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7 opções de franquias para depois da aposentadoria

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7 opções de franquias para depois da aposentadoria

A ideia de se aposentar e passar as tardes jogando xadrez nem passa pela cabeça de algumas pessoas. Com mais qualidade de vida, a aposentadoria marca o início de um novo trabalho e muitos aproveitam para se dedicar ao próprio negócio.Um levantamento da consultoria Rizzo Franchise aponta que mais de 20% dos interessados em uma franquia já estão perto dos 50 anos. Entre os setores preferidos estão educação, saúde e beleza, e decoração.

Veja abaixo 7 opções de franquias para quem está aposentado:


size_810_16_9_inFlux_English_School1. Escola de idiomas
– Marcílio Araújo, 56 anos, se aposentou da carreira de professor neste ano e revolveu investir em uma franquia da escola de idiomas inFlux English School, em Pernambuco. “Os franqueadores valorizavam bastante quem já tem uma certa experiência de vida e já conhece algumas coisas do segmento de educação”, explica. Segundo ele, pesou também o apoio da rede, independente da idade do franqueado. O investimento neste tipo de negócio gira em torno de 130 mil reais.


size_810_16_9_viaverde-600-2-jpg2. Produtos saudávei
s – O geólogo Helcio de Oliveira Castro se aposentou em 1999 e passou quase 5 anos pesquisando para abrir um negócio. “Fiz uma grande pesquisa de mercado para escolher um segmento próspero para a abertura de um negócio próprio”, conta. Ele é franqueado da rede Via Verde, no Rio de Janeiro. “As pessoas que querem continuar trabalhando, mesmo após a aposentadoria, devem buscar o tipo de negócio de acordo com o seu interesse e até mesmo estilo de vida”, diz. O investimento médio deste tipo de franquia é de 180 mil reais.


size_810_16_9_Sorridents3. Saúde –
 Luiz Antonio Machado, 59 anos, acredita que muitos profissionais deixam de ser aproveitados quando chegam aos 55. “Um profissional com 55 anos está na sua plena capacidade produtiva. Quem tem muita energia, disposição e vontade de encarar novos desafios não pode ficar em casa de pijama.”, diz.Ele resolveu aliar a formação em odontologia da filha com seu conhecimento comercial para investir em uma franquia da Sorridents. O investimento neste negócio é de 350 mil reais, em média.


size_810_16_9_RE_MAX4. Imóveis – 
Um ano depois de aposentada, a secretária Ruth Felix resolveu entrar na sociedade com um amigo da imobiliária RE/MAX. “Seria a oportunidade de ser uma empresária e trabalhar praticamente 100% só para mim”, conta. A escolha por uma franquia, segundo ela, foi pelos padrões já estabelecidos. “A franquia já vem pronta. É o adeus à solidão que tantos proclamam na terceira idade”, diz. O investimento no negócio é em torno de 130 mil reais.


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5. Internet – Quando José Wilamo Alves Pinto, 55 anos, resolveu se aposentar, em 2010, escolheu a franquia Guia-se Negócios pela Internet. “Escolhi em função do baixo investimento e a expansão da internet”, conta. A empresa, com 120 unidades, é especializada em marketing digital e pode ser instalada em casa. “Para o aposentado que quer complementar sua renda, é uma boa oportunidade, mas tem que ter muito cuidado que não é fácil trabalhar em casa”, diz. O investimento é de 22 mil reais, em média.

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6 Alimentação – O comerciante Manuel Padron Limia, 77 anos, comprou uma franquia da Empada Brasil dez anos depois de se aposentar. “Desde que seja bem planejado, organizado e faça o que gosta, o modelo se torna ideal para quem não quer deixar de trabalhar”, explica. Segundo ele, estar à frente do negócio é como terapia. O investimento médio, em um quiosque, é de 73 mil reais.

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7. Serviços – Pouco antes de se aposentar, o executivo Geraldo José Belini Amorim aproveitou uma oportunidade para continuar ativo. Ele assumiu o comando de uma franquia da AlphaGraphics. “Como eu já havia feito 60 anos e poderia me aposentar, achei interessante passar a trabalhar em um negócio da família”, conta. O investimento inicial é de 800 mil reais

FONTE: http://exame.abril.com.br/pme/noticias/7-opcoes-de-franquias-para-depois-da-aposentadoria#9

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O empreendedorismo depois dos 50

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                               O empreendedorismo depois dos 50

                         Maior expectativa de vida do brasileiro favorece novos negócios

O casal Paulo e Sandra Blanco, com 57 e 53 anos,- Foto: Camilla Maia
 O casal Paulo e Sandra Blanco, com 57 e 53 anos  (foto Camilla Maia)

Quando se fala em empreendedorismo, as gerações X e Y logo são lembradas. Não é para menos. Segundo o Sebrae, 41,8% das empresas com menos de três anos e meio foram abertas por pessoas entre 25 e 44 anos, faixa etária característica desses dois grupos. No entanto, o crescimento do número de empreendimentos no país (421% entre 2007 e 2013) é acompanhado pela maior inserção de uma geração mais madura que, diferente do que muitos imaginam, não está disposta a se aposentar: são os baby boomers, que nasceram entre 1943 e 1964, na explosão populacional do pós-guerra.

Para Marco Tulio Zanini, especialista da FGV em gestão de carreiras, a expectativa de vida dos brasileiros, hoje em 74,6 anos, favorece o novo cenário.

— Quem se aposenta com 60 anos ainda tem muito a contribuir. Cumpriu o projeto que traçou quando jovem e quer partir para uma nova jornada.

Em geral, os baby boomers empreendem em áreas ligadas às atividades que exerciam antes. Muitos se tornam consultores e gestores de qualidade. Segundo Luiz Barretto, presidente do Sebrae, 36% dos empresários com idade entre 55 e 64 anos investem em negócios de alojamento, varejo, mercado imobiliário e alimentação.

É o caso de Vera Damasco, juíza estadual, que, em 2009, se aposentou depois de 30 anos de carreira.

— Abrir um restaurante foi a forma que encontrei de continuar em atividade e de contribuir com a sociedade. Eu gero empregos e movimento a economia — destaca a dona do restaurante italiano Zeffiro, na capital paulista.

Segundo Rafael Liporace, professor de marketing da ESPM Rio, para distinguir as gerações, é preciso entender o contexto em que elas surgiram e se desenvolveram:

— Pensamos que a maior vantagem dos baby boomers é a experiência, mas isso é uma questão de idade; e não, de geração. Eles têm uma cultura diferente em relação a dos outros e é isso que os define.

Para Zanini, o padrão desse grupo era ter um bom emprego, ser fiel a suas empresas e esperar recompensas, à base de muito sacrifício.

