificamente sobre a importância de o trabalhador se preparar – o quanto antes – para ser um aposentado feliz, desfrutando plenamente dessa maravilhosa etapa da vida pós-trabalho.

Inicialmente, eis o que disse Isabel Allende, senhora chilena de 71 anos, jornalista, escritora e apaixonada pela vida, em sua palestra para o TED, How to Live Passionately – No matter your age: “…O significado de aposentadoria é celebração (da palavra espanhola ‘jubilación’). Até aqui nós pagamos a nossa dívida com a sociedade. Estamos quites. Agora, com a aposentadoria, é o nosso tempo. É o grande momento…”!

Objetivo

Além de chamar a reflexão para o que significa a aposentadoria, essa importantíssima etapa na vida das pessoas, o texto objetiva instigar aposentandos (pessoas que estão prestes a adquirir, ou exercer, o direito à aposentadoria) a:

  1. Refletir sobre a importância de estarem preparados (capacitados) para ingressar na etapa da vida também chamada de pós-emprego, e com isso minimizar riscos de frustrações, de isolamento, de insatisfação, de adoecimentos etc.;
  2. Elaborar o seu projeto de vida estruturado, bem refletido e planejado, como base para que essa jornada que se descortina seja plena, de novas descobertas, satisfação e felicidade!

Ressalto que a abordagem e as estratégias aqui apresentadas podem também se aplicar para quem já está aposentado e, não estando satisfeito, quer reorientar a sua vida.

Constatação

Apesar de a aposentadoria ser um prêmio para quem trabalhou durante tanto tempo, preocupa a constatação de que muito trabalhador, no Brasil e pelo mundo afora, ao se aposentar acaba se frustrando com a chegada dessa etapa da vida, não encontra sentido para os seus dias sem a rotina do trabalho, fica insatisfeito, triste, infeliz, o que acaba levando-o ao adoecimento, às dependências e pode mesmo precipitar a ocorrência da sua morte, conforme demonstram pesquisas realizadas no Brasil e em outros países.

Mas, por que isso acontece? Porque essas pessoas não se prepararam para enfrentar essa grande mudança em suas vidas, deixar a rotina do trabalho e ter as horas, os dias e todo o tempo livre! Tal constatação não deixa de ser um paradoxo no mundo dos humanos, mas é isso mesmo que acontece com um número significativo de aposentados. Não saber o que fazer com o prêmio da aposentadoria é muito mais comum do que você pode imaginar!

Sem dúvida, afastar-se do trabalho e romper a convivência com colegas após muitos anos de trabalho rotineiro representa uma impactante transição de vida, uma grande mudança e, consequentemente, um enorme desafio para muitos que viveram significativa parte da vida vinculada a um ambiente de trabalho no qual estabeleceu fortes vínculos (emocionais, de amizade, de realização etc.) e com o qual tem associado a sua imagem e a sua própria identidade. Como sabemos, é comum os trabalhadores serem chamados pelo seu nome (ou sobrenome) adicionado ao nome da organização para a qual trabalha (ou atuou por muito tempo). Desse modo, se a pessoa não estiver preparada, ela estará incorrendo em elevado risco de infelicidade e adoecimentos de toda a natureza para a sua vida de aposentado.

No filme As Confissões de Schmidt, tendo Jack Nicholson como personagem principal, no papel de um executivo recém aposentado, está retratada com bastante propriedade uma situação de despreparo para a aposentadoria. O filme, lançado em 2003, traz interessantes insights e pode despertar para aspectos da vida cotidiana que, se observados e cuidados a tempo, com a maior anterioridade possível, podem contribuir para que a etapa da aposentadoria seja muito mais venturosa.

Com isso, quero enfatizar a necessidade de que o futuro aposentado se dedique ao processo de preparação e, por conseguinte, estruture o seu projeto individual de vida para efetivamente desfrutar a jornada da aposentadoria. E essa preparação será, muito provavelmente, a mais importante capacitação que a pessoa terá feito em toda a sua jornada de vida. Até porque, cabe enfatizar que o tempo de desfrute da aposentadoria é cada vez mais longo, em face do aumento da longevidade e expectativa de vida que se registram crescentemente pelos quatro cantos do mundo.

