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Aposentadoria já era!

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Aposentadoria já era! 

Aposentadoria já era! Com mais expectativa de vida e disposição, seguir trabalhando na terceira (ou quarta?) idade é a nova realidade. –Aposentadoria já era! Agora é Nova Velhice

Aposentadoria já era! Foto: Shutterstock

O conceito de aposentadoria vem mudando ao longo dos anos e é importante estarmos preparados, em todo os sentidos, para encarar esse momento. Você já parou para definir aposentadoria? Como acredita que será este período de sua vida?

Sabe aquela cena de anúncio publicitário em que a pessoa aposentada está na praia ou numa casa de campo com as pernas para o ar? Pois saiba que isso vem se tornando mais raro.

Na prática, quem se aposenta não puxa uma cadeira de balanço e passa a descansar pelo restante da vida. Trata-se de um dos mais importantes mitos quando o assunto é velhice.

O que acontece (e digo isso por experiência na família e relatos de leitores) é exatamente o contrário: em vez de ficarem completamente inertes, os idosos resolvem abrir um negócio, montar roteiros de viagem e até retornar ao antigo emprego em jornadas reduzidas.

Todo esse cenário que se desenha é o que especialistas em longevidade, do Brasil e do mundo, chamam de “New Old Age” (no português, “Nova Idade Idosa” ou “Nova Velhice”).

Referência nos estudos sobre o assunto, o médico Alexandre Kalache diz que autonomia e independência são dois dos principais investimentos que podem ser feitos para viver bem durante a terceira idade (ou quarta idade, como alguns já vêm chamando essa fase).

Já para Chris Farrell, editor-colaborador da Bloomberg BusinessWeek, a melhor aplicação com foco na aposentadoria não é nem investir em ações, nem em outros ativos financeiros. Ele defende, em seu mais recente livro “Unretirement” (Editora Bloomsburry) que desenvolver novas habilidades que servirão para garantir uma renda extra pode oferecer um retorno melhor.

Em entrevista à Reuters (leia a íntegra aqui), Farrell destaca que a “não aposentadoria” (possível tradução para unretirement) significa o impacto financeiro de se trabalhar mais.

“Se você pode continuar trabalhando com bem mais de 60 anos mesmo ganhando uma renda menor com um trabalho de meio período, você conseguirá mais no período de um ano do que ganharia com a previdência. Isso muda o quadro final – e não só a renda. Você não precisa usar seu pé-de-meia durante esses anos e poderá aumentá-lo”, explica na entrevista.

Aposentadoria flexível

Em pesquisa divulgada recentemente, a seguradora Aegon tentou traçar “a nova cara da aposentadoria” a partir de entrevistas feitas com 16 mil pessoas – assalariados e aposentados – em 15 países, entre eles, o Brasil.

O trabalho é extenso, mas um dos pontos que chama a atenção é a tal da “aposentadoria flexível”, também chamada de “aposentadoria progressiva”. Trocando em miúdos, envelhecer deixou de ser um momento de dependência financeira (de filhos, por exemplo) para ser uma fase ativa, produtiva e com novas possibilidades.

Para se ter uma ideia, menos de um terço (32%) dos empregados atuais pensa em parar de trabalhar totalmente quando chegar a época da aposentadoria. Outros 29% dizem que mudarão a forma de trabalhar, por exemplo, cumprindo uma jornada de meio período.

Entre os motivos alegados para permanecer na ativa, estão afirmações como:

  • “Eu gostava do meu trabalho/carreira” (50%);
  • “Queria me manter ativo/manter meu cérebro alerta” (45%);
  • “INSS/benefícios do governo menores do que o esperado” (24%);
  • “Renda na aposentadoria menor do que a esperada” (14%);
  • “Não economizei o suficiente de forma consistente” (10%).

Conclusão

Com o aumento da expectativa do brasileiro, quem quiser garantir uma aposentadoria saudável precisa se preparar o mais cedo possível. Planejamento é palavra-chave, mas não só na teoria. É fundamental estabelecer metas realistas, com prazos definidos e que sejam visíveis e possam ser relembrados por sua mente a todo instante. Agora é com você!