— Nossos pais enfrentaram uma vida mais difícil, com a economia enxuta do pós-guerra. Eles trabalhavam fora, e nós estudávamos e também tínhamos que ajudar a complementar a renda da família. Por isso, nós tendemos a ser mais pacientes e perseverantes. Sabemos dar um passo para trás, como estratégia para andar para frente — avalia Vera.

Essa é uma das virtudes do casal Paulo e Sandra Blanco, de 57 e 53 anos, respectivamente. Mais conhecidos como Mr. Cookie e Mrs. Muffin, nome da cafeteria que abriram, há três anos, em Vila Isabel, no Rio, eles precisaram recuar, diante de uma crise financeira. Paulo, que trabalhou 25 anos com seguros, passou a vender muffins de chocolate num ponto de ônibus do bairro. O sucesso dos doces produzidos por Sandra, com ajuda dos filhos, levou à criação da loja.

— O que nos move é um desejo de liberdade e de autonomia — revela Paulo. — Acho que o diferencial da nossa geração é o exercício de se colocar sempre no lugar do outro. E isso ajuda, principalmente, no relacionamento com o cliente, seja ele da idade que for.

Segundo Zanini, o empresário que gere bem as diferenças entre gerações tem mais chance de êxito. Uma, diz, não pode apagar as qualidades da outra.

Respeito é palavra de ordem na loja de conserto de roupas Costura Exata, na Tijuca. A costureira Rita Brito, de 55 anos, convidou a filha Isabela, que é administradora, para ajudar a gerir a empresa.

— No início, minha mãe não queria escutar algumas soluções minhas. Ela achava que a experiência dela valia mais. Com o tempo, nos acertamos. Minha mãe pode não ter o meu conhecimento acadêmico, mas ela tem um ótimo jogo de cintura que não se aprende em sala de aula — elogia Isabela.

E para quem pensa que a falta de disposição e de intimidade com tecnologia seria uma desvantagem dos empresários mais maduros, Vera, à frente do restaurante, dá o recado:

— Tenho um pique maior do que muito moleque por aí e estou sempre antenada nas novidades — gaba-se, irreverente.

De acordo com o Global Entrepreneurship Monitor, 74% dos empresários acima de 55 anos empreendem por oportunidade; e não, por necessidade.

— Esse comportamento gera empresas mais organizadas e competitivas, com mais chance de sobrevivência — pondera Luiz Barreto.

Outro dado reforça a organização desse grupo: estudo da Endeavor diz que 34% dos empreendedores formais, no Brasil, têm mais de 46 anos.

 

Fonte: http://oglobo.globo.com/economia/emprego/empreendedorismo/o-empreendedorismo-depois-dos-50-12187273#ixzz3Xc9mZmhe

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Como tornar-se um empreendedor depois dos 50

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Como tornar-se um empreendedor depois dos 50

“Ao contrário do que se pensa popularmente, empreender não é exclusividade dos jovens”, foi com essas palavras que o vice-presidente da Fundação Kauffman, Dane Stangler, abriu seu depoimento no Comitê de Envelhecimento do Senado americano. Seu discurso, chamado Em Busca do Segundo Ato: os desafios e vantagens do empreendedorismo sênior, revela não apenas como o empreendedorismo deveria ser estimulado nessa faixa etária, mas, sobretudo como essas políticas de incentivo seriam vitais para a economia dos EUA.

Empreender depois dos 50 é tendência© Foto/iStockphoto Empreender depois dos 50 é tendência

¼ de todos os novos negócios criados nos EUA foram capitaneados por empresários de 55 a 64 anos

Os números da Fundação Kauffman impressionam: em 2012, 23,4% das empresas foram abertas por empresários com idades entre 55 e 64 anos, ¼ de todos os novos negócios criados. Um aumento de 14% desde 1996. O que é mais surpreendente, no entanto, é que os maiores de 55 começaram novos negócios numa proporção maior do que qualquer outra faixa etária.

¼ dos americanos de 44 a 70 anos pensa em abrir um negócio ou uma ONG

Dados da Encore.org, organização baseada em São Francisco, que estuda o mercado de trabalho dos baby boomers revelam que ¼ dos americanos entre 44 e 70 anos estão interessados em abrir sua própria empresa ou sua própria ONG.

7% dos empreendedores no Brasil tem mais de 55 anos

No Brasil, já existem estudos apontando o empreendedorismo como opção para a crise da Previdência Social e até sugestões para incluir o incentivo ao empreendedorismo no Estatuto do Idoso. De acordo com a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), elaborada pelo SEBRAE em parceria com o Instituo Brasileiros de Qualidade e Produtividade (IBQP), do total de empreendedores que abriram uma empresa nos últimos três anos, cerca de 7% têm mais de 55 anos.

Empreender depois da aposentadoria é, sem dúvida, uma tendência. Mas como?

Fomos entrevistar Rubens de Almeida, engenheiro e jornalista, 55 anos, empresário, investidor e empreendedor em empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação. Mais especificamente, um especialista em finishups, expressão que ele criou para as startups dos mais de 50.

Fizemos 10 perguntas para Rubens de Almeida sobre sua experiência como empreendedor. Inspire-se.

1. Finishups…você criou essa expressão. Quer dizer o que?

A expressão finishups surgiu durante o desenvolvimento dos contatos iniciais de viabilização de investimentos de venture capital em uma empresa S.A. da qual faço parte como acionista. Estávamos conversando com fundos de investimentos e investidores independentes para constituir uma startup na área de inteligência geográfica e, de repente, percebemos a audácia do grupo de participantes iniciais, cuja faixa de idade estava entre os 50 e 72 anos! Agíamos exatamente como jovens empreendedores, animados na busca dos primeiros investimentos e em determinado momento alguém perguntou se éramos uma startup. “- Claro que somos”, respondemos. Mas, imediatamente olhamo-nos uns aos outros, caímos na risada e ao somar os muitos anos profissionais daquela sala, cunhei a expressão: “somos mais do que uma startup. Somos uma finishup!”.

2. Como você descreveria esse grupo de empreendedores de mais de 50?

Como profissionais, já havíamos passado por todas as etapas de uma carreira. Altos e baixos, acertos e erros, sucessos e desilusões. Todos de classe média, universitários, com relativa tranquilidade familiar, filhos criados ou encaminhados, mais ou menos com as mesmas expectativas de continuar trabalhando ainda que estivéssemos próximos da idade de vestir o pijama.

Alguns de nós chegamos à diretoria e até à presidência de companhias. Outros aposentados ou no final da estrada acadêmica, com títulos de professor-doutor. Uns com uma certa poupança, outros mais atrapalhados com o dinheiro após a fase de investimentos nos filhos e a inevitável queda nos rendimentos com a redução das oportunidades profissionais. “Enfim, não dava para comparar a nossa iniciativa empresarial as startups dos jovens, principalmente no mercado competitivo de TI.