Defendo ainda que essa preparação reforce a atitude do aposentando, o seu comando mental, para que esteja convicto da sua opção pela aposentadoria e não vacile diante de certo estigma ainda existente na sociedade, de se olhar aposentado como alguém que deixa de ser útil, de se associar aposentadoria com velhice e doença etc. Como está evidente, jogo no time dos que consideram que ser idoso é uma virtude. Se a pessoa não se rotular como “velha” (no conceito de ultrapassada e inservível), a sua vivência e idade avançada têm que ser exaltadas e utilizadas a seu favor, com discernimento, inteligência e sabedoria, que lhe permitirão aproveitar bastante cada momento e enxergar com lentes mais precisas o que as pessoas mais jovens, que estão na luta e correria diárias, não se apercebem.

A quem se destina mais diretamente este texto?

Esta abordagem sobre planejamento de vida, com ênfase na preparação para a aposentadoria, ou também denominada de planejamento do pós-carreira, é destinada a todas as pessoas que: 1) Já adquiriram o direito à aposentadoria, mas continuam trabalhando (na ativa); 2) Estão aposentadas, mas não estão satisfeitas (não encontram sentido) nessa fase da vida, com sérios riscos à saúde e à sua qualidade de vida; 3) São legalmente aposentadas, mas se encontram trabalhando regularmente (situação bastante comum no serviço público) e têm pela frente que vivenciar em definitivo a fase do pós-emprego; e 4) Estão próximas de adquirir o direito a aposentadoria, mas se sentem inseguras e com receios de enfrentar essa fase sem o trabalho regular, ou simplesmente querem fazer um adequado planejamento para essa nova etapa na vida.

O que considerar e como se preparar?

A preparação para a aposentadoria (PPA), que no dizer de Ricardo Moragas (livro APOSENTADORIA – Uma oportunidade de vida, Ed. Paulinas) “é um processo de formação e informação”, requer do aposentando parar para refletir, planejar e tomar decisões que assegurem as condições básicas e principais para uma aposentadoria feliz. Essa preparação deve resultar na elaboração do seu projeto de vida e precisa levar em conta diversos e importantes aspectos, entre os quais recomendo:

Autoconhecimento e espiritualidade – Nesse contexto, será fundamental definir o seu propósito de vida a partir de agora (a missão), ter em mente sonhos e objetivos etc. Considero este o ponto mais importante!

Relacionamento familiar e social (com o cônjuge, com demais familiares, com amigos, descoberta de novos amigos para socialização, intercâmbio de conhecimentos e experiências, oportunidades de novas ocupações etc.) – Conflitos familiares e isolamento social são muito mais graves na aposentadoria. Esteja consciente a esse respeito!

Planejamento financeiro (finanças pessoais) – Por si só não assegura felicidade, mas sem o equilíbrio financeiro a aposentadoria feliz estará comprometida. A propósito, recente pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), divulgada na matéria “Maioria dos brasileiros não se prepara para a aposentadoria”, no portal EXAME.com, em 6 de abril deste ano, informa que cerca de 58% dos brasileiros não se preparam para se aposentar, resultando em complicações financeiras nessa etapa da vida.

Saúde e qualidade de vida – Um tesouro a ser cuidado com todo carinho, cada vez mais!

Outra atuação profissional (segunda carreira) – Um caminho de realização e felicidade que é seguido por muito aposentado, numa tendência mundial crescente, em razão do aumento da longevidade.

Tornar-se empreendedor – Sempre uma possibilidade tentadora, mas que merece ser avaliada com muito critério por conta dos riscos envolvidos.

Transmissão de conhecimentos e experiência (ensino, palestras, consultoria, coaching…) – Uma alternativa enobrecedora e que leva realização para um bom contingente de aposentados, principalmente para quem exercia atividades de natureza intelectual ou que requeriam grande especialização.

