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Mexa-se na terceira idade com o esporte certo e garanta qualidade de vida

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Mexa-se na terceira idade com o esporte certo e garanta qualidade de vida

À medida que a expectativa de vida aumenta, crescem também os desafios para que os anos a mais sejam vividos com qualidade e independência. E como alcançar essa excelência depois dos 60? A resposta pode estar na inclusão das atividades físicas! Por isso, hoje no Blog, abordo o que deve ser levado em conta no momento do idoso escolher um esporte, os mais recomendados e você ainda vai encontrar dicas para aumentar as potencialidades como geronto atleta. Seja bem-vindo!  

 O esporte na terceira idade previne e auxilia no tratamento de hipertensão, derrames, varizes, obesidade, diabetes, osteoporose, câncer e outras doenças.

O esporte na terceira idade previne e auxilia no tratamento de hipertensão, derrames, varizes, obesidade, diabetes, osteoporose, câncer e outras doenças. (Antonio Lima)

Envelhecer com saúde. Esse é uma das principais metas da terceira idade. E essa classe, a cada dia que passa, está em maior número e torna-se cada vez mais exigente em relação à qualidade de vida. Na esteira dos países desenvolvimentos, o Brasil caminha para se tornar um País de população majoritariamente idosa. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o grupo de 60 anos ou mais será maior que o grupo de crianças com até 14 anos em 2030, e em 2055, a participação de idosos na população total será maior que a de crianças e jovens com até 29 anos.

E quais são os fatores para que a parcela de idosos tenha aumentado de forma significativa no Brasil e em outros países? Um dos que tem contribuindo e muito é a prática de atividade física, que os ajuda a ser mais ativos e cheios de energia. Por isso, conversei com um especialista, o professor Márcio Soares, graduado em Educação Física e Pós-Graduado em Físiologia do Exercício e Gerontologia, voltada para a saúde do idoso, e hoje no Blog vou falar sobre o que deve ser levado em conta no momento do idoso escolher um esporte, os mais recomendados para as pessoas acima dos 60 anos e dar dicas para aumentar as potencialidades como atleta. Quero com esse post contribuir ainda mais com aqueles que já estão inseridos no meio esportivo e influenciar os idosos que ainda estão restritos ao dia a dia de cuidar dos netos, ficar embalando na cadeira e tomar remédios. Isso é coisa do passado!

O ideal é o idoso ter a supervisão de uma equipe multidisciplinar, que proporcionará maior segurança e controle dos aspectos dentro do contexto da terceira idade.

Antes de o idoso descobrir a atividade que mais lhe agrada é importante que ele consulte profissionais capacitados a prescrever o que deve ou não ser feito, para que assim os objetivos físicos sejam alcançados. “Antes do início do treinamento, é aconselhável ter uma autorização médica e realizar os exames necessários. O aspecto nutricional também é importante. O ideal é ter a supervisão de uma equipe multidisciplinar, que proporcionará maior segurança e controle dos aspectos dentro do contexto da terceira idade”, diz Márcio, ao citar também a importância da figura do profissional de Educação Física no dia a dia do geronto atleta, aquele que vai acompanhar o idoso em suas atividades e verificar se os movimentos realizados e a intensidade dos exercícios estão de acordo com sua capacidade.

A escolha do esporte

Dentre o universo de modalidades que a terceira idade pode optar, Márcio explica que é interessante o idoso analisar três pontos ao realizar a escolha:

– Qual a preferência por uma atividade?

-Qual a indicação do profissional?

-Quais são as suas limitações e objetivos?

“Os esportes para os idosos devem abranger o desenvolvimento da força, capacidade aeróbia, flexibilidade e equilíbrio. Algumas atividades são indicadas, como a musculação, caminhada, corrida, ciclismo indoor, treinamento funcional, natação e dança”, lista o professor, ao orientar que de um modo geral, a frequência da prática dos exercícios deve ser de três a cinco sessões semanais, variando entre 30 a 60 minutos.

Dentre as atividades mais indicadas ao idoso está a dança, capaz de trabalhar a flexibilidade, melhora do condicionamento aeróbico e o aprimoramento da coordenação motora.

– Caminhada e Corrida

São exercícios bastante simples, considerados os mais práticos de inserir na rotina dos idosos e o mais eficientes para aqueles que chegam à terceira idade com um histórico de sedentarismo.

– Natação

Além de queimar calorias, a natação trabalha de forma intensa a parte aeróbica e fortalece os músculos. Protege também as articulações, ajudando no tratamento de doenças como artrite e osteoartrite. E o contato com a água provoca vasodilatação nas vias respiratórias, melhorando instantaneamente a respiração e diminuindo o problema da falta de ar, com que muitos idosos sofrem.

– Ciclismo

O Ciclismo trabalha a parte aeróbica, o equilíbrio e o fortalecimento dos músculos das coxas e da panturrilha. É importante garantir a segurança, andando de bicicleta sempre com equipamentos como capacete e luvas especiais.

Dança

A dança é capaz de trabalhar e oferecer flexibilidade, melhora do condicionamento aeróbico, aprimoramento da coordenação motora e perda de peso, entre tantos outros.

A novidade do momento para os idosos é o treino funcional. Ainda pouco divulgado, ele  desenvolve as qualidades físicas e movimentos básicos do dia a dia.

-Musculação

O aumento da massa muscular é fundamental na melhora da capacidade muscular, no auxílio indireto da redução da gordura corpórea, no aumento da taxa metabólica basal.