3. Qual a diferença entre uma finishup e uma startup?

Finishup é um bom adjetivo para definir o que estávamos fazendo, não como oposição à força e entusiasmo dos jovens empreendedores, mas, talvez, como uma diferenciação do nosso projeto de empresa, calcado também em criatividade e boas ideias, mas, principalmente, nos relacionamentos e experiências anteriores da vida profissional de cada um.

No lugar da juventude, a experiência. Em vez de apenas entusiasmo pela inovação, a consciência de que é sempre preciso apresentar fórmulas consistentes e convincentes. Para substituir o ânimo, a velocidade e a vitalidade de superar com facilidade noites mal dormidas, a tranquilidade de pegar no telefone e sempre conhecer alguém que trabalha ou conhece aquele detalhe importante do negócio ou pode nos apresentar um dirigente de uma grande empresa ou um especialista com quem precisamos falar.

Ou seja, vejo que a ousadia de empreender em uma idade madura poderia ser uma espécie de complemento às iniciativas dos mais jovens. Talvez até, pudéssemos mesclar os diferenciais competitivos de jovens e cinquentões.

4. Empreender depois dos 50 vai ser a única alternativa para essa legião de boomers que estão se aposentando antes de se sentirem prontos para parar de trabalhar?

Acho que o problema é mais sério do que ter ou não vontade de parar. Primeiro que a lógica da aposentadoria fazia sentido para uma sociedade cuja expectativa de vida com qualidade não superava os 60 ou 65 anos. Chegamos ao novo milênio com uma população que resiste muito mais anos e começa a colocar em xeque os cálculos atuariais da aposentadoria em todos os países. Não há e não haverá recursos dentro da própria sociedade para pagar vencimentos para os mais velhos por tantos anos a fio, sem que eles também contribuam para a geração das riquezas.

5. Quando vc começou a montar sua empresa, qual era o discurso? Como foi convencer as pessoas?

Fazer o discurso de uma finishup é uma diversão. No meu caso particular, não monto apenas uma empresa ou compro uma franquia para servir café para o resto da vida, ainda que seja com aquelas maravilhosas máquinas que só existiam na Itália. Não! Monto empresas, crio tecnologias, reúno potenciais sócios e ponho-as para rodar todos os dias!

É uma diversão porque podemos brincar até com aspectos negativos, por exemplo, dizendo para os investidores que ou eles fazem o investimento logo, ou poderão perder o seu sócio e suas boas ideias simplesmente porque ele morreu! Mas é muito mais que isso. Ser um finishup é não acreditar que o fim precisa ser “pra baixo”, reduzido ao pijama, ao esquecimento de uma casa de repouso ou à cadeira de balanço. Porque não terminar a vida no auge? E os exemplos são muito bons: o jornalista Roberto Marinho fez um monte de coisas legais na vida, mas só se tornou uma lenda quando aos 60 anos criou a rede globo. Com o Steve Jobs, a retomada da Apple também aconteceu após os 50. Então, por que não pensarmos e realizar ou demonstrar o nosso legado no final da vida?

6. Como é o relacionamento com os sócios nessa fase da vida?

Os sócios são sempre um problema, como todos que os têm, sabem. Mas você pode usar sua experiência e sabedoria da idade mais avançada até para definir melhor os limites dessas interpenetrações de interesses que uma empresa exige. Não é porque temos uma afinidade intelectual que precisamos pensar que somos os melhores amigos e que as famílias precisam conviver.

Acho que essa objetividade nas relações para ganhar dinheiro junto a partir da conjugação de esforços e habilidades, sem nenhum compromisso de convivência obrigatória até ajuda na formulação dos negócios. É claro que as pessoas se aproximam e precisam avaliar corretamente se há, de fato, uma proximidade de valores e expectativas entre elas, mas isso é o que faz o sucesso ou o insucesso de qualquer negócio, em qualquer idade.

7. E o discurso para os investidores, como se cria essa estratégia de vender uma finishup?

Para os investidores, ainda é uma novidade e se percebe um certo estranhamento. Por que esses caras continuam com ânimo para falar em inovação, com toda essa experiência que eles tem? É claro que deve gerar algum tipo de dúvida, mas que logo passa quando passamos a agir como jovens empreendedores que realmente acreditam em suas ideias.

Mas faltam algumas práticas importantes nos processos de decisão de investimentos. Por exemplo, ao fazer investimentos em uma empresa cuja mola-mestra são pessoas mais velhas, há que se pensar, por exemplo, na continuidade do negócio, nas exigências na reprodução do conhecimento, na formação de novas lideranças que venham a substituir os fundadores e até na questão da sucessão familiar, que é sempre um ‘pepino’. Ou seja, são questões importantes que atrapalham muitas empresas após algumas décadas de história e que não cabem em uma startup de jovens, mais do que motivada por uma vida inteira pela frente.

Então, o que parece ser uma desvantagem, passa a ser um diferencial. Ou seja, é importante contextualizar e mostrar para os possíveis investidores que você está consciente dos riscos e que seu plano de negócio prevê todas as necessidades, inclusive processos criativos de modelar a sucessão familiar, caso ocorra uma tragédia.

8. Você acha que simplesmente por termos sido durante toda vida empresários de nós mesmos e gestores da nossa trajetória profissional, estamos naturalmente prontos para empreender? O que falta?

Uma coisa que perdemos ao longo de uma carreira profissional são as ilusões de que somos os melhores, que somos imprescindíveis e essenciais em qualquer situação. A vida nos ensinou que as oportunidades vêm e vão, que o sucesso pode ser passageiro e que não ha desgraça que dure para sempre. Sabemos que nada acontece se não nos mexermos e que não basta ter boas ideias e sermos brilhantes, se não as pusermos em prática.

Mas nem todos estão prontos para empreender. Se você foi aquele funcionário-padrão, que sempre seguiu as regras, nunca lutou por mais espaço, teve medo de colocar suas ideias para não perder a posição, talvez tenha mais dificuldade de sair por aí e tentar fazer novos negócios. Acredito que há pessoas que simplesmente não conseguem sair do lugar.

Mas não é porque você é jovem que vai ter uma atitude de empreendedor. Vejo muita gente fazendo concurso público em busca da eterna estabilidade (que é ilusória e cada vez menos provável). Alguns até terão bons salários, mas será que realizarão algo verdadeiramente seu na vida? Deixarão algum legado? Alcançarão a felicidade repetindo tarefas como autômatos?