Adquirir novos conhecimentos, habilidades etc. – Desenvolver-se em área de interesse e que dá prazer gera felicidade, segundo a psicóloga e pesquisadora Angelita Scardua (vide http://obemviver.blog.br/2015/04/14/o-gosto-pela-aprendizagem-como-fator-de-felicidade-confiram/). Além do mais, fazem muito bem para o corpo e a mente.

Voluntariado – O homem mostrando-se virtuoso e se tornando essencialmente melhor. Com certeza você se sentirá bem e evoluirá ao participar de atividades para ajudar pessoas, em especial aquelas com alguma necessidade ou em situação de risco, ou para o cuidado de animais ou a proteção da natureza, para ações educativas em geral, para proporcionar momentos de alegria para doentes e idosos, entre muitas outras possibilidades de atuação voluntária.

Existem basicamente três formatos de PPA como opções para o aposentando:

– Promovida, organizada e custeada pela empresa/instituição empregadora (cursos com equipe própria ou por intermédio de profissionais contratados (in company);

– Realizada junto a instituições que oferecem esse tipo de capacitação no mercado (turmas abertas), de iniciativa do aposentando, podendo haver patrocínio financeiro total ou parcial pelo empregador;

– Mediante a contratação de profissional especializado para a capacitação individual (processo de coaching de aposentadoria), de iniciativa do aposentando.

Interessante registrar que, por conta das minhas interações sociais e, em especial, pela minha atuação como conselheiro em uma associação de aposentados, no Distrito Federal, observo vários aposentados que demonstram estar bem, satisfeitos com a vida e desempenhando ocupações diversas, das quais se destacam: segunda carreira; ensino, consultoria e assessoria; ações voluntárias de diferentes naturezas; atuação intelectual (literatura, criação e manutenção de blogs e sites, participação em grupos de discussões etc.) e aquisição de novos conhecimentos e habilidades.

Pelo que tenho percebido, esses aposentados bem sucedidos preservam parte da agenda diária para a família, relaxamento e lazer, até para não perderem de vista sua condição de aposentado. A exceção, por óbvio, fica por conta daqueles que optam pela segunda carreira profissional, que normalmente exige dedicação integral.

Quem deve oferecer a preparação para a aposentadoria?

Prover a preparação para a aposentadoria, além do natural interesse de muitos trabalhadores que vão adquirir direito à aposentadoria, deve ser interesse da empresa/instituição empregadora. Justifico essa assertiva com vários porquês: está prevista na Política Nacional do Idoso (Leis 8.842/1994 e 10.741/2003); é questão de responsabilidade social com os seus empregados e familiares; é questão de senso ético (é entendido como bom para as pessoas); é economicamente vantajoso pela relação custo do programa versus redução com gastos futuros com planos de saúde; é baixo o valor a ser despendido com o programa; melhora a simpatia dos empregados pela organização; fortalece a imagem institucional; aumenta o êxito na preparação de sucessores e na gestão do conhecimento (capital intelectual).

Mas, considerando a nossa realidade brasileira, a PPA deve ser de interesse permanente das associações de empregados e dos sindicatos, além das instituições mantenedoras de fundos de previdência fechada e das administradoras de planos de saúde, especialmente as de autogestão. E sendo um pouquinho rigoroso, deveria ser primariamente de responsabilidade do Poder Executivo Federal, como formulador de políticas públicas, no papel de indutor de programas de preparação para a aposentadoria, com mecanismos que abrangessem todos os poderes públicos e esferas de governo, assim como o setor privado.

Arrematando, por tudo o que foi dito anteriormente, assumir a aposentadoria de forma abrupta e sem a devida preparação é assumir elevados riscos que podem comprometer a qualidade de vida do aposentado, trazendo adoecimentos e infelicidade nessa etapa da vida tão importante, que é a da aposentadoria. Segundo pesquisas internacionais, mencionadas na matéria “Aposentar-se? Só na hora certa”, publicada na Revista Veja e replicada no site ‘methodus.com.br’, há comprovadas correlações entre riscos de morte e aposentadoria precoce e/ou sem planejamento.