FONTE: Danylo Martins -http://dinheirama.com/blog/2014/09/15/aposentadoria-ja-era-agora-nova-velhice/

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Aposentadoria deve ser vista como oportunidade para novos objetivos e projetos (parte 2)

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Aposentadoria deve ser vista como oportunidade para novos objetivos e projetos  (parte 2)

Especialistas garantem que, nessa transição pessoal, é importante que o indivíduo se prepare e procure interesses que gerem estímulo. “Pode fazer um novo curso, aprender uma nova língua, abrir um negócio próprio, viajar. Enfim, ter um foco de interesse que dê a ele estímulo. A pessoa não pode encarar a aposentadoria como alguém que parou e não tem mais o que fazer”, afirma a geriatra Cláudia Cassiquinho Vieira de Souza. Segundo ela, caso a pessoa não se prepare ela pode sentir mais essa perda e acaba tendo o risco de se isolar e com isso ficar deprimida.

Segundo a geriatra Cláudia Cassiquinho, fazer atividades físicas é uma das coisas fundamentais para viver bem

Geriatra Claudia Cassiquinho

Para não cair no comodismo, é interessante que o aposentado faça atividades que mantenham corpo e mente em ação. “Fazer atividades físicas é uma das coisas fundamentais para viver bem. É interessante também que a pessoa tenha espiritualidade, pois ela fortalece e dá sentido à vida”, diz. Cláudia afirma que ter uma aposentadoria tranquila requer um estilo de vida já trabalhado antes de essa fase começar. “Para envelhecer bem, a pessoa tem que viver bem desde antes. Não adianta ter uma vida inteira estressante, não cultivar o afeto com familiares e amigos e de repente envelhecer e querer tudo isso. Quem baseia muito sua vida em torno das relações de poder tem uma perda muito maior nesse momento, pois vai sentir muito mais e ficar mais passível de sofrer.”

Para Carlos Caetano, foi difícil se adaptar à nova fase da vida. Hoje, ele tem uma marcenaria como hobby

Carlos Caetano

ADAPTAÇÃO
Carlos Caetano, de 54, se aposentou há um ano e três meses, depois de 35 trabalhando como técnico de logística. Ele afirma que tinha outros projetos pessoais para desempenhar e que por isso se aposentar não foi uma dificuldade. Ainda assim, no início foi um pouco difícil. “A gente sente saudades da rotina, das pessoas, aquela coisa de levantar cedo e sair para trabalhar. Para mim não foi doloroso, mas no primeiro mês foi mais difícil pela questão de readaptação.”No primeiro momento, Carlos tentou colocar a vida em ordem, viajar e descansar um pouco. “Organizei algumas coisas na minha vida e resolvi pendências financeiras. Antes, andava com a rotina meio tumultuada por causa do trabalho”, lembra. Passado esse período, Carlos começou a pôr em prática seus objetivos pessoais. “Gosto muito de decoração, e com minha mulher, comecei a trabalhar com decoração de festas infantis”, conta.
Além disso, um dos hobbies do aposentado é a marcenaria. “Antes de me aposentar, fui comprando alguns equipamentos e montei uma minioficina na minha casa. Faço os móveis para decoração de festas, como caixa para arranjo de flores, decoração de mesa, pequenos armários, banquinhos. Faço também carrinhos e outras pequenas coisas. Não é uma fonte de renda, é mais um hobby mesmo”, diz. Carlos trabalha em outro local como professor de português e literatura e, neste sim, ele não vê a hora de se aposentar. “Estou começando a desanimar mesmo”, afirma.

Segundo a psicóloga especialista em gerontologia e professora da PUC Minas Ana Cristina Pegoraro de Freitas, para ter uma aposentadoria tranquila é necessário que o indivíduo tenha um propósito de vida. “Temos em nossa sociedade esse paradigma de que aposentou, tornou-se velho. Mas o que vejo que muda é que as pessoas hoje estão buscando muitas coisas novas. São pessoas que se sentem bem cognitiva e fisicamente e os que não continuaram em trabalhos formais, estão em cooperativas, organizações não governamentais ou em atividades em casa.”

Para ela, não existe idade para testar novas coisas e viver diferentes experiências. “Projeto de vida é coisa de gente viva. Em qualquer idade você pode começar ou recomeçar algo que parou. Tem que trabalhar em prol da saúde psíquica. Dar sentido à vida é tudo e cada um tem uma maneira”, destaca.