Claro, há sempre a aposentadoria sedutora na cabeça daqueles que não gostam do trabalho que fazem. Mas quem é empreendedor não consegue esperar essa felicidade de fazer nada.

9. Qual é o erro mais provável na hora de montar uma finishup? Aquele erro que todo mundo comete e que poderia ser evitado?

Acho que o maior erro ao montar uma empresa é não fazer uma boa avaliação do mercado e do porque a sua iniciativa pode ser diferente e alavancar clientes. Ou seja, o importante é entender o seu próprio diferencial, o que você acrescenta aos negócios e que ninguém pode tirar de você.

Outro ponto importante diz respeito a olhar o mercado e perceber, primeiro se não há gente oferecendo exatamente o que você pretendia fazer e, segundo, se o mercado consegue entender o que você está oferecendo. Eu mesmo já tive a oportunidade de tentar negócios que só depois de muitos anos o mercado passou a assimilar. É comum – entre as pessoas animadas com a suas próprias idéias – achar que todos vão compreender ou estão precisando o que você está oferecendo.

10. Quais os conselhos que você daria para quem quiser se lançar num projeto desses?

O principal conselho é não apenas estruturar as suas boas ideias, mas fazer contas, montar uma planilha onde você possa comparar o quanto de tempo está investindo em um negócio e verificar se há margens suficientes para ele remunerar você. Geralmente é uma conta simples, mas as pessoas que estão animadas em fazer um novo negócio simplesmente não se lembram de fazer o cálculo de quanto vão ganhar, em cima do que vão gastar para trabalhar. Nessa conta, tem que calcular o preço do seu tempo, quanto custa a sua hora de trabalho. E considerá-lo como um dos custos do serviço ou do produto que você está colocando no mercado. Se você mirar apenas no lucro da operação, vai esquecer que você teve que trabalhar de graça para ganhar aquele lucro.

11. Voltando ao início…você acha que as finishups são tendência? E se são, vão conseguir ultrapassar essa barreira que é a ideia de ‘velhos aposentados’ que temos tão arraigada em nós?

Ser velho não é ruim. Ainda mais agora que a qualidade de vida pode ser boa, em função dos avanços médicos e da consciência da saúde integral. É claro que doem as costas, os joelhos não são mais ‘aquela brastemp’ e por vezes você esquece aquele maldito nome. Mas isso também pode ser divertido. Costumo falar em reuniões para que os jovens tenham paciência com o “velhinho”. Tenho consciência das minhas limitações, mas torno-as engraçadas. E elas não são piores do que a insegurança ou a falta de articulação de outra pessoa presente. E tenho certeza que na hora da animação de uma nova ideia ou ação, eles esquecem a idade que eu tenho e me consideram do mesmo time em termos de criatividade e vontade de resolver os problemas.

Os finishups são uma tendência, até porque não há saída. Com a longevidade, teremos que permanecer úteis e fazendo a roda girar depois da época da aposentadoria. Se o mercado de investimentos vai acreditar nos “velhinhos”? A resposta é o mesmo “depende” que seria apresentado aos jovens: bons planos de negócio, apresentados de forma competente, com números consistentes e muita animação sempre serão a fórmula de conquistar parceiros para suas iniciativas. Basta acreditar.

FONTE: Rubens de Almeida é engenheiro, jornalista, empresário e sócio de uma… Finishup – http://www.msn.com/pt-br/estilo-de-vida/vivermais50/%E2%80%8Bcomo-tornar-se-um-empreendedor-depois-dos-50/ar-AA7AwU7

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Ser empreendedor após os 50 anos pode ser um ótimo negócio!

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Ser empreendedor após os 50 anos pode ser um ótimo negócio!

Capturar

Olá empreendedor! Você sabia que o fundador da rede Mc Donald’s iniciou-se no ramo de lanchonetes aos 52 anos? O responsável pela criação do sistema de franquias que conhecemos e que vem fazendo sucesso no mundo todo? Hoje falaremos porque começar a empreender após os 50 anos pode ser um excelente negócio.

Muitos acreditam que para ser empreendedor é necessário ser jovem e estar iniciando uma carreira no mercado de trabalho. Mas isso não é verdade, já que vemos inúmeros exemplos de empreendedores com mais de 50 anos que obtiveram sucesso com ideias inovadoras.

Um bom exemplo é Rand Smith, empresário bem sucedido que após trabalhar por 30 anos na indústria óptica, abriu a Esporte & Fashion Optical com sua esposa Janeel, e obteve um grande sucesso. Além de Smith, podemos citar também Jim Butenschoen, que resolveu sair do mundo corporativo para abrir um salão de cabeleireiros. Hoje, o empresário conta com mais de 30 funcionários. Segundo Butenschoen, apesar dos altos e baixos do mercado, a empreitada tem sido muito divertida.

Pessoas com mais de 50 anos tendem a apresentar uma situação financeira mais estabilizada. Dessa maneira, o engajar em algo novo pode ser mais divertido. Quem já está nesta idade não possui a pressão jovial de tornar-se bem sucedido, pode concentrar a atenção na empresa criada. Além de ter acumulado experiências, que resulta em maior confiança para enfrentar o mercado.

Uma preocupação que começa a surgir nesta fase da vida é relativa a problemas de saúde. Mas com o desenvolvimento cada vez maior da medicina e o acesso a informações, essa não será uma barreira para tornar-se um empreendedor.

Não se preocupe! Se você não quiser, não é preciso começar do zero. As franquias oferecem um modelo de negócio pronto e prático de se administrar, sendo essa uma boa opção. E não se esqueça de considerar o que se gosta, pois transformar um hobby em negócio é sem dúvida a melhor forma de empreender. Isso o mantem motivado e aumenta consideravelmente as chances de sucesso.

Fonte: http://guiadoempreendedor.makro.com.br/index.php/ser-empreendedor-apos-os-50-anos-pode-ser-um-otimo-negocio/

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Empreendedorismo depois dos 50 cresce no Brasil

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Empreendedorismo depois dos 50 cresce no Brasil, diz pesquisa

A sociedade pode se beneficiar de empreendedores de todas as faixas etárias. Num extremo as pessoas jovens têm ideias holísticas, perspectivas diferentes de observar o ambiente e formação diferente dos seus pais. No outro extremo as pessoas mais velhas possuem experiência, conta¬tos e acumulam capital durante sua longa carreira” (GEM global 2010)”.

Quando pensamos em novos empreendedores logo nos vem à cabeça jovens recém-formados com cerca de 30 anos de idade. Embora ainda a grande maioria de empreendedores esteja nessa faixa etária, a população de novos “chefes” com mais de 50 anos de idade tem crescido no Brasil e no mundo. De acordo com dados do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), 25,6% dos empreendedores brasileiros tinham entre 44 e 64 anos de idade em 2010, número que vem aumentando continuamente desde 2007.