Uma mensagem final

A perspectiva da aposentadoria é momento único para reflexões, para pensar em si, para se descobrir. Aquele que se preparar e assumir novos significados e propósitos para a vida terá muito mais chances de ser feliz nessa jornada que se inicia, na qual ilimitadas possibilidades o esperam – e por tempo cada vez maior. Então, entre em ação já: mãos à obra para ter o seu plano de vida, cuide de executar as etapas planejadas e, com isso, não dê chance para o “azar”!

*José Clovis B. Dattoli – Palestrante e Personal & Professional Coach, com ênfase nas áreas de planejamento de vida e carreira, liderança e preparação para a aposentadoria. É aposentado do Banco Central do Brasil (BC), tendo acumulado vasta experiência em cargos estratégicos no BC e em outras  organizações públicas e privadas. Atualmente preside o Conselho de Administração da Associação. Brasiliense de Aposentados do BC (Abace). “

A vida depois da aposentadoria (parte 2)

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A vida depois da aposentadoria (parte 2)

Como os servidores da UFG têm levado a vida na aposentadoria? O bem-estar na terceira idade pode ser vivenciado em diferentes modos de vida

A música que faz bem

Professor Maurício Vasconcelos

“Este aqui é o meu mundo”. Maurício Vasconcelos, ao se referir à sua sala onde coleciona discos

O professor aposentado do Instituto de Física (IF), Maurício Vasconcelos, acredita que, pelo ritmo de trabalho do sistema capitalista, algumas pessoas não se educam para a aposentadoria. Para ele, esta educação poderia ser feita por meio de atividades paralelas ao trabalho, como colecionar discos. Ele conta que sente falta de dar aulas na UFG. A falta sentida depois de alguns anos fora da sala de aula, após a aposentadoria, o levou a retornar ao meio acadêmico, como professor substituto e diretor do Câmpus de Porto Nacional da Universidade Federal do Tocantins. Por fim, resolveu se dedicar à sua coleção de discos de vinil e CDs.

Maurício Vasconcelos, que se aposentou em 1995, é fã de música. Em sua casa, ele fez uma sala só para seus discos, o professor brinca que é sua “sala de autismo”, e faz questão de reforçar: “Este aqui é o meu mundo!”. A sala é especialmente equipada com uma vitrola e um CD player ligados a caixas de som antigas que já tiveram que passar por alguns consertos por serem sempre utilizadas.

Ele ainda mantém laços com a UFG. Quando pode, visita a universidade para encontrar amigos e ex-alunos, entre seus ex-alunos está o atual reitor, Edward Madureira Brasil.

Rompendo os muros

Professora Ana Lúcia da Silva

“Depois que me aposentei, o que mudou foi que deixei de dar aulas dentro dos muros da universidade”. Ana Lúcia continua engajada na luta por uma educação melhor

Entre livros doados, que formam uma biblioteca farta em obras de literatura infantil, do Centro Cultural Eldorado dos Carajás, em Goiânia, a professora Ana Lúcia da Silva contou ao Jornal UFG histórias de quando lecionava no curso de História do antigo Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL).

Foi com o trabalho voluntário no Centro Cultural que Ana Lúcia da Silva aproveitou sua aposentadoria, concedida em 1994, para desenvolver projetos culturais em Goiânia. Sempre militante, a professora aposentada da Faculdade de História continuou ensinando jovens e adolescentes, reunindo esforços para que o Centro cresça e atenda mais jovens. “Depois que me aposentei o que mudou foi que deixei de dar aulas dentro dos muros da universidade”, afirma.

As atividades como coordenadora do Centro Cultural tomam o tempo da professora, que se mostra feliz em ver os jovens, principalmente alunos de escolas públicas de Goiânia, visitando o espaço e participando de atividades, como cursos e palestras. Segundo ela, “é por meio da cultura que podemos chegar a estes jovens”.

FONTE: Texto: Luiza Mylena | Foto: Evandro Novaes e Sílvio Simões  https://jornalufgonline.ufg.br/n/49648-a-vida-depois-da-aposentadoria

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A vida depois da aposentadoria (parte1)

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A vida depois da aposentadoria (parte 1)

Como os servidores da UFG têm levado a vida na aposentadoria? O bem-estar na terceira idade pode ser vivenciado em diferentes modos de vida

A aposentadoria pode ser vivenciada de diferentes formas pelos trabalhadores, para alguns pode ser o fim de uma vida de dedicação, para outros o início de uma nova fase ou a continuidade no trabalho. O certo é que, por decreto, a pessoa está aposentada do dia para a noite, mas não se sente aposentada na mesma velocidade, uma vez que é necessário se acostumar com novos hábitos, lugares e novas rotinas.