DICAS PARA TER UMA APOSENTADORIA TRANQUILA

» Fazer parte de grupos de convivência e ter hábitos de relacionamento
» Fazer novas amizades
» Estar aberto para novos aprendizados
» Criar projetos de vida
» Ter boa alimentação
» Praticar exercícios físicos
» Ter espiritualidade é bem importante, pois a pessoa passa a ter mais consciência da vida
» Ter bom relacionamento com a família
» Planejar-se financeiramente

FONTE:http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2013/05/26/noticia_saudeplena,143505/aposentadoria-deve-ser-vista-como-oportunidade-para-novos-objetivos-e.shtml
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Aposentadoria deve ser vista como oportunidade para novos objetivos e projetos (parte1)

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Aposentadoria deve ser vista como oportunidade para novos objetivos e projetos  (parte1)

Depois de tanta experiência, é chegada a hora que para muitos é um alívio, mas para outros representa uma angústia.

“Formato trabalhos acadêmicos, faço busca de artigos científicos por assunto, atualizo currículo lates” – Sônia Maria Penido, bibliotecária
Sonia Maria

Eles trabalharam a vida toda. Muitos começaram ainda novos, até adolescentes, e se acostumaram com uma rotina corrida, carregando a necessidade de se destacar profissionalmente, conseguir sustentar a família ou realizar sonhos. Muitas vezes passaram por momentos desgastantes nessa trajetória no mercado de trabalho, chegaram a pensar em desistir, mas prosseguiram. Depois de tanta experiência, é chegada a hora que para muitos é um alívio, mas para outros representa uma angústia: a aposentadoria. Acostumados com a correria do dia a dia e se vendo sem aquilo que fez parte de suas vidas por anos, muitos se perguntam: “O que vou fazer a partir de agora”?

Foi isso que a bibliotecária Sônia Maria Penido de Freitas, de 67 anos, enfrentou em 1998, quando chegou a hora de se aposentar. Relutante em parar de trabalhar, ela continuou na empresa por mais 15 anos e em fevereiro percebeu que já era hora de descansar. “Quando me aposentei eu era muito nova, tinha 52 anos. Então, por que iria parar se lá na escola eles precisavam do meu trabalho? E continuei, pois estava bem de saúde, gostava muito do que fazia. Mas agora estava me sentindo cansada e percebi que aí, sim, era hora de parar”, diz.

Mas o tempo, agora mais amplo, passou a ser ocupado por uma das suas paixões: a leitura. Sônia afirma que tem lido pelo menos um livro por mês e atualmente lê o clássico Grande sertão: veredas, do escritor João Guimarães Rosa. “Sou apaixonada pelo trabalho dele e esse, que é considerado o mais importante de sua carreira, eu ainda não havia lido. Estou adorando”, conta.

O compromisso com um emprego formal Sônia não tem mais, mas agora ela pode desempenhar muitas outras atividades, como pilates, caminhada e ir mais ao cinema. Além disso, ela normatiza trabalhos acadêmicos, entre outras atividades relacionadas à sua antiga profissão. “Formato trabalhos acadêmicos, faço busca de artigos científicos por assunto, atualizo currículo lates. Isso é para eu não ficar totalmente parada e ter uma melhoria na renda. Mas faço o meu horário. Quando estou apertada dou um tempo, pois monto um esquema para cuidar de mim”, diz.

Para Sônia, antes de se aposentar a pessoa deve se planejar para esse momento, pensando em outras atividades para começar a desempenhar e não ficar no ócio. “A pessoa tem que se preparar para isso. Pois antes de parar totalmente eu tinha me planejado. Ela deve ver o que pode fazer depois, mesmo que seja algo diferente do que ela tem costume, como fazer flores, bombons ou outra coisa com a qual se identifique”, pontua.

Atividades prazerosas – Especialistas recomendam aos aposentados buscar interesses que os façam se sentir vivos e estimulados a prosseguir
Para a psicóloga especialista em gerontologia e professora da PUC Minas Ana Cristina Pegoraro de Freitas, todo ser humano é passível de se ajustar a novos hábitos, ou seja, a aposentadoria não significa um ponto final, mas sim uma nova fase em que a pessoa poderá realizar outros objetivos. “As pessoas podem se adaptar às mudanças, continuando ativas dentro do que é possível. Ao mesmo tempo que existem perdas, existem ganhos e isso faz com que a gente acredite que as pessoas possam continuar a viver com qualidade, mesmo depois de terem se aposentado”, explica.
Mário Pinho da Silva não via a hora de sair do mercado de trabalho para ter uma rotina mais tranquila
 Mario Pinho

Para o ex-atendente de almoxarifado Mário Pinho da Silva, de 58 anos, que se aposentou há um ano, parar de trabalhar não foi um problema. Após 39 anos de muito trabalho, sendo os últimos 20 dedicados a apenas uma empresa, ele não via a hora de se aposentar. Cansado de se dedicar tanto ao mercado de trabalho, ele queria descansar a mente e o corpo e correr atrás de uma tranquilidade que por muitos anos teve em pouca quantidade. “Estava ansioso para chegar a hora. Não achei tão estranha a mudança de rotina, pois estava cansado de trabalhar todos os dias”, conta.