– Treinamento Funcional

O treinamento funcional pode ser um verdadeiro parceiro dos idosos, pois visa desenvolver as qualidades físicas e movimentos básicos necessários no dia a dia, como força, resistência, equilíbrio, os atos de sentar e levantar, andar, correr, carregar, empurrar, puxar, etc

Principais benefícios

Os benefícios da atividade física para idosos são diversos, incluindo:

– Previne ou melhora doenças: hipertensão, derrames, varizes, obesidade, diabetes, osteoporose, câncer, ansiedade, depressão, problemas no coração e pulmões;

-Melhora da força muscular;

-Melhora dos movimentos dos braços, pernas e tronco;

-Reduz o consumo de remédios;

-Aumenta apetite;

-Reduz as dores;

-Melhora o  risco de lesões nos músculos;

-Melhora o  condicionamento físico geral;

-Reduz o risco de quedas.

Realizar uma atividade em conjunto motiva o idoso e ainda estimula a novas amizades. 

Dicas para obter resultados

Fazer um esporte que gosta torna tudo mais prazeroso e estimula o idoso a continuar. O que motiva também a prática é realizar uma atividade em conjunto, quando a pessoa tem a chance de fazer contatos e novas amizades. Além disso, é essencial que o horário dos exercícios seja levado em conta, para que a temperatura possa estar agradável e não prejudique o rendimento. Voltada para uma realidade de uma cidade quente como a nossa, nada debaixo do sol é indicado entre às 11h e 15h.

E não esqueça sempre de beber muita água, estar alimentado e usar roupas confortáveis. Tudo isso contribui para a excelência e bons resultados das atividades. Está preparado para ser o mais novo (a) atleta da família? Comunique os filhos, netinhos, vizinhos e depois me conte a sua experiência! Mexa-se!!!

Pratique esporte. Todo dia é dia!

FONTE: Fabricio Lima – http://acritica.uol.com.br/blogs/blog_do_fabricio_lima/Mexa-se-idade-esporte-garanta-qualidade_7_1342735716.html

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Alimentos que pessoas com mais de 50 anos devem evitar

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Alimentos que pessoas com mais de 50 anos devem evitar

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Com o passar do tempo, alguns hábitos antigos, bons ou ruins, vão sendo diminuídos e até mesmo deixados de lado como a prática de exercícios físicos com frequência. No entanto, algo que raramente muda é a nossa alimentação, a não ser que algo grave aconteça e isso faz parte de um tratamento. Para não chegar até esse ponto, depois dos 50 anos alguns cuidados são necessários para manter uma vida saudável e para isso, evitar certos alimentos é essencial.

Muitas vezes o grande problema não é exatamente o que você come, mas o que coloca na comida. Nesses casos, o grande vilão é o SAL. O consumo excessivo do tempero, que faz com que o excesso de água seja retido pelo corpo, pode causar aumento da pressão arterial porque órgãos como rins e coração acham que têm de trabalhar mais. Dessa forma, é possível ocorrer problemas como doenças renais, ataques cardíacos e até mesmo acidentes vasculares cerebrais (AVC).

Beber moderadamente vinho traz diversos benefícios para a saúde, o grande problema é entender o que “moderadamente” significa. Muitas pessoas não conseguem se limitar àquela única taça de vinho e o álcool em excesso pode ter consequências terríveis para o organismo. Ingerir mais do que sete taças de qualquer BEBIDA ALCOÓLICA por semana pode trazer danos para o fígado e o coração, os órgãos que são protegidos se o consumo de vinho, por exemplo, for moderado.

Quando se decide emagrecer a primeira substância a ser cortada da alimentação é o AÇÚCAR, mas ganhar peso não é o único problema que o excesso de doces causa. O consumo frequente e exagerado do açúcar, seja em bombons, biscoitos, etc., é transformado em glicose, podendo originar a diabetes. Essa doença causa um envelhecimento precoce, pois pele e ossos acabam desgastados, ficando mais fracos. Além disso, doenças cardíacas e renais também podem acontecer.

Talvez o principal problema quando o assunto é o consumo de açúcar, os REFRIGERANTES devem ser abolidos totalmente de sua alimentação diária, mesmo os diet ou light. Em uma lata desse tipo de bebida podem estar contidas até dez (!) colheres de açúcar. Mesmo tendo menos que 50 anos, eliminar o refrigerante da dieta pode ser decisivo para melhorar a sua saúde, podendo evitar doenças que limitam sua qualidade de vida. Aliar alimentos saudáveis com exercícios físicos regulares é a melhor forma de manter a saúde por muito mais tempo.

 

FONTE: http://www.dicadesaude.com/alimentos-que-pessoas-com-mais-de-50-anos-devem-evitar/#sthash.DdQgqeCj.dpuf

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77% dos brasileiros com mais de 50 anos consideram a saúde a principal preocupação na vida

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77% dos brasileiros com mais de 50 anos consideram a saúde a principal preocupação na vida

Apesar disso, 61% dos entrevistados consideram que sua alimentação é igual ou pior do que era antes e principal sintoma percebido é o cansaço

​2 em cada 3  pessoas entrevistadas não praticam atividade física regularmente, ou seja, pelo menos 30 minutos por dia , duas vezes por semana.

Pesquisa inédita no Brasil revela que a maior preocupação dos brasileiros que têm 50 anos ou mais é com a saúde, porém a adoção de uma dieta balanceada e a prática de exercícios físicos – essenciais para o envelhecimento saudável – ainda não é uma realidade para a maioria da população. A pesquisa Sinais da Nutrição depois dos 50, realizada pelo IBOPE Inteligência e desenvolvida pelo multivitamínico Centrum, mostrou que a saúde é a principal questão para 77% dos entrevistados, seguida por estabilidade financeira, que aflige a 11% desse público.