Na UFG, é frequente a permanência do vínculo entre servidores aposentados e a universidade. Alguns continuam trabalhando, já outros fazem visitas para sanar a saudade dos departamentos e das pessoas com quem trabalharam durante anos. Fomos atrás desses aposentados e encontramos quatro deles que estão levando a vida de diferentes maneiras, mas que têm em comum a satisfação por continuar trabalhando.

Estes aposentados têm em comum mais que a instituição onde trabalharam. Mostram que o emprego vai além do trabalho remunerado e que é possível conciliar uma atividade regular com uma paixão pessoal. Para eles, os períodos de trabalho e da aposentadoria não se dividem e são vivenciados com satisfação.

O prazer em trabalhar

Professor José Ângelo Rizzo

“O meu hobby é trabalhar, é um prazer muito grande”. José Ângelo Rizzo, o professor trabalha na UFG desde sua fundação

A história do biólogo e professor José Ângelo Rizzo se mistura com a história da UFG. Ele foi um dos pioneiros na fundação do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), participou da criação do Bosque August Saint-Hilaire, no Câmpus Samambaia, entre outros inúmeros feitos. Atualmente, é diretor do Herbário – Unidade de Conservação, ligado ao ICB, onde foi feito o levantamento da flora dos estados de Goiás e Tocantins.

São 53 anos de trabalho na universidade que lhe conferiram o título de Professor Emérito, a medália Anhanguera Cidadão Goiano, além de outros prêmios e homenagens, que enfeitam sua sala repleta de livros técnicos escritos por ele. A homenagem mais recente foi recebida durante o Festival Internacional de Cinema Ambiental (FICA 2013), na cidade de Goiás, sua terra natal, em julho deste ano.

O professor conta que não houve mudanças quando ele se aposentou, continuou trabalhando como se não tivesse passado pelo ato administrativo. Sua aposentadoria foi compulsória, isto é, quando o servidor público é obrigado a se aposentar por ter alcançado a idade máxima para trabalhar. Mas nem a aposentadoria compulsória, decretada em 2000, interrompeu as atividades do docente, que continua trabalhando 12 anos após se tornar oficialmente aposentado.

Ele diz que não houve um intervalo entre a aposentadoria e o trabalho: “Eu não tive um hiato, eu vim trabalhar no outro dia como se não tivesse me aposentado”. Toda esta dedicação se explica pela paixão à Botânica. “O meu hobby é trabalhar”, afirma.

Telas terapêuticas

Tecnico Maria Ferreira

“A pintura é meu remédio mais barato”. Maria Ferreira encontrou nas aulas de pintura novas amizades e desafios para superar

Várias telas enfeitam a casa de Maria Ferreira. São pinturas de diferentes temas feitas por ela. A servidora técnico-administrativa da Faculdade de Odontologia (FO) poderia ter se aposentado há dez anos, mas continua trabalhando por gostar de suas atividades e das pessoas que a rodeiam na faculdade. Atualmente, ela trabalha na coordenação de estágio e tem contato direto com os alunos, que manifestam grande apreço por ela.

Maria Ferreira encontrou na prática da pintura, uma maneira de relaxar e de se preparar para a aposentadoria. Ela começou a fazer aulas de pintura há seis anos, em uma das atividades oferecidas aos trabalhadores técnico-administrativos pelo Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior (Sint-Ifes). “Costumo dizer que a pintura é meu remédio mais barato”, diz animada.

A servidora também se interessou pelos aspectos que influenciam as pessoas na hora de se aposentar e produziu sua dissertação de mestrado intitulada A aposentadoria dos servidores técnico-administrativos na Universidade Federal de Goiás-Goiânia: prováveis motivos para o adiamento, que está disponível no Jornal UFG On-line (link abaixo). Na dissertação, defendida em 2012, ela investigou os motivos pelos quais os servidores da UFG não se aposentam quando atingem o tempo necessário. As observações e reflexões no período de eminência da sua aposentadoria motivaram o estudo.