Mário afirma que, depois de se desligar da empresa, passou a focar em si e em casa. A rotina dele? Ajudar a mulher nas tarefas domésticas, cuidar de um terreno que tem e tentar não se preocupar com nada. “Gosto também de assistir a jogos de futebol”, diz Mário, que torce para o Cruzeiro. Nos primeiros meses ele não chegou a sentir falta da rotina, mas demorou um pouco para se acostumar com a nova vida, pois não precisava mais se preocupar com serviço. “Minha rotina agora é ficar tranquilo. Não quero mais trabalhar fora, faço alguns serviços para mim mesmo e às vezes vou para o meu terreno, capino, descanso por lá.”

O aposentado acredita que para tudo na vida há um tempo certo, tanto para trabalhar quanto para descansar, para que, com isso, a pessoa passe a pensar mais em si e desempenhar outras atividades que a façam feliz sem depender de um emprego. Para ele, é necessário que ocorra uma rotatividade no mercado de trabalho. “Acho que quando chega a hora de se aposentar tem que dar lugar para quem precisa, como muitos jovens que estão aí desempregados. Quando parar, o aposentado tem que começar a fazer algo para se satisfazer.”

FONTE:http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2013/05/26/noticia_saudeplena,143505/aposentadoria-deve-ser-vista-como-oportunidade-para-novos-objetivos-e.shtml

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Quatro histórias de quem mudou a vida depois da aposentadoria (parte 2)

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Quatro histórias de quem mudou a vida depois da aposentadoria (parte 2)

História 3 – Aos 53 anos, estudante vira referência na turma de intercâmbio
Faculdade é realidade também para quem já passou dos 50

Yamara Maria Rech Eichner decidiu abrir sua própria empresa depois que se aposentou

“Quem decide agora, sou eu”

Durante 25 anos, Yamara Maria Rech Eichner esteve envolvida com a indústria da borracha e do plástico. Aos 53 anos, quando se aposentou, resolveu que não podia ficar em casa sem criar algo. Investiu no novo e abriu uma empresa na área de bioquímica e biotecnologia. Em meio a jovens empreendedores, ela incubou a Naturoils para aprender, ter suporte e crescer inovando.

– Abrir minha própria empresa mudou a minha vida. Posso direcioná-la para onde quiser, tenho consultores e aprendo com eles todos os dias. Agora, eu decido e não mais sigo decisões. A idade me trouxe paciência e experiência.

Diferente dos mais jovens, que, em geral, esperam resultados imediatos, Yamara sabe que cada passo é um momento diferente e que tudo tem seu próprio tempo para acontecer.

O tempo mudou pouco a rotina dela. O que ela mais tem hoje é justamente tempo.

– Continuo fazendo as mesmas atividades, mas posso me dedicar mais ao lazer, a minha família, à leitura e a minha empresa.

História 4- Trabalhar pelo outro

Há 18 anos Neuci Paixão, 70, dedica seu tempo ao trabalho voluntário

Neuci Paixão está aposentada há 18 anos. Hoje, aos 70, é voluntária no Instituto do Câncer Infantil. Quatro dias por semana são dedicados ao trabalho.

– Sempre gostei de colaborar com as pessoas. Isso me faz bem e me mantém feliz.

O trabalho é voluntário, mas não é leve ou fácil. Neuci carrega peso, atende familiares e cuida das crianças que estão num momento delicado da vida.

– Elas me ensinam muitas coisas. Sou uma pessoa melhor por poder cuidar dos pequenos. O trabalho voluntário ocupa minha cabeça, me mantém saudável. Não fico doente nunca. É um sonho poder ser tão ativa e realizada.