A expectativa da Organização Mundial da Saúde é de que, em 2020, o número de pessoas com 60 anos ou mais no mundo superará o de crianças com menos de cinco anos. O levantamento mostrou também que a preocupação com um envelhecimento saudável nem sempre se traduz em atitudes para alcançar a situação ideal. 61% dos entrevistados consideram que a sua alimentação hoje em dia é igual ou pior ao que era antes e 2 em cada 3 pessoas não consomem 6 porções de frutas e verduras por dia, principais alimentos fonte de vitaminas e minerais, essenciais para um bom funcionamento do organismo.

Apesar de ser um processo natural, o envelhecimento provoca no organismo uma série de alterações anatômicas, funcionais, bioquímicas e psicológicas, com consequências para a saúde e a nutrição das pessoas. O envelhecimento da população, dessa forma, passa a ser cada vez mais um desafio. “A pesquisa confirma que existe uma consciência sobre a importância de envelhecer com saúde, mas que as pessoas não praticam as atitudes necessárias para isso, como se alimentar bem e praticar atividade física”, afirma o especialista em nutrição, professor da Universidade de São Paulo e cirurgião do aparelho digestivo, Dan Waitzberg.

Outros estudos afirmam o mesmo dado encontrado na pesquisa realizada pelo multivitamínico Centrum. O Estudo Brazos, feito pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) em parceria com a Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, aponta que nos últimos 50 anos houve um decréscimo na ingestão de frutas, verduras e grãos. A Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada pelo IBGE no final de 2014, mostra ainda que apenas 38,7% das pessoas de 40 a 59 anos consomem a quantidade recomendada pela Organização Mundial de Saúde de hortaliças e frutas, ou seja, 400 gramas. O percentual na faixa acima dos 60 anos é de 40,1%.

A prática de exercícios físicos é fundamental para a manutenção da saúde e um estilo de vida ativo ajuda na manutenção da capacidade funcional de homens e mulheres que já passaram dos 50 anos. Porém, 2 em cada 3  pessoas entrevistadas pelo IBOPE Inteligência não praticam atividade física regularmente, ou seja, pelo menos 30 minutos por dia e dois dias por semana.
 

De acordo com a pesquisa, cansaço, dificuldade de enxergar à noite, falta de energia e indisposição para as atividades do dia a dia são os problemas mais vivenciados pelos entrevistados após terem completado 50 anos. Ao analisar as informações por gênero, verifica-se que as mulheres percebem mais os sintomas relacionados à falta de micronutrientes: 57% delas, contra 49% deles, por exemplo, relatam sentir mais cansaço após os 50 anos. A maior diferença entre homens e mulheres se dá em “pele, unha, cabelos quebradiços/sem brilho” – 19% contra 41%, respectivamente. O único sinal sentido mais pelos homens do que pelas mulheres foi quanto a ter resfriados com frequência.

Relato dos sinais do corpo após completar 50 anos

  TOTAL MULHER HOMEM
Cansaço 54% 57% 49%
Dificuldade de enxergar à noite 44% 47% 40%
Falta de energia 42% 46% 38%
Indisposição para as atividades do dia a dia 41% 44% 37%
Fraqueza muscular 35% 37% 33%
Problemas com os ossos 32% 38% 26%
Pele, unha e cabelo quebradiço/sem brilho 31% 41% 19%
Apetite irregular 25% 29% 21%
Tem resfriados com frequência 17% 14% 19%

Sobre a pesquisa
Foram realizadas 613 entrevistas com homens e mulheres com mais de 50 anos, das classes ABCDE, em todo país, com amostra proporcional à população brasileira, por região demográfica. A margem de erro é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos.

FONTE:http://www.ibope.com.br/pt-br/noticias/Paginas/Pesquisa-inedita-revela-que-77-dos-brasileiros-com-mais-de-50-anos-consideram-a-saude-a-principal-preocupacao-na-vida-.aspx

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Acima dos 50 anos de idade, maior preocupação é a saúde

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Acima dos 50 anos de idade, maior preocupação é a saúde

Pesquisa mostra, porém, que alimentação e exercícios físicos são negligenciados

Rio – Com a chegada à maturidade, a saúde torna-se a maior preocupação do brasileiro. Mas, entre a consciência e a mudança de hábitos, há ainda uma grande distância. Quase 80% das pessoas a partir dos 50 anos consideram o cuidado físico prioridade, porém, para 61%, a alimentação é igual ou pior do que antes e 66% não se exercitam regularmente.

Há mais dados preocupantes no levantamento ‘Sinais da Nutrição depois dos 50’, feito Ibope Inteligência e pelo multivitamínico Centrum: duas em cada três pessoas não consomem as recomendadas seis porções de frutas e verduras por dia.

Foto:  Arte O Dia

Depois da saúde, a estabilidade financeira é a maior preocupação, que aflige a 11% dos entrevistados. Cirurgião do aparelho digestivo, especialista em nutrição e professor da Universidade de São Paulo, Dan Waitzberg reconhece que é difícil mudar hábitos e recomenda que a inclusão de alimento saudáveis seja feita gradativamente. “Toda caminhada começa com o primeiro passo. É bom ter pequenas metas como, por exemplo, incluir uma fruta no café da manhã. Pode ser a fruta preferida”, disse.

A inclusão de alimentos saudáveis na dieta pode evitar males mais graves em quem já passou dos 50. De acordo com Tarso Lameri Sant’Anna Mosci, geriatra e presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, seção Rio de Janeiro, a falta de nutrientes pode levar à perda de massas óssea e muscular, e acelerar o envelhecimento. Com a perda de músculo, diz ele, ocorre o comprometimento dos movimentos e aumenta o risco de quedas.