Empreender nada mais é do que criar novos negócios. O GEM, coordenado pelo Babson College, nos Estados Unidos, e a London Business School, na Inglaterra, é o maior estudo contínuo sobre a dinâmica empreendedora no mundo, e já envolve 59 países.

Na pesquisa, os dados sobre a atividade empreendedora são obtidos por meio de pesquisa quantitativa com uma população na faixa etária entre 18 e 64 anos. No Brasil, a Taxa de Empreendedorismo em Estágio Inicial (TEA) é a maior desde que entrou na pesquisa, em 1999. Entre os países do G20 que participaram da pesquisa, o Brasil é o que possui a maior TEA, seguido pela China e a Argentina.

Abrir seu próprio negócio após os 50 pode ser até mais vantajoso do que na juventude. De acordo com o consultor de empresas da Retorno Consultoria Michel Beltrão, “não só pelo conhecimento que a pessoa adquiriu durante a vida, a experiência conta muito também. Além disso, essas pessoas já possuem uma maior cultura geral, já sabem lidar melhor com clientes e também podem segurar melhor a onda dos riscos. Ser empresário é correr riscos, não tem jeito. É um processo de tentativa e erro. Se a pessoa pode continuar tentando, não tiver medo de correr riscos, dificilmente será um mau empresário”.

Meter as caras, correr risco, continuar tentando e não parar nunca. É esse o pensamento da empresária aposentada Jacinta Rosa Okde, de 57 anos. “Durante todo o tempo de vida profissional ativa eu me preparei para continuar trabalhando. Não como uma necessidade vital, mas uma atividade prazerosa e que me trouxesse algum rendimento. Eu sempre afirmei que eu não me aposentaria, mudaria de atividade. Além de anos de experiência acumulada na empresa em que trabalhei, me formei em Direito há oito anos, justamente com o objetivo de me capacitar, pois isso me habilita e me dá  uma visão ampla e legal da atividade que exerço”, conta.

Não é todo mundo que pode abrir uma empresa e ter sucesso. Para isso, tem que ter um mínimo de conhecimento da área e fazer como Jacinta: capacitar-se cada vez mais. Para Michel, “ter sucesso em um empreendimento não depende somente do nível de escolaridade, a pessoa precisa também conhecer o meio onde atua. Tem que saber contabilizar os lucros da empresa, tem que saber entender os riscos do mercado. É a cultura do business, que falta nos brasileiros. Uma empresa não é uma extensão da família, é um negócio. Tem que saber ouvir conselhos, saber a hora de mudar”.

Embora tenha terminado agora a faculdade de Direito, Jacinta reconhece que precisa de mais para lidar com o seu negócio E uma coisa é certa: a coragem para tentar, sempre. “Como trabalhei e me aposentei numa grande empresa eu tenho a exata vivencia e sei lidar com balanços, faturamentos, contabilidade, fornecedores, prestadores de serviços e sei lidar também com o fator humano. Gosto do que faço. Gosto de lidar com construção, obras, pedreiros, plantas, projetos. São experiências acumulados ao longo do tempo que eu trouxe pra nova atividade”, diz a empresária.

E o conselho para futuros empreendedores? “Não se meta a fazer e nem a administrar o que não sabe, tem que conhecer bem o seu negócio”.

Fonte: http://www.fundacaosanepar.com.br/blog/empreendedorismo-depois-dos-50-cresce-no-brasil-diz-pesquisa

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Cinco dicas para empreender depois dos 50

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Cinco dicas para empreender depois dos 50

Número de empreendedores dessa faixa etária cresceu 8,8% no último ano no Brasil

Cinco dicas para empreender depois dos 50 Adriana Franciosi/Agencia RBS
 Aos 58 anos, Edmundo Amaral é o mais experiente numa incubadora de negócios  Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS

 

Um empreendedor nato. Assim é Edmundo Fernando Amaral. Aos 58 anos, ele se viu criando uma startup num ambiente recheado de jovens criando produtos tecnológicos.  O agricultor de Viamão já foi gerente de multinacional, professor e fruteiro e hoje é dono da Ossopim, uma empresa incubada no Tecnopuc.

Preocupado com a alimentação desde cedo, Amaral criou, na década de 90, uma van que vendia alimentos higienizados nos condomínios fechados que começavam a crescer em Viamão. Em seis meses, ele já estava em 11 diferentes feiras do município e da capital. Cansado da correria das feiras, decidiu produzir artesanalmente uma cadeia de alimentos congelados. Boa parte dos petiscos dos bares de Porto Alegre oferece seus produtos.

– O problema é que a perda de resíduos do aipim e da batata doce é grande e isso me incomodava. Era como jogar comida fora. Como não criamos animais, para usar esses resíduos como ração, precisava encontrar uma maneira de utilizar essa parte dos produtos que são tão ricas. Foi então que pensei em um ossinho pet totalmente orgânico –, contou o empresário.

Amaral é o empreendedor mais experiente na incubadora. Os outros empresários têm entre 20 e 40 anos. O resultado: é ele quem agita os eventos comemorativos entre as outras empresas incubadas e já ganhou o título de assador oficial.

– A gurizada de TI fica tão focada em criar novos produtos que, às vezes, esquece que estamos numa grande comunidade aqui. Eu sou um jovem de 58 anos entre eles.

Tudo começou quando ele passou a planejar no que faria quando mais velho. Ele e a esposa decidiram que teriam uma velhice mais digna, mais saudável, que produziriam os próprios recursos e não dependeriam unicamente da aposentadoria. E tem dado certo. Em recente visita à incubadora, uma representante do governo canadense se interessou pela Ossopim e Amaral passou a pesquisar sobre o mercado internacional.

– Se uma empresa como a minha for responsável, em dez anos, por 1% do mercado pet no Brasil, então eu sei que valeu a pena –, diz.

O principal aprendizado de Amaral nessa experiência como startup é a paciência para seguir cada passo de uma vez.

– Aqui temos acompanhamento sobre cada fase da empresa. Então, primeiro patentiei o processo de produção, registrei o domínio da marca na sequência e agora estou encaminhando toda a documentação necessária para o Ministério da Agricultura. A próxima missão é conquistar um investidor para colocar o produto no mercado –, conta sonhando em construir a fábrica ali mesmo na área que antigamente abrigava um seminário.

A empresa tem feito a vida de Amaral e de sua família seguir as ideias que planejou: ter uma vida mais digna. Mas não é só assim que ele cuida da própria saúde. Preocupado em exercitar também o cérebro, ele se matriculou num curso de mandarim. Todas as quinta-feiras, ele ruma para Porto Alegre onde passas as tardes entre “Xièxiè” e “Nǐ hǎo ma”.