FONTE:http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vida/melhor-idade/noticia/2015/01/cinco-historias-de-quem-mudou-a-vida-depois-da-aposentadoria-4686771.html

 

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Quatro histórias de quem mudou a vida depois da aposentadoria (parte1)

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Quatro histórias de quem mudou a vida depois da aposentadoria (parte1)

Aprender um novo idioma, abrir uma empresa, fazer a primeira tatuagem podem, sim, fazer ser realizações da terceira idade.

Aposentadoria não é sinal de parar no tempo, ficar em casa ou qualquer coisa que sugira que a vida acabou. Pelo contrário. Especialistas afirmam que esse é o momento para cuidar mais de si mesmo e dos familiares. Trabalhar, estudar e realizar sonhos que antes que não puderam ser feitos antes é fundamental para a saúde e qualidade de vida da terceira idade.

Uma pesquisa realizada em 2013 pela Vagas Tecnologia, mostrou que 53% dos aposentados querem voltar à ativa, seja de forma remunerada ou voluntária. Para o IBGE, 27% dos brasileiros com mais de 60 anos ainda trabalhavam.

Manter a cabeça e o corpo ativo são os principais remédios para quem se aposentou, mas está longe de se sentir velho. No Dia do Aposentado, reunimos 4 histórias de quem se aposentou e mudou a vida depois da aposentadoria.

 História 1 – Trocar os móveis cerebrais

Aos 85 anos, Luis Angelo Giacobbo estudou inglês no Canadá e viveu em uma república com estudantes bem mais jovens

Ele lembra da Segunda Guerra Mundial como se tivesse acontecido na semana passada. Brinca com os netos, caminha todos os dias e, em 2014, foi intercambista de inglês. Luis Angelo Giacobbo se aposentou com 70 anos. Três meses depois sofreu um AVC e teve todo o lado esquerdo do corpo danificado. O susto fez ele entender que parar iria fazê-lo adoecer outras vezes e ele ainda não se sentia pronto para abandonar o desejo de viver.

O cérebro de Giacobbo funciona como uma casa, com móveis e dividido. É ele quem faz essa comparação e diz que, assim como mudamos as coisas de lugar para renovar o lar, ele está sempre aprendendo algo novo para fazer o cérebro funcionar melhor.

– Se eu ficasse parado no mesmo lugar, cercado apenas pela televisão, logo não conseguiria acompanhar nem as imagens do aparelho. Eu sairia fora do mundo. Tenho 85 anos e sou muito saudável. Eu procuro formar sempre novas conexões cerebrais para me afastar daquele “médico alemão”.

O alemão em questão é o Alzheimer. Os danos do AVC estão bem melhores, fruto da dedicação à fisioterapia e aos exercícios. Giacobbo lê sobre neurociência para entender como pode manter o cérebro ativo e estudar inglês foi uma das formas de garantir uma nova mudança nos seus móveis cerebrais.

Durante três meses, em 2014, estudou inglês com outros 400 alunos de todo o mundo em Vancouver, no Canadá. Viveu na república de uma família filipina que morada há 30 anos no país com outros cinco estudantes.

– Eu era o vovô da turma. Mas eu não estava lá para contar coisas do passado. Quem vive do passado é velho e eu sou como eles, jovens que olham sempre para frente.

No meio de árabes, libaneses, neozeolandeses, brasileiros e estudantes de diferentes países, aprendeu inglês discutindo, em sala de aula, a cultura de cada um.

– Estudar um novo idioma sempre foi um sonho. Acredito que ficamos velhos quando pensamos em ficar velhos. Velhos não têm planos de vida e eu tenho e quero executá-los. Quando viajamos nessa idade mais avançada o certo não é ensinar ou criticar outras culturas, mas aproveitar tudo de novo que teremos contato.

 História 2 – Coragem

Símbolo do seu signo e da coragem que achou que não tinha é o significado da tatuagem que Miryam Hahn fez depois que se curou de um câncer de mama

Miryam Hahn, 67 anos, se aposentou e descobriu um câncer na mama. Quando jovem dizia que silicone e tatuagem era coisa de gente corajosa. Depois que retirou o seio e colocou silicone, prometeu que iria tatuar a pele, contradizendo aquilo que sempre dizia. Afinal, ela é uma mulher corajosa. Cheia de saúde, tatuou o símbolo do seu signo nas costas: câncer.