“Muitas vezes, o idoso não se adapta à dentadura, tem dificuldade de comer carnes e acaba excluindo a proteína da alimentação”, lembra o especialista. Outra consequência da carência de vitaminas e minerais é a síndrome da fome oculta, que se manifesta por diversos sintomas. De acordo com a pesquisa, cansaço, dificuldade de enxergar à noite, falta de energia e indisposição para as atividades do dia a dia são os problemas mais vivenciados pelos participantes. Além disso, as mulheres percebem mais os sintomas relacionados à falta de micronutrientes.

Mas, para os dois especialistas, o resultado não significa que elas sejam o ‘sexo frágil’. Pelo contrário, ambos ressaltam que as mulheres vivem mais do que os homens. Dan acredita que elas conseguem perceber melhor os sintomas.

“O homem toca a vida e não quer saber muito da saúde. A mulher é mais atenta, se cuida mais e consegue perceber o que sente”.

Para elas, cálcio é importante. Para eles, magnésio 

Alimentação balanceada e saudável é importante para senhores e senhoras, mas há pequenas diferenças nutricionais no cardápio de acordo com o gênero. Por exemplo, de acordo com Tarso, a necessidade de cálcio para as mulheres é maior — em média 20% —, para aquelas entre 50 e 70 anos. Isso por causa do risco aumentado de desenvolver a osteoporose devido à menopausa. Por outro lado, a necessidade de ingestão de ferro é menor para elas após os 50 anos, também por conta da menopausa. Ja para os homens, o magnésio não pode ser negligenciado, já que é ele que garante o bom funcionamento de nervos e músculos. As vitaminas do complexo B também são importantes, pois contribuem para o aproveitamento da energia dos alimentos.

Porém, outro levantamento mostrou que a ingestão de nutrientes está aquém do necessário. De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE (2008-2009), 99,6% dos homens e 99,4% das mulheres, no país, não consomem o suficiente de vitamina D por dia. No caso do cálcio, entre brasileiros com mais de 60 anos, 85,9% dos homens e 95,8% das mulheres não ingerem as quantidades certas. Em relação à vitamina E, que fortalece a imunidade, 100% dos entrevistados não seguem o recomendado.

FONTE: http://odia.ig.com.br/noticia/mundoeciencia/2015-02-15/acima-dos-50-anos-de-idade-maior-preocupacao-e-a-saude.html
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Mulheres com mais de 40 anos divorciadas ou viúvas estão entre as mais vulneráveis à infecção do HIV, alertam especialistas

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Mulheres com mais de 40 anos divorciadas ou viúvas estão entre as mais vulneráveis à infecção do HIV, alertam especialistas

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“Lembro-me daquela manhã. Por insistência das amigas, iria a um baile para pessoas mais maduras, uma promoção para a chamada terceira idade, apesar de eu não me considerar parte desse grupo. Tinha perdido meu companheiro de tantos anos havia alguns meses, ainda me sentia enlutada, meus filhos já estavam todos casados e eu ia tocando minha vida repleta de lembranças…”

O começo da história narrada acima é único e pertence à carioca Melina, de 64 anos. Mas a maneira como ela se comportou nessa fase da vida em busca de um novo relacionamento amoroso, assim como o capítulo que ela conta a seguir, é bem parecida com a de muitas outras mulheres de meia idade que se tornam viúvas ou se separam.

“Conheci naquele baile um senhor de cabelos grisalhos, paletó bem cortado e sorriso largo. Com ele, voltei a me sentir desejada, amada e decidi meses depois apresentá-lo para a minha família, mas ele sempre se esquivava. Certo dia, ele disse que viajaria para o interior de São Paulo para resolver problemas familiares. Os dias foram passando, ele não voltava, nem dava notícias. Quando veio o contato (de uma filha), a surpresa: ele havia falecido com aids”.

Melina ficou pasma, se sentiu enganada, pois ele estava em tratamento e nunca havia lhe contado. Ela hesitou, sofreu, mas decidiu fazer o teste de HIV. “Estava me preparando para ir ao laboratório buscar o resultado, quando o telefone tocou. Era exatamente do laboratório, eles me pediam para repetir o exame, uma vez que houvera problemas com a primeira amostra. Naquele momento, sentia que minha vida estava suspensa. Dias depois, o resultado veio positivo”.

A história de Melina ganhou destaque no livro “Sexo e Aids depois dos 50”, do médico infectologista Jean Gorinchteyn, publicado pela editora Ícone em 2010. Responsável pelo Ambulatório de Idosos com HIV/Aids, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas em São Paulo, Jean disse à Agência de Notícias da Aids que a maioria das mulheres que hoje estão na meia idade nunca usaram preservativo. “Conheço mulheres muito bem informadas, inclusive professoras universitárias, que já me perguntaram sobre o momento da relação sexual que deve ser usado o preservativo. Não sabiam se usavam nas preliminares, na ejaculação apenas…”, contou.

Essa falta de conhecimento justifica os dados epidemiológicos do Ministério da Saúde. Até 1997, o total de casos de aids notificados entre as mulheres dos 40 aos 49 anos era menor do que entre as mulheres de 35 a 39, mas desde então essa proporção se inverteu.

O boletim nacional de 2011 informa que para cada duas mulheres registradas com aids entre 35 a 39 anos, foram resgistrados três na faixa etária dos 40 aos 49.

Segundo o Ministério da Saúde, das mais de 210 mil mulheres notificadas no País com aids até o ano passado, quase 64 mil têm 40 anos ou mais.

Preocupado com este avanço da epidemia, o Governo Federal escolheu como foco da campanha de prevenção às DST/aids de Carnaval de 2009 as mulheres da meia idade. Com campanhas de comunicação protagonizadas pelo “Bloco da Mulher Madura”, o Departamento de Aids fez um alerta de que 72% das mulheres acima dos 50 anos não usam preservativo nas relações sexuais casuais.