– É muito difícil aprender essa língua. Já aconteceu de eu pensar em desistir, mas a melhor coisas que faço quando passo por esses momentos de crise é respirar fundo e esperar. Logo o entusiasmo e a coragem voltam e sigo aprendendo.

Amaral tem três filhos. A mais nova, Fernanda, vai prestar vestibular no final do ano. Ao invés de simplesmente ficar em casa torcendo, ele decidiu se inscrever para o Enem e para o concurso da UFRGS junto com a jovem. A ideia é, em 2015, fazer parte da turma de calouros do curso de Relações Internacionais.

Na França, 13% das startups são gerenciadas por quem tem mais de 60 anos. No Brasil, o número tende a crescer. Um levantamento feito pelo Sebrae e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade mostrou que, em 2013, 8,8% das novas empresas criadas no país tem a frente alguém com mais de 65 anos.

O especialista em empreendorismo do Sebrae-RS, André Martinelli, dá dicas para quem, assim como Amaral, não tem medo de colocar as ideias em prática:

1. Conhecer o mercado

– Esse é o princípio básico. Estudar o segmento é importante para saber como a empresa pode atuar. Não existe o melhor negócio, é importante buscar o que se gosta de fazer. Ver dinheiro em caixa de um negócio que só traz insatisfação é decepcionante –, aponta o especialista.

2. Começar no mercado brasileiro é um bom negócio

Mais do que pensar no mercado internacional, Martinelli diz que o mercado interno deve ser priorizado quando um negócio está no começo. Explorar o Marcosul também pode ser um bom investimento.

3. Aprender a aprender

– Até especialistas precisam de especialistas –, é a lição que Amaral aprendeu e colocou em prática. Tanto que foi isso que o levou até a incubadora. Quando teve a ideia da Ossopim, ele procurou na internet ajuda de outras empresas para melhor o processo de secagem das cascas que sobravam do aipim. Ter aptidão para o negócio não quer dizer que terá sucesso. Por isso, é importante estar em uma ambiente que possa capacitar o empreendedor para ser gestor do negócio.

4. Persistência

Martinelli diz que essa é a principal característica do empreendedor de sucesso.

– Muitas pessoas, todos os dias, têm boas ideias. Às vezes, uma ideia inovadora pensada aqui pode também ter sido imaginada por outra pessoa do outro lado do mundo. A diferença está em que não teve medo de colocar em prática –, aponta.

5. Inovar

Atualmente, a palavra “inovação” tem sido associada à área de tecnologia da informação. Mas inovar, para Martinelli, é se tornar diferenciado no mercado. Por isso, é possível inovar desde o atendimento ao cliente até a criação de novos produtos.

Fonte:http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vida/melhor-idade/noticia/2014/11/cinco-dicas-para-empreender-depois-dos-50-4634688.html  
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Aposentados de Valor no Mercado

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Aposentados de Valor no Mercado

shutterstock_45685606Se o sossego da aposentadoria era um sonho, hoje há pessoas que escolhem continuar trabalhando, mesmo aposentadas. Segundo um levantamento realizado pela VAGAS Tecnologia, empresa especializada em processos seletivos, cerca de 40% dos aposentados que recentemente deixaram o mercado de trabalho recebem propostas para voltar.

Alguns vão mais longe e começam a cursar faculdade, mesmo na aposentadoria, visando uma nova recolocação no mercado de trabalho. Segundo a gerente de operação do CIEE (Centro de Integração Empresa Escola), Daniela Fonseca, a ideia de continuar os estudos, e no mercado de trabalho, após a aposentadoria, não era cogitada. Mas muitas pessoas começaram a perceber que a aposentadoria não precisa ser necessariamente o “fim de tudo”.

Esta tendência mostra que há espaço no mercado de trabalho para pessoas que estão dispostas a se aperfeiçoar e se dedicar, independente da idade que têm.

 

FONTE: http://economiadiaadia.com.br/aposentados-de-valor-no-mercado/

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Recrutados depois da aposentadoria

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Recrutados depois da aposentadoria

Eles já haviam dado sua carreira por encerrada. Mas, atraídos por ótimas propostas de trabalho, retornam ao batente para suprir a escassez de mão-de-obra qualificada

Aos 55 anos, o engenheiro José Carlos Greppe comprou sua primeira casa de campo, organizou a biblioteca, aprendeu a jogar golfe e passou uma temporada na Europa com a mulher sem ter marcado a passagem de volta. Estava aposentado – “sem culpas nem saudade do escritório”. Foi quando recebeu três ótimas ofertas de emprego. Recusou todas. Aí veio mais uma, feita justamente pela empresa onde havia trabalhado por vinte anos. Além de um salário de alto executivo, foi-lhe dada a opção de fazer o próprio horário. Greppe aceitou. Ele diz: “Com tantas regalias, não consegui negar”. Não é o único caso de ex-aposentado nos quadros da Promon, uma das maiores empresas de engenharia do país. Greppe e mais 35 engenheiros de faixa etária parecida (e já em pleno ócio) foram convidados a ocupar vagas para as quais estava difícil achar profissionais tão especializados à disposição no mercado.

Um recente estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que a história tem se repetido em muitas outras companhias no país. É o que explica o fato de o número de cinqüentões recém-empregados ter crescido 50% no último ano – enquanto o de jovens aumentou 30%. A disputa por eles é acirrada. A diretora de recursos humanos da Promon, Márcia Fernandes, ouviu de vários dos supostos aposentados que tentava recontratar: “Já arranjei outro emprego”.

O que motiva os veteranos a regressar à velha vida no escritório? Antes de tudo, condições de trabalho melhores do que aquelas que haviam deixado para trás. Para atraí-los, as empresas oferecem bons cargos, horários flexíveis e salários em média 30% maiores que o valor do último contracheque antes da aposentadoria. Diante de tantas regalias, a volta ao trabalho se torna uma boa oportunidade de juntar mais dinheiro para a velhice. Outra razão para o retorno diz respeito ao sentimento que se abate sobre eles depois de um tempo longe do batente. Ainda se vêem jovens e começam a sentir o “vazio da improdutividade”. É assim que o engenheiro civil Misael Sá, 56 anos, se refere à angústia de parte do período de oito anos em que passou em casa. Deu tempo para fazer aulas de inglês, direito e informática, mas era só passar por um canteiro de obras para ser tomado de lembranças. Há um ano, decidiu voltar. “Aos 50, gosto mais do trabalho, porque tenho total domínio do que faço e ele deixou de ser uma obrigação. É uma escolha.”