– Todo mundo adora o desenho. Tanto que me incentivaram a fazer mais. Tatuei na perna o nome do cachorrinho que foi meu grande amigo, Gig e agora vou fazer uma do filhote Luck. Os dois são muito importantes para mim. A aposentadoria pode ser, para muitas pessoas, sinônimo de desistência. Para mim, é de vontade de viver e aproveitar para realizar aquilo que não fizemos antes.

FONTE:http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vida/melhor-idade/noticia/2015/01/cinco-historias-de-quem-mudou-a-vida-depois-da-aposentadoria-4686771.html

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10 ideias equivocadas que você tem sobre a sua aposentadoria

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10 ideias equivocadas que você tem sobre a sua aposentadoria

aposentadopescando_coachingmais50.combr

Acreditar que depois de se aposentar é só curtir a vida e pescar é uma ideia ultrapassada. Algumas ideias que temos sobre a aposentadoria podem ter efeitos devastadores no longo prazo. Achar que os gastos diminuem, que a aposentadoria durará apenas 20 anos e que você vai pendurar as chuteiras aos 65 podem tornar seu planejamento financeiro um verdadeiro desastre.

Apesar de esses conceitos serem bastante projetados e formarem uma espécie de senso comum sobre a aposentadoria, a realidade tem mostrado que eles não têm se aplicado na prática em muitos casos. Mais do que escolher os investimentos que te garantirão uma vida tranquila lá na frente, é preciso entender quanto você precisará para se manter, sem se equivocar sobre o tempo e sem subestimar o efeito da inflação.

A seguir estão listados alguns dos principais mitos que rondam a aposentadoria, segundo especialistas no assunto. Veja e avalie se os seus conceitos sobre a aposentadoria estão equivocados.

1) Minha aposentadoria durará 15 ou 20 anos

Na hora de calcular a duração da aposentadoria, muitos fazem estimativas anacrônicas e não se planejam para o longuíssimo prazo. “As pessoas acham que não vão viver mais 30 ou 40 anos depois de se aposentar quando muitos vão chegar aos 100 anos e a grande maioria até os 90. Muita gente esquece que a medicina evoluiu”, afirma Renato Roizenblit, gestor de Wealth Management da SLW.

Fernando Meibak, sócio da consultoria Moneyplan e autor do livro “O Futuro Irá Chegar! Você Está Preparado Financeiramente para Viver até os 90 ou 100 Anos?” formula os planejamentos financeiros de seus clientes sempre imaginando que eles cheguem pelo menos aos 90 anos. “É preciso ser conservador e estimar sempre uma expectativa de vida, no mínimo, de 90 anos de idade”, diz.

2) Meu filho é o meu maior investimento

Destinar todas suas finanças à criação dos filhos esperando que eles retribuam isso futuramente, sem dar importância aos seus investimentos, é um erro crasso. É a mesma coisa que colocar todos os ovos numa cesta só, um dos maiores equívocos de qualquer planejamento financeiro.

Renato Roizenblit comenta que muitos pais observam os filhos “despontarem” na carreira hoje e por isso acham que eles os ajudarão em 20 ou 30 anos. “De fato, a grandíssima maioria dos filhos ajuda o pai, mas a relação familiar muda quando isso acontece. Até lá os filhos já terão seu próprio núcleo familiar e precisarão sustentar sua família”, afirma o gestor da SLW.

Ele acrescenta que a ajuda que os pais dão aos filhos hoje poderia lhes ser útil no longo prazo e orienta que sejam aceitas contribuições quando possível. “Se o filho é estagiário ele só poderá ajudar com a conta de gás, então não adianta muito, mas se ele já ganha 6 mil reais, o condomínio e o IPTU podem ser pagos por ele”, diz Roizenblit.

3) Meus gastos vão diminuir consideravelmente

Apesar de muitos contarem com isso, é mais difícil do que se pensa reduzir os gastos na aposentadoria. Segundo Roizenblit, basicamente, o que é possível diminuir são os gastos com os filhos quando eles se tornam independentes. “A partir do 59 anos o plano de saúde fica bem mais caro, o uso de remédios torna-se recorrente e, como sobra muito tempo livre, há mais necessidade de preencher o tempo e o item que preenche o tempo é o lazer, que gera custos”, explica.

Crer que o plano de saúde cobrirá todos os gastos também é um grande equívoco. De fato, ele sustenta uma parcela importante das despesas, mas, ainda assim, muitos gastos ficam de fora da cobertura. Despesas com remédio, enfermeiros e cuidadores são alguns dos exemplos de gastos que precisam ser pagos por conta própria e que podem ter um impacto considerável no orçamento do aposentado.