Vulnerabilidade biológica

O pesquisador e professor da Universidade da Pensilvânia (EUA) Christopher Coleman chamou recentemente a atenção para o aumento dos casos de aids entre as mulheres com mais de 40 anos e recém-divorciadas. Além delas ignorarem o preservativo por não terem medo de engravidar, Christopher afirmou que alterações fisiológicas devido à menopausa provocam um desgaste das paredes vaginais, tornando as mulheres ainda mais suscetíveis a contrair doenças sexualmente transmissíveis.

“Há uma lacuna no conhecimento sobre as mudanças fisiológicas associadas à menopausa. Há muito pouca pesquisa sobre este assunto e a sociedade e os governos não falam sobre isso, mas estes comportamentos sexuais dessas mulheres precisam ser discutidos, pois a taxa de HIV entre elas está aumentando”, alertou.

O brasileiro Jean Gorinchteyn explica que com a menopausa há menos lubrificação vaginal e, consequentemente, o ato sexual acaba tendo mais troca de fluídos e até sangramentos. “Esses fatores biológicos acabam sendo uma grande porta de entrada de infecções”, comentou.

Ativistas querem campanhas segmentadas

A advogada Beatriz Pacheco (à direita na foto), de 63 anos, vive em Porto Alegre. Ex-integrante do Movimento Nacional das Cidadãs PositHIVas – grupo que reúne mulheres vivendo com HIV e aids de todo o País – Bia se considera hoje uma ativista independente, pois apesar de não fazer mais parte de nenhuma instituição, milita pela causa e ajuda com conversas cotidianas a conscientizar outras mulheres sobre a importância do sexo seguro.

Bia disse à Agência Aids que o seu tema do momento é “justamente a aids entre as velhinhas”. Ela reclama da falta de estudos sobre a influência da aids nas mulheres com mais de 40 anos. “Por mais que a gente grite e esperneie, não há interesse da medicina em pesquisar a saúde das mulheres menos produtivas”, comentou.

A ativista acredita que as mulheres da meia idade além de não terem costume de usar preservativo, pois não se veem como vulneráveis à infecção, não conversam sobre sexualidade. “O sexo para a minha geração é tabu. Este assunto é tratado com se fosse algo feio e errado. Mulheres da minha idade dificilmente perguntariam ao médico sobre métodos preventivos”, comentou.

Bia defende a educação de pares, ou seja, mulheres com mais de 40 anos falando sobre prevenção para outras da mesma faixa etária; e pede a ampliação da distribuição nacional de preservativos femininos e géis lubrificantes.

No Rio de Janeiro, a ativista Maria Aparecida Lemos, de 57 anos, também se dedica a palestras e outros eventos que possam reforçar a vulnerabilidade feminina frente ao HIV. Para ela, a maioria das mulheres ainda precisa descobrir que têm direitos. “Nós, mulheres, podemos sim dizer hoje não tem sexo ou só faço sexo se for com caminha”, enfatizou.

Mas para que essa mudança de comportamento das mulheres ocorra, Cida acredita que é preciso mais campanhas informativas e trabalhos contínuos visando o engajamento feminino.

Conscientização sobre DST/aids no Bolsa Família

Juny Kraiczyk integra a equipe de coordenação da área de Direitos Humanos, Risco e Vulnerabilidade do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

Em entrevista à Agência Aids, ela informou que o governo está usando o Programa Bolsa Família para levar informações e insumos de prevenção às mulheres. “Estamos promovendo oficinas e rodas de conversas sobre educação sexual”, disse.

O Bolsa Família foi criado para apoiar as famílias mais pobres com o objetivo de garantir a elas alimentação, educação e saúde. O programa, cuja maioria dos contempladas são mulheres, atua por meio da transferência de renda e da garantia de acesso a serviços essenciais. Em todo o Brasil, mais de 11 milhões de famílias são atendidas por este programa.

Juny destacou também o apoio do Departamento de Aids à Rede PositHIVa. Coordenado pela organização não governamental Pathfinder do Brasil em 21 municípios, esta rede procura o aprimoramento da qualidade e da integralidade da atenção dos serviços de saúde; a mobilização comunitária para o enfrentamento do estigma e preconceito; e o fortalecimento do protagonismo das pessoas vivendo com HIV e aids na definição de diretrizes e programas governamentais.

Sobre a distribuição nacional de preservativos femininos, o Departamento de Aids informa que desde 2006 já foram disponibilizados em todo o País 8.1 milhão de unidades para ações voltadas a públicos específicos, como profissionais do sexo e outras mulheres em situação de mais vulnerabilidade à infecção do HIV.

“Esta nova geração de camisinhas femininas que estamos distribuindo é mais confortável, pois a lubrificação parece mais adequada e não faz mais o barulho que as primeiras camisinhas femininas faziam”, disse Juny.

Segundo ela, a aceitação ao uso da camisinha está aumentando e, conforme algumas pesquisas, a aprovação por parte das mulheres chega a 50%.

“De qualquer forma, sempre trabalhamos com a ideia de disponibilizar a camisinha masculina junto com a feminina. Os dois insumos não devem ser usados juntos, mas ficam para a escolha do casal”, finalizou.