Veteranos que antes tinham dificuldade em arranjar emprego passaram a ser tão requisitados agora porque há, no Brasil, uma crônica escassez de mão-de-obra qualificada para desempenhar certas funções – entre elas a de engenheiro, agrônomo e analista de sistemas (veja quadro). São ao todo 200 000 vagas ociosas por ausência de gente preparada para ocupá-las, segundo um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Situação típica de nações que, como o Brasil, crescem em ritmo veloz e passam a requerer um grande número de profissionais de bom nível para suprir as novas demandas da economia. Para se ter uma idéia, o país precisaria de pelo menos 25 engenheiros para cada grupo de 100 000 habitantes se quisesse dar conta de obras que começam a sair do papel. Tem apenas seis.

O que piora a situação é o fato de os recém-formados deixarem a faculdade despreparados para executar até mesmo funções básicas nas empresas, outra razão para que elas saiam à caça dos experientes. Os mais velhos contam com uma vantagem adicional: ajudam a acelerar a adaptação dos novatos ao mercado de trabalho. Viram seus mentores. “Oferecemos ótimos salários e cursos no exterior para tornar o emprego atraente aos mais velhos. Nunca precisamos tanto deles”, diz Lairton Corrêa, gerente de recursos humanos da Petrobras.

Entre os aposentados, há um tipo bem específico que interessa às empresas: aquele que já havia consolidado a carreira e se mantém, de alguma forma, conectado à sua área. Ainda assim, elas precisam investir na atualização dos que retornam. O primeiro mês na volta ao trabalho é de muito treinamento e pouca produção. Trata-se de um período de “recauchutagem”, segundo o jargão das empresas. O especialista em ferrovias Peter Alouche já passou dessa fase. Aos 59 anos, teve uma chance rara. Depois de uma brevíssima aposentadoria de um mês, ele, que sempre trabalhou em empresas de transporte público, aceitou um emprego de consultor na iniciativa privada. Alouche está eufórico: “Sinto-me como se tivesse 30 anos”.

Fonte:  parte do conteúdo extraído da Revista Veja, Edição 2068, de 09 de julho de 2008  no texto do  site: http://www.udemo.org.br/Leituras_207.htm

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Com 50 anos e sem patrão

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Com 50 anos e sem patrão

emprrededor+50anos_coachingmais50.com.brO número de pessoas que abriram negócios quando já poderiam se aposentar (ou pensar em) mais do que dobrou  na última década, com bons resultados: suas empresas faturam mais e têm vida acima da média nacional.

Tradicionalmente, os 50 anos marcam o início da contagem regressiva para a aposentadoria – em especial no Brasil, onde o sistema previdenciário com base no tempo de contribuição permite que se deixe a labuta cedo, em comparação com o que acontece em países como Suécia e Inglaterra. Mas as estatísticas mostram que, ao longo da última década, o sonho de vestir o pijama e não ter hora para acordar vem sendo substituído pela vontade de escrever um novo capítulo na vida profissional.

No Brasil, a virada dos cinquentões é uma transformação palpitante do mercado de trabalho. Desde 2003  foi o único grupo etário a aumentar sua participação na população ocupada, segundo a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que mede a cada mês o emprego nas seis principais regiões metropolitanas do país. Ao contrário da maioria dos trabalhadores, que tem a carteira assinada por uma empresa do setor privado, as pessoas com 50 anos procuram não ter patrão. O brasileiro está vivendo mais e continua a ser empreendedor em todas as etapas da vida

A explicação para o fenômeno dos cinqüentões empresários está na combinação da inclinação dos brasileiros por empreender com o aumento da longevidade. Hoje a expectativa de vida média no Brasil está em 74 anos. Atualmente, uma pessoa que chega aos 50 anos com saúde sabe que ainda terá muitos anos pela frente para fazer o que bem entender. Essa disposição para trabalhar até mais tarde vem transformando o conceito de aposentadoria. Até os anos 1960, ela era sinônimo de descanso. Passou a ser encarada como uma recompensa na década de 1970 e, nos anos 1980, como um direito. Hoje, é a oportunidade de recomeçar”, diz David Baxter, da Age Wave, agência americana de pesquisa e consultoria focada no público sênior. Um estudo do grupo Merrill Lynch, feito nos Estados Unidos, confirma: 71% dos entrevistados querem manter algum tipo de trabalho na aposentadoria, e a maioria não cogita deixar o mercado por completo antes dos 70 anos.

A decisão de permanecer na ativa pode traduzir-se numa velhice mais saudável. Muitos estudos relacionam a aposentadoria precoce ao encurtamento da vida, em decorrência de depressão, sedentarismo e stress causados pela mudança de rotina (para não falar da chatice crônica do pijamão, como sabem todos os que convivem com um desses em casa).

Empreender aos 50 tem algumas vantagens, mas se está sujeito às mesmas armadilhas de começar um negócio do zero em idade mais jovem. São erros comuns, entre todos os “calouros” do empreendedorismo, deixar de estudar o mercado em que se vai entrar ou não incluir no planejamento de gastos o montante necessário para o capital de giro. Mas adotar uma visão romantizada do negócio próprio é uma tentação a que o principiante de faixa etária mais avançada está especialmente exposto. Quem sonha com um bar ou uma pousada numa praia paradisíaca no fim da vida, em geral, não leva jeito para ser empresário.  Encostar a barriga no balcão ou passar na empresa apenas alguns dias por semana são passos firmes na direção do fracasso. Inversamente, entrar num negócio preocupado apenas com o dinheiro que se vai ganhar, sem levar em conta o prazer que o trabalho pode proporcionar, é uma receita para a frustração. Além de serem frustrantes, decisões erradas doem mais no bolso de quem já não tem tanto tempo de refazer o capital para a velhice.

Quando a decisão de empreender não é apenas uma fantasia, os cinquentões têm mais chance de sucesso que os mais novos. A Microsoft fez uma pesquisa na Inglaterra e constatou que 70% das empresas abertas por pessoas dessa faixa etária duram pelo menos três anos, enquanto apenas 28% das iniciadas pelos mais jovens têm a mesma longevidade. Isso porque os empresários de 50 anos, em geral, são cautelosos e estudam melhor a concorrência. Eles também costumam ter a seu favor o traquejo na gestão de pessoas e uma rede de contatos estabelecida ao longo da carreira, o chamado networking. De resto, é ter disposição para não desanimar com os obstáculos iniciais. 

Para quem vai recomeçar

O que pesa a favor

  • O autoconhecimento. É mais improvável que se entre num negócio com o qual não se tenha afinidade.
    • A rede de contatos que fez ao longo da vida, o chamado networking.
    • As experiências passadas. Elas servem de referência antes de se decidir no que investir.
    • O conhecimento acumulado. Ele resulta em maiores chances de o negócio dar certo.