Rodolfo Amstalden, analista da Empiricus, chama atenção ainda para outra questão: por mais que os gastos diminuam, os preços aumentam e a vida mais austera pode não surtir efeito algum. “Todo mundo quer pelo menos manter seu padrão de vida, mas as pessoas não têm noção do quão mais caro as coisas podem estar quando chegarem à aposentadoria”, avalia.

Além da inflação, que come boa parte dos valores poupados, também é preciso considerar que as rentabilidades das aplicações podem diminuir. O cenário atual é um bom exemplo disso. Há dois anos, investimentos em renda fixa atrelados à taxa Selic estavam em alta, mas, com o recente ciclo de quedas da taxa básica de juros, esses mesmos investimentos estão rendendo muito menos do que antes.

4) Eu posso sempre economizar mais dinheiro adiando minha aposentadoria

Contar com a postergação da aposentadoria é uma estratégia bastante arriscada. Além de não ser possível saber qual será a sua disposição física e psicológica, não se sabe quais serão as condições do seu mercado de trabalho quando o momento de se aposentar chegar.

Empresas têm aposentado seus funcionários compulsoriamente e pesquisas têm mostrado que quanto maior a faixa etária, maior a dificuldade de recolocação do profissional. Resumindo: é melhor estar preparado para se aposentar antes do que o previsto do que depois.

5) Eu não preciso começar a investir agora, posso esperar um pouco mais

“Nossas condições físicas e psicológicas exigem que nós resolvamos sempre as coisas que estão à nossa frente. Temos um senso de urgência que nos faz preferir sempre o que é tangível, o que nos trará prazer hoje, em vez de pensar em 30, 40 anos”, afirma Rodolfo Amstalden.

Deixar os investimentos para depois pode tornar tudo muito mais difícil. Quanto antes o planejamento for feito, menor será o valor mensal destinado às aplicações e mais arriscada poderá ser a sua estratégia de investimento.

Outro erro comum é achar que é tarde demais para começar a investir. “Não é porque eu tenho 40 anos que eu não vou começar. Com uma boa disciplina e juntando dinheiro todo mês, em 20 ou 10 anos é possível ter um bom avanço em relação ao fluxo futuro de renda”, diz o analista da Empiricus.

6) Vou me aposentar aos 65 anos

Os 65 anos são um marco quando o assunto é pendurar as chuteiras. Mas, como a vida não é nada previsível, não é razoável acreditar que você irá se aposentar exatamente com essa idade.
Se por algum motivo seus planos não derem certo, um planejamento financeiro que não considerou a possibilidade de um adiantamento da aposentadoria pode dar errado. E por outro lado, se você não se preparar psicologicamente para a possibilidade de se aposentar depois dos 65 anos, caso seja necessário adiar os planos, a frustração poderá ser grande.

7) Vou investir apenas para a minha aposentadoria

Investir apenas com foco na aposentadoria é um tiro que pode sair pela culatra. O primeiro passo do planejamento financeiro deve ser a formação de uma reserva de emergência: uma poupança que permitiria ao investidor sustentar-se por pelo menos seis meses diante de uma situação imprevista, como a perda do emprego.

Essa reserva é muito importante para evitar que você precise resgatar seus investimentos para a aposentadoria em um momento de dificuldade. “Eu tenho um casal de clientes perto dos 50 anos. Eles tinham uma reserva para aposentadoria que, na visão deles, era confortável, mas o marido perdeu o emprego e não está conseguindo se recolocar. Agora eles terão que mudar todos os planos”, exemplifica Fernando Meibak.

8) A inflação não é importante

A inflação acumulada pode transformar rapidamente as economias de uma vida toda em uma poupança mirrada. Por isso, na hora de planejar quanto é preciso acumular de acordo com a renda que se pretende ter futuramente é crucial incluir a inflação no cálculo.

No planejamento financeiro de seus clientes, Renato Roizenblit imagina uma inflação de 5% ao ano. “Nós vivemos um momento atípico e temos uma inflação acumulada de 6,59% nos últimos 12 meses (até março). Mas para o longuíssimo prazo eu uso uma projeção de 5% ao ano”, comenta.