FONTE: http://longevidade-eventos.blogspot.com.br/2012/03/mulheres-com-mais-de-40-anos_08.html

 

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Cientistas desenvolvem dieta contra Alzheimer e outras doenças

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Cientistas desenvolvem dieta contra Alzheimer e outras doenças

Os pesquisadores afirmam que mesmo quem não seguiu rigorosamente a mind conseguiu reduzir em 35% o risco de desenvolver a doença

Cientistas desenvolvem dieta contra Alzheimer e outras doenças Júlio Cordeiro/Agencia RBS

Foto: Júlio Cordeiro / Agencia RBS

 

Uma nova dieta — chamada de mind (mente, em português) — promete diminuir em até 53% o risco de desenvolver Alzheimer. As recomendações, desenvolvidas por cientistas da Rush University Medical Center — foram publicadas no Journal of the Alzheimer’s Association.

Os pesquisadores afirmam que mesmo quem não seguiu rigorosamente a mind conseguiu reduzir em 35% o risco de desenvolver a doença.

Alimentação pode reverter os sinais do Alzheimer, diz pesquisa

A dieta mind é uma mistura da mediterrânea e da dash (uma dieta inglesa contra hipertensão). E, além de prevenir Alzheimer, reduz o risco de doenças cardiovasculares, ataques cardíacos e derrames. Se aderida por longo tempo, pode proteger também contra a demência.

O novo cardápio é mais fácil de ser seguido do que o mediterrâneo, disseram os cientistas. A dieta é composta por 15 alimentos, sendo 10 com efeito direto sobre a saúde cerebral (vegetais de folhas verdes, outros vegetais, nozes, frutas, grãos, cereais integrais, peixe, aves, azeite e vinho). Os outros componentes compreendem carnes vermelhas, manteiga, margarina, queijo, bolos e doces ou frituras.

Confira a dieta mind:

— Pelo menos três porções de grãos integrais

— Uma salada

— Um outro vegetal

— Um copo de vinho

— Uma porção de feijão a cada dois dias

— Aves duas vezes por semana

— Peixe pelo menos uma vez por semana

— Menos de uma colher de sopa por dia de manteiga

— Menos de uma porção por semana: queijo, frituras ou fast food

http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vida/melhor-idade/noticia/2015/03/cientistas-desenvolvem-dieta-contra-alzheimer-e-outras-doencas-4722248.html

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A receita de longevidade

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A receita de longevidade  

A  receita da longevidade: sete atitudes para viver mais e melhor: Comer peixe e nozes, beber café e se casar são alguma das medidas que, comprovadamente, aumentam a expectativa de vida

Longevidade: Estudos recentes dão pistas sobre hábitos que acrescentam anos à expectativa de vida de uma pessoa
Longevidade: Estudos recentes dão pistas sobre hábitos que acrescentam anos à expectativa de vida de uma pessoa(Thinkstock/VEJA)

Adotar um estilo de vida saudável ajuda a ter uma vida mais longa e melhor. Alguns aliados da longevidade são a prática regular de atividade física e a alimentação equilibrada, assim como a distância de comportamentos prejudiciais, a exemplo de tabagismo e alcoolismo. O site de VEJA selecionou sete medidas que, segundo estudos publicados recentemente, podem indicar o melhor caminho para uma vida longeva.

Case-se

casamento

 

Casar-se, ou simplesmente ter um companheiro ao longo da vida, pode acrescentar anos à vida de uma pessoa. Um estudo feito na Universidade Duke, nos Estados Unidos, com 4 800 pessoas descobriu que adultos solteiros correm um maior risco de morte prematura e, portanto, são menos propensos a chegar à terceira idade do que aqueles que vivem com um companheiro. Na pesquisa, as pessoas que nunca haviam se casado tiveram mais do que o dobro do risco de morrer precocemente do que as que viviam com um parceiro. Essa chance foi 60% maior entre aquelas que já tinham sido casadas alguma vez na vida.

 

Beba café, mas com moderação

cafe

Ingerir três xícaras de café todos os dias é suficiente para prolongar a vida de pessoas com mais de 50 anos. Um estudo do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos descobriu que essa quantidade da bebida é capaz de reduzir em 10% o risco de mortalidade em um período de doze anos nesse público. Além disso, outras pesquisas já associaram o café à proteção contra doenças como câncer de pele e derrame. Isso não quer dizer, porém, que as pessoas devam exagerar no café: a mesma pesquisa americana encontrou uma relação entre o excesso de cafeína e um maior risco de câncer entre homens.

Saia do sedentarismo

Televiewer on sofa with TV remote control

Deixe a TV de lado na sua rotina!

 

Muitas pesquisas já comprovaram que exercitar-se é um dos caminhos para viver mais. Um estudo dinamarquês de 2012, por exemplo, concluiu que a corrida leve pode aumentar a longevidade em até seis anos. Já uma pesquisa americana publicada no mesmo ano mostrou que atividades físicas de lazer, como caminhar ou pedalar no parque, é capaz de acrescentar até 4,5 anos na expectativa de vida de alguém. Os prejuízos do sedentarismo, no entanto, não são evitados apenas com os exercícios, mas também com a redução do tempo em que uma passa sentada em frente à televisão ou ao computador. Um estudo feito na Austrália e publicado em 2012 provou que o sedentarismo não só provoca doenças, como encurta a vida. A pesquisa avaliou 200 000 pessoas acima de 45 anos e descobriu que as que permaneciam sentadas por mais tempo tinham duas vezes mais chance de morrer em um período de três anos do que aquelas que ficavam sentadas por menos tempo ao longo do dia.

Inclua peixe no cardápio

red fish salted salmon

Um estudo da Universidade Harvard descobriu que pessoas com mais de 65 anos que desejam ter uma vida mais longa podem começar por incluir peixe no cardápio com maior frequência. O alimento, especialmente tipos como a sardinha, o salmão e o atum, é rico ômega-3, nutriente que já foi associado a benefícios à saúde cardiovascular. A pesquisa americana acompanhou 2 700 pessoas com 65 anos ou mais ao longo de 12 anos e concluiu que aquelas que apresentavam os maiores níveis de ômega-3 no organismo viviam, em média, 2,2 anos a mais do que quem nunca consumia o nutriente. A recomendação dos pesquisadores é o consumo de no mínimo duas porções por semana de peixes ricos em ômega-3.