 

O que pode pesar contra

  • A visão romantizada. Se sonha com um café charmoso ou uma pousadinha, provavelmente você não tem veia empreendedora.
    • A arrogância. O bom empreendedor deve fazer cursos e analisar permanentemente a concorrência – mesmo já sendo um profissional experiente.
    • Excesso de ousadia. Não há expectativa de retorno que justifique raspar toda a sua reserva nessa etapa da vida.

 

Fonte:  parte do conteúdo extraído da Revista Veja, Edição 2068, de 09 de julho de 2008 no texto do  site: http://www.udemo.org.br/Leituras_07.htm

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Cinquentões ganham espaço no mercado de trabalho

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Cinquentões ganham espaço no mercado de trabalho, que começa a rever conceitos

Surpresa. Um estudo da PriceWaterhouse Coopers e da Fundação Getúlio Vargas (FGV) estima que, em 2040, 57% da força de trabalho brasileira será composta por profissionais com mais de 45 anos. No Brasil, em 2012, os trabalhadores com idade a partir de 40 anos representavam 34,85% da mão de obra ativa, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

Os dados mostram que os profissionais mais maduros têm, sim, lugar no mercado de trabalho. Apesar do fantasma que assombra os que estão nessa faixa etária e de as empresas estarem numa constante busca por novos talentos, cresce a percepção, dizem especialistas, que unir o conhecimento dos mais velhos com o potencial e a vontade dos mais jovens é uma excelente fórmula para o desenvolvimento da companhia.

— Profissionais de maior idade trazem uma bagagem de conhecimentos imensurável, e não estão atrás de quantidade de empregos que possam destacar na carteira profissional. O que importa para eles é a qualidade do serviço, o respeito pela equipe de trabalho e, principalmente, sua valorização no ambiente — afirma Elisângela Silva, consultora em RH da Luandre Soluções em Recursos Humanos, que há quatro anos seleciona trabalhadores para vagas que não limitam idade.

Em entrevista à TV americana CNBC, o bilionário mexicano Carlos Slim disse que a tecnologia gerou um ambiente de negócios em que o conhecimento é mais importante que a força física, o que beneficia os profissionais mais experientes.

— A busca por profissionais mais experientes vem acontecendo, em especial, para posições que exigem mais conhecimentos e vivências profissionais. Há organizações que contratam este perfil de profissionais com foco na transferência do aprendizado e do conhecimento — afirma Ylana Miller, sócia-diretora da Yluminarh e professora do Ibmec.

Os motivos que levam a esta nova onda são vários, desde a falta de talentos para postos que requerem conhecimento específico até a própria mudança na curva demográfica do Brasil. Fátima Mangueira, diretora da Mira Recursos Humanos, ressalta que justamente a falta de talentos nos níveis mais altos de gestão está levando cada vez mais empresas a optarem pela contratação desses profissionais, já que eles são conhecidos como gestores mais experientes:

— Nota-se um misto de experiência e maturidade destes, que, interagindo com a geração Y, tornam-se importantes para o mundo de negócios. Essa interação entre gerações é importante para todas as partes. Cria um ambiente desafiador e estimulante para as empresas e para os profissionais, não importa a idade.

Para a gerente de desenvolvimento organizacional da Luandre, Flávia Garbo, um fator que contribui para que haja um maior interesse de profissionais maduros é que os representantes das novas gerações parecem ter uma tendência mais imediatista, além de uma ambição de curto prazo, que nem sempre as empresas conseguem atender. Em contrapartida, profissionais mais experientes, além de já trazerem consigo um considerável capital intelectual que minimiza os investimentos iniciais com desenvolvimento, tendem a criar vínculos com as instituições e a se comprometerem mais com os resultados coletivos.

— Num momento em que se valoriza tanto a busca de resultados, comprometimento e informação, as empresas começam a rever o conceito de que quem tem mais de 50 está obsoleto — diz Flávia. interação entre gerações

Além do comprometimento e qualificação, maturidade na gestão de conflitos, movimento estratégico no sentido de aproveitar melhor as potencialidades do grupo, as práticas da organização são algumas competências que se destacam nesses profissionais. E são valorizadas pelos empregadores, explicam as consultoras.

Apesar de estar em ascensão, a tendência ainda não é majoritária. Pesquisa da revista Melhor – Gestão de Pessoas, feita no primeiro semestre deste ano, indica que 63% das empresas entrevistadas ainda não percebem os profissionais mais velhos como opção para a escassez de talentos.

— Acreditamos que há espaço para todos no mercado, o importante é ter clareza do tipo de profissional que agregará à empresa, não apenas baseando-se no perfil, mas também tendo a sensibilidade de observar o contexto, a cultura e o momento que a organização está passando — acrescenta Flávia.

Segundo Ylana, a contratação de profissionais seniores vem acontecendo cada vez mais nas organizações focadas em projetos e gestão do conhecimento. Entre as áreas onde há mais espaço para eles estão tecnologia e engenharia, mas a oferta está aquecida também em bancos, supermercados, indústrias, empresas de serviços, telemarketing e varejo.

O mais importante, segundo a diretora da Yluminarh, é que os profissionais seniores não se sintam ameaçados ou com receio de perder seu lugar no mercado. E que as empresas e profissionais de RH estimulem e promovam a troca entre profissionais de gerações diferentes, valorizando a diversidade, interação e complementariedade:

— O papel deles é muito importante na transferência do conhecimento e na preparação da nova geração. A construção de uma relação profissional saudável dependerá de todos os envolvidos. O melhor de cada um deve ser aproveitado.

— Precisamos que diferentes gerações trabalhem em conjunto, dividam informações onde um aprende com o outro. Possivelmente o jovem terá uma visão de “pé no chão”, tendo mais comprometimento, responsabilidade no ambiente profissional. Já o de maior idade precisa entender que as novas gerações buscam aprimoramento profissional — cursos técnicos, idiomas e faculdade —, e quem sabe isso incentive e demonstre que a vida não para — completa Elisângela.

A questão também merece destaque de Fátima, da Mira Recursos Humanos — ela não vê a idade como um fator que atrapalhe o ingresso no mercado ou o desenvolvimento de carreira desses profissionais, mas sim a falta de atualização:

— Alguns ainda encontram resistência em usar as diversas ferramentas de informática e as redes sociais, elementos fundamentais para o momento em que vivemos.

Fonte: http://extra.globo.com/emprego/cinquentoes-ganham-espaco-no-mercado-de-trabalho-que-comeca-rever-conceitos-10398547.html#ixzz3V9liqA1e.  Publicado em  17/10/13 09:28  Atualizado em 22/03/15

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