Por meio de gráficos e tabelas, ela identificou, entre outros fatores, os motivos pelos quais o trabalhador pode adiar a aposentadoria, o processo de preparação para se aposentar e os impactos que a aposentadoria pode trazer para o trabalhador. “As pessoas não se preparam bem para a aposentadoria”, explica.

FONTE: Texto: Luiza Mylena | Foto: Evandro Novaes e Sílvio Simões  https://jornalufgonline.ufg.br/n/49648-a-vida-depois-da-aposentadoria

 

 

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Vida Social Ativa melhora a Qualidade de Vida após a Aposentadoria

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Vida Social Ativa melhora a Qualidade de Vida após a Aposentadoria

Manter a vida social ativa é o que mais deve ser levado em consideração para continuar vivendo na boa na aposentadoria.

Ao chegar à aposentadoria, mais importante do que ter recursos financeiros para aproveitar a melhor fase da vida, é mudar a rotina e as atividades para construir um novo círculo de amigos e novos hábitos sociais. Manter a vida social ativa é o que mais deve ser levado em consideração para continuar vivendo na boa.

A maioria das pessoas acredita que o planejamento da aposentadoria se limita ao aspecto financeiro. E passa anos planejando, executando e acompanhando seus investimentos, confiante de que está preparada para a vida pós-aposentadoria.

Dinheiro não é tudo, qualidade de vida sim.

Tão ou mais importante do que assegurar recursos financeiros, é se preparar para viver uma vida ativa e produtiva nos anos que virão. E esse processo deve começar muito antes do momento de parar de trabalhar porque a realidade da aposentadoria costuma ser muito diferente do que se imagina.

Muita gente acredita que, tendo juntado o suficiente para garantir uma aposentadoria tranquila, basta parar de trabalhar e começar a aproveitar a vida. Mas as pessoas subestimam o papel que o trabalho representa em suas vidas. Através do trabalho as pessoas estruturam seu tempo e desenvolvem o sentimento de fazer parte de um grupo e de compartilhar um objetivo em comum.

Não há nada de errado em querer aproveitar o tempo para descansar ou viajar, mas a novidade desse estilo de vida se desgasta rapidamente. Planeje descansar por um período – afinal, você merece se dar um tempo depois de anos de trabalho. Mas, depois disso, encontre formas de se sentir produtivo.

Encontre novas atividades, faça mais passeios, viagens, monte grupos de pessoas que também estão aposentados, enfim são inúmeras opções para aproveitar a aposentaria e manter uma vida social ativa.

Novos horizontes para a sua vida 

O trabalho depois de aposentado pode tomar várias formas. Você pode continuar trabalhando para a mesma empresa, em meio-período ou como consultor. Ou se oferecer como voluntário em projetos sociais da comunidade. Você pode ainda voltar a estudar ou usar seu conhecimento para ensinar.

Nossa vida é feita de rotinas e rituais e eles fazem parte de quem somos. Todo mundo precisa de estrutura em sua vida, mesmo quem não trabalha. Adote um horário para acordar e para as principais refeições. Mantenha ativos seus vínculos sociais. Continue a praticar esportes, ir ao cinema, ao shopping ou a jogos de futebol, como fazia antes. Não há motivo para abandonar o que lhe dava prazer, só porque deixou de trabalhar. 

Se seu círculo de amizades girava em torno do escritório, está na hora de criar novos amigos. Junte-se a grupos que desenvolvam uma atividade de seu interesse. Inscreva-se em cursos – você vai aprender coisas novas ao mesmo tempo em que faz novos amigos. E aproveite para conviver com seus familiares.

Com tudo isso é bem provável que você descubra que a aposentadoria é muito mais interessante do que você imaginava.

Fonte: http://www.vivernaboa.com.br/amores/vida-social-ativa-melhora-a-qualidade-de-vida-apos-aposentadoria/

 

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