Mesmo na velhice, adote um estilo de vida saudável

exercicio

Muitas pessoas podem pensar que uma maior longevidade se conquista com hábitos saudáveis seguidos ao longo da vida toda, mas uma pesquisa feita na Suécia concluiu que adotar um estilo de vida saudável já na velhice também contribui nesse sentido. O estudo analisou, ao longo de 18 anos, a sobrevivência de 1 800 idosos com mais de 75 anos e descobriu que não fumar, não beber em excesso e praticar exercícios pode aumentar em até cinco anos a longevidade, mesmo entre aqueles que têm alguma doença crônica.

Consuma nozes todos os dias

nozes

Pesquisadores da Universidade Harvard chegaram à conclusão de que pessoas que comem nozes, amêndoas, castanhas, avelãs e outras oleaginosas todos os dias desfrutam de uma melhor qualidade de vida e tendem a viver por mais tempo. Em um estudo publicado em 2013, eles acompanharam cerca de 120 000 indivíduos ao longo de trinta anos e descobriram que, durante esse tempo, o risco de morrer foi 20% menor entre quem comia mais oleaginosas do que aqueles que nunca as consumiam. As oleaginosas contêm gorduras saudáveis e são ricas em fibras e proteínas, o que retarda a absorção do alimento e diminui o apetite. Por isso, seu consumo está associado a uma melhor alimentação e controle do peso, fatores benéficos à saúde em geral.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/a-receita-da-longevidade-sete-caminhos-para-viver-mais-e-melhor/

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Aprender uma segunda língua, mesmo na idade adulta, pode beneficiar o cérebro

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Aprender uma segunda língua, mesmo na idade adulta, pode beneficiar o cérebro

Segundo pesquisadores, ser bilíngue exerce um efeito positivo sobre a capacidade cognitiva que dura até a velhice.

Casal de idosos: análise do genoma pode revelar o segredo da longevidade
Estudos anteriores já relacionaram o fato de ser bilíngue com melhoras cognitivas e redução da demência em idosos(Thinkstock/VEJA)

Um novo estudo mostra que ser bilíngue exerce um efeito positivo sobre a capacidade cognitiva que dura até a velhice. A pesquisa, publicada no periódico Annals of Neurology, revelou que pessoas fluentes em dois ou mais idiomas – mesmo que tenham aprendido a segunda língua já na idade adulta – apresentam menor declínio cognitivo com o passar dos anos.

Estudos anteriores já haviam relacionado o domínio de dois ou mais idiomas com bom desempenho cognitivo e menor risco de demência em idosos, mas um grande obstáculo enfrentado por esse tipo de pesquisa era determinar se as pessoas melhoram suas funções cognitivas ao aprender novos idiomas ou se na verdade aqueles com melhores funções cognitivas é que têm mais chances de se tornarem bilíngues. “Nosso estudo foi o primeiro a examinar se aprender uma segunda língua impacta no desempenho cognitivo futuro levando em consideração a inteligência da pessoa durante a infância”, afirma Thomas Bak, pesquisador da Universidade de Edimburgo, na Escócia, e principal autor do estudo.

 

Na pesquisa atual, os cientistas utilizaram dados de 835 falantes nativos de inglês que nasceram e viviam na região de Edimburgo. Os participantes realizaram testes de inteligência em 1947, aos 11 anos de idade, e novamente por volta dos 70 anos, entre 2008 e 2010. Dentre as pessoas estudadas, 260 afirmaram serem capazes de se comunicar em pelo menos uma outra língua além do inglês. Dessas, 195 aprenderam a segunda língua antes dos 18 anos de idade, e 65 depois.

Os resultados indicam que aqueles que falam duas ou mais línguas apresentaram habilidades cognitivas acima da média. Os efeitos foram mais intensos na inteligência geral e na capacidade de leitura e foram observados tanto em quem adquiriu a habilidade de falar o segundo idioma cedo quanto mais tarde na vida. “Milhões de pessoas no mundo aprendem uma segunda língua mais tarde na vida. Nosso estudo mostra que ser bilíngue, mesmo que isso só aconteça na vida adulta, pode trazer benefícios para o cérebro”, afirma Bak.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/aprender-uma-segunda-lingua-mesmo-na-idade-adulta-pode-beneficiar-o-cerebro/

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Visão positiva da velhice melhora a saúde de idosos

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Visão positiva da velhice melhora a saúde de idosos

Pessoas que encaram melhor a terceira idade têm menos problemas com realizar tarefas do cotidiano, como tomar banho ou vestir-se, diz estudo.

Terceira idade: Visão positiva da velhice torna idosos mais saudáveis e independentes, diz estudo
Terceira idade: Visão positiva da velhice torna idosos mais saudáveis e independentes, diz estudo (Thinkstock/VEJA)

 

Encarar a velhice de forma positiva pode ser uma maneira eficaz de melhorar a saúde. De acordo com uma pesquisa publicada nesta quarta-feira no periódico The Journal of The American Association(JAMA), essa atitude eleva as chances de um idoso readquirir a capacidade de realizar sozinho atividades do cotidiano, como tomar banho ou andar, e também retarda a perda dessa habilidade, problema que ocorre normalmente com o envelhecimento.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Association Between Positive Age Stereotypes and Recovery From Disability in Older Persons

Onde foi divulgada: periódico The Journal of The American Association (JAMA)

Quem fez: Becca Levy, Martin Slade, Terrence Murphy e Thomas Gill

Instituição: Universidade Yale, Estados Unidos

Dados de amostragem: 598 pessoas com mais de 70 anos de idade

Resultado: Idosos que têm opiniões mais positivas sobre a velhice se recuperam mais facilmente da incapacidade de realizar tarefas do cotidiano. Eles também perdem essa capacidade de forma mais lenta do que idosos que são pessimistas em relação à velhice.