Para Amstalden, seria razoável perseguir uma inflação média anual de 5% a 10% ao ano. “Mas o ideal é que o investidor já invista em produtos atrelados à inflação para não precisar pensar nisso”, diz.

Investir em produtos atrelados à inflação é uma das principais orientações para quem planeja a aposentadoria. Alguns dos investimentos mais indicados são: as NTN-Bs, títulos do Tesouro Direto que remuneram o investidor com uma taxa prefixada mais a variação da inflação medida pelo IPCA; fundos imobiliários que invistam em imóveis cujos contratos de locação sejam corrigidos por índices inflacionários; planos de previdência sem taxa de carregamento e com taxas de administração baixas, que invistam em produtos que acompanham a variação da inflação; e ações de empresas com receitas corrigidas pela inflação.

Caso você decida investir por conta própria, sem o auxílio de um profissional e sem aplicar em um plano de previdência, é preciso se planejar e estudar as aplicações que mais condizem com seu prazo, perfil e objetivo.

9) 1 milhão de reais é mais do que suficiente para a minha aposentadoria

Algumas pessoas planejam acumular 1 milhão de reais até os 60 anos e acreditam que conseguirão se sustentar apenas com a rentabilidade desse valor acumulado, mantendo o milhão intacto até o fim. A lógica parece boa: mesmo se esse valor estivesse aplicado em um investimento conservador, como a poupança antiga, se todo mês o investidor ganhar 0,5% do valor, ele teria 5 mil reais por mês, sem tocar no milhão.

Mas, essa teoria é o clássico erro de planejamento no longo prazo. “Primeiro, você não sabe se o investimento dará sempre 0,5% ao mês. Mas vamos supor que a aplicação seja a poupança pela regra antiga, que é mais garantida. Mesmo assim, hoje os produtos e serviços que eu compro com 5 mil reais, em 15 anos eu não compro nem a metade”, afirma Roizenblit.

Para Amstalden, analista da Empiricus, o antídoto para não ter problemas financeiros na aposentadoria é fazer projeções de gastos mais agressivas, sem mirar o mínimo necessário. “Coloque no papel uma vida luxuosa ou, ao menos, uma vida com alguma folga. Erros de conta acontecem, mas ao mirar o meio do alvo, por mais que a pessoa erre um pouco, ela acerta dentro, mas se mirar o mínimo, ao errar ela estará fora do que seria a exigência mínima”, diz.

Fernando Meibak opina que, para uma pessoa de classe média, um bom planejamento deve permitir que ela chegue à aposentadoria com: uma renda mensal de 5 mil reais, já descontada a inflação; uma renda proveniente do INSS (previdência social), que servirá para cobrir os custos do plano de saúde; e um imóvel para usar como moradia.

Vale ressaltar, porém, que uma renda mensal de 5 mil reais pode ser muito satisfatória para alguns, mas muito baixa para outros. Uma boa dica para saber quanto acumular até a aposentadoria é pensar sobre a sua renda mensal hoje e avaliar qual porcentagem dessa renda pode ser suficiente para prover o padrão que você deseja manter na sua aposentadoria.

10) Só preciso pensar no meu plano financeiro e minha aposentadoria será tranquila

Apesar da situação financeira ser um aspecto muito importante da aposentadoria, planos em outras áreas também devem ser feitos. “Aquela ideia de se aposentar, colocar um pijama e sair para pescar é ultrapassada. É muito importante ter uma independência financeira, mas as pessoas precisam planejar uma atividade, caso contrário elas ficarão em casa e morrerão de tédio”, diz Meibak.

O planejamento psicológico também é essencial para que seja possível se adaptar bem à nova situação, sobretudo se o aposentado tinha uma rotina muito intensa de trabalho.

Rodolfo Amstalden acredita que em alguns casos, inclusive, continuar trabalhando depois de se aposentar pode ser muito positivo. “O trabalho nessa fase é até mais relacionado à qualidade de vida do que à parte financeira.”

Ele acrescenta que há várias maneiras de trabalhar no estágio da aposentadoria, diferentes da que o aposentado estava acostumado. “Dedicar-se aos investimentos, por exemplo, pode ser um tipo de trabalho, mas agora o investidor começa a trabalhar para acumular patrimônio, com menos transpiração e mais cabeça”, orienta o analista da Empiricus.

FONTE: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/noticias/10-ideias-equivocadas-que-voce-tem-sobre-a-sua-aposentadoria

 

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