O estudo, feito na Universidade Yale, nos Estados Unidos, acompanhou 598 pessoas com mais de 70 anos ao longo de 11 anos. Quando a pesquisa começou, nenhum participante tinha dificuldade em realizar tarefas do cotidiano. No entanto, durante o período em que o estudo foi realizado, todos eles apresentaram, em algum momento, incapacidade em relação a essas tarefas.

             Sentimentos positivos podem reduzir risco de doenças cardiovasculares

Durante os anos do estudo, os pesquisadores avaliaram a saúde dos participantes e também a visão de cada um em relação à terceira idade. Para isso, a equipe pedia que esses indivíduos falassem a primeira frase ou as primeiras cinco palavras que lhes viessem à mente quando pensavam em velhice. As incapacidades levadas em conta no estudo foram aquelas que impediam que os idosos realizassem, sozinhos, tarefas do dia-a-dia, como tomar banho, vestir-se e andar.

De acordo com os pesquisadores, os idosos com o ponto de visa mais otimista em relação à velhice apresentaram até 44% mais chances de se recuperar completamente de alguma incapacidade do que os participantes mais pessimistas em relação à terceira idade. Ou seja, eles conseguiram voltar a realizar atividades cotidianas sem a de ajuda de alguém. Essas pessoas também foram mais capazes de atenuar a gravidade da incapacidade e, além disso, apresentaram um declínio mais lento dessas habilidades.

A pesquisa mostra, segundo os pesquisadores, que o ponto de vista de uma pessoa em relação à velhice pode fazer com que ela seja um idoso mais independente e saudável. Eles acreditam que os próximos estudos devam buscar formas de promover o otimismo entre pessoas que estão entrando na terceira idade.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/visao-positiva-da-velhice-melhora-a-saude-de-idosos

Qualidade de vida dos idosos depende da própria autoavaliação

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Qualidade de vida dos idosos depende da própria autoavaliação Qualidade de vida dos idosos depende da própria autoavaliação Júlio Cordeiro/Agencia RBS

Foto: Júlio Cordeiro / Agencia RBS
 
 
 

A qualidade de vida das pessoas em todo o mundo é uma das prioridades da Organização Mundial de Saúde (OMS). Há alguns anos, a entidade desenvolveu uma avaliação da qualidade de vida para apoiar o diagnóstico de profissionais de áreas como física, psicologia, relações sociais e meio ambiente.

A terceira idade possui um módulo especial no projeto da OMS, pois questões relevantes para esse grupo são diferentes em relação aos jovens adultos. O teste da OMS inclui questões como: “Você recebe dos outros o apoio que necessita?”, “O quanto você aproveita a vida?” ou “Você tem energia para o seu dia-a-dia?”.

A autocrítica feita pelos próprios idosos é um fator determinante para a análise da qualidade de vida deles. Comer bem e manter-se ativo são tão importantes para a terceira idade quanto o fortalecimento do vínculo familiar e social. Segundo uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais, falar sobre as alterações físicas e mentais que estão ocorrendo no processo de envelhecimento e ter ciência de que isso é natural e pode ser controlado, embora voltar atrás não seja uma opção, é fundamental para construção da própria qualidade de vida.

– O processo de envelhecimento faz parte do ciclo vital. Quem espera a morte em razão da perda da função social está em pleno declínio da qualidade de vida – afirma a professora de psicologia da Unisinos, Michele Scheffel Schneider.

Qualidade de vida na terceira idade, para a especialista, significa buscar novos papeis e atividades dentro de uma rede de apoio, que pode vir de amigos e da família. Quanto maior a rede de apoio, menor o índice de desenvolvimento de doenças.

Um estudo da University College London, de 2012, apontou que quem se adaptar às mudanças do processo de envelhecimento garante mais qualidade de vida na terceira idade. Nem sempre o idoso consegue fazer isso sozinho. Mais que o apoio de um psicanalista, a família tem papel essencial nessa fase.

– Muitas famílias negam o envelhecimento, não querem falar sobre isso, negam aos mais velhos a participação nas decisões. Mesmo que o idoso passe por alguma dificuldade que atinja sua capacidade física ou cognitiva, ele não pode ser excluído pela família – comenta a professora.

Para Michele, qualidade de vida na terceira idade significa se dar conta de suas dificuldades e das perdas que podem ocorrer, mas, ao mesmo tempo, buscar alternativas para equilibrar a saúde física e mental com atividade física, boa alimentação e convívio social. A resposta do próprio idoso para as questões que a OMS sugere podem indicar se o idoso precisa de ajuda especializada.

– Incentivá-lo a buscar essas alternativas é diferente de obrigá-lo a mudar. A mudança é natural, mas não precisa ser forçada – aponta a psicóloga ao detalhar que, muitas vezes, os filhos e netos tendem a decidir pelos mais velhos sobre alterações no lar, trocar de casa e até mesmo sobre a hora de dormir e comer – Para garantir qualidade de vida para os entes mais velhos é preciso acompanhá-lo, incluí-lo e não tolerá-lo.

FONTE:http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vida/melhor-idade/noticia/2015/01/qualidade-de-vida-dos-idosos-depende-da-propria-autoavaliacao-4688178.html

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