Category Archives: Neurociência e Pscicologia

Dez chaves para uma vida mais feliz

Posted on by 2 comments image

Dez chaves para uma vida mais feliz

resilience-banner

As “10 chaves para uma vida mais feliz” são baseadas em uma análise das mais recentes pesquisas da área de psicologia e setores relacionados. O caminho de cada pessoa para a felicidade varia, mas evidências científicas sugerem que essas “10 chaves” consistentemente tendem a afetar de modo positivo a felicidade e bem-estar das pessoas.

As primeiras cinco chaves se referem a como interagimos com o mundo externo em nossas atividades diárias. Elas se baseiam nos “Cinco caminhos para o bem-estar” desenvolvidos pela New Economics Foundation, como parte do Foresight Project. As últimas cinco chaves são internas e dependem da nossa atitude em relação à vida.

Exterior: atividades diárias

giving_icon_100x1001. Doação

Faça algo para os outros

Se importar com os outros é fundamental para nossa felicidade. Ajudar os outros é bom não apenas para quem recebe a ajuda, mas também nos torna mais felizes e saudáveis. Doar também cria conexões mais fortes entre as pessoas e ajuda a construir uma sociedade mais feliz para todos. E não se trata só de dinheiro — também podemos doar nosso tempo, ideias e energia. Então, se quiser se sentir bem, faça o bem! Leia mais …

relating_icon_100x1002. Relações

Conecte-se com pessoas

Relações pessoais são o fator mais importante que contribui universalmente para a felicidade. Pessoas com relações sociais fortes e amplas são mais felizes, saudáveis e vivem mais. Laços estreitos com família e amigos fornecem amor, sentido, apoio e aumentam nossos sentimentos de autovalorização. Redes de amigos mais amplas trazem um senso de pertencer. Então agir para fortalecer nossas relações e estabelecer novas conexões é essencial para a felicidade. Leia mais …

exercising_icon_100x1003. Exercício físico

Cuide de seu corpo

Nosso corpo e nossa mente são conectados. Permanecer fisicamente ativo nos deixa felizes e também faz bem para a saúde física. Isso instantaneamente melhora o humor e pode até nos tirar de uma depressão. Não precisamos correr maratonas — há coisas simples que todos podemos fazer para ser mais ativos a cada dia. Podemos também aprimorar nosso bem-estar se desconectando dos eletrônicos, indo para fora e garantindo que estamos dormindo o suficiente.

appreciating_icon_100x1004. Atenção

Note o mundo ao redor

Já teve a sensação de que deve haver algo mais na vida? Boa notícia: sim, há! E está bem aqui na nossa frente. Apenas precisamos parar e notar. Aprender a estar mais consciente e atento pode realizar maravilhas para nosso bem-estar em todas as áreas da vida — como em nossa caminhada para o trabalho, o modo como comemos ou em nossas relações. Fazer isso ajuda a nos afinarmos com nossos sentimentos e evita que fiquemos habitando o passado ou se preocupando com o futuro — então nos beneficiamos mais do dia-a-dia. Leia mais…

trying_out_icon_100x1005. Aprendizado

Continue aprendendo novas coisas

O aprendizado afeta nosso bem-estar de diversas maneiras positivas. Aprender nos expõe a novas ideias e nos ajuda a continuarmos curiosos e engajados. Também traz um sentido de realização e ajuda a melhorar a autoconfiança e resiliência. Há muitas maneiras de aprender novas coisas — não apenas através da educação formal. Podemos compartilhar uma habilidade com um amigo, entrar em um grupo ligado a alguma atividade, aprender a cantar, fazer um novo esporte e muito mais.

Interior: atitude com a vida

direction_icon_100x1006. Direção

Tenha objetivos em mente

Todos precisamos de objetivos para nos motivar e eles precisam ser desafiadores o suficiente para nos excitar, mas ao mesmo tempo precisam ser alcançáveis. Se tentarmos realizar o impossível isso trará estresse desnecessário. Definir metas ambiciosas mas realistas dá direção a nossas vidas e traz um senso de realização e satisfação quando as alcançamos.Leia mais…

resilience_icon_100x1007. Resiliência

Encontre maneiras de reagir e continuar

Todos nós temos períodos de estresse, perda, falha ou trauma em nossas vidas. O modo como respondemos a isso tem um grande impacto em nosso bem-estar. Com frequência não podemos escolher o que nos acontece, mas podemos escolher nossa atitude em relação ao que surge. Na prática, não é sempre fácil, mas uma das mais excitantes descobertas dos estudos recentes é que a resiliência, como muitas outras habilidades, pode ser aprendida. Leia mais…

emotion_icon_100x1008. Emoções positivas

Cultive sentimentos e valores construtivos

Emoções positivas — como alegria, gratidão, contentamento, inspiração e confiança — são ótimas não apenas no momento. Os novos estudos indicam que vivenciá-las regularmente cria uma “espiral ascendente”, ajudando a criar nossos recursos internos. Então embora precisemos ser realistas sobre os altos e baixos da vida, focar no lado bom de qualquer situação ajuda — o copo meio cheio em vez de meio vazio. Leia mais …

acceptance_icon_100x1009. Aceitação

Esteja confortável com o que você é

Ninguém é perfeito. Mas com frequência comparamos nossas falhas com as qualidades dos outros. A fixação em nossos defeitos — o que não somos ou temos, em vez do que temos — dificulta ainda mais a felicidade. Aprender a aceitar-se — com verrugas e tudo mais — e ser gentil consigo mesmo quando as coisas dão errado, aumenta a capacidade de desfrutar da vida, a resiliência e o bem-estar. Também ajuda a aceitar os outros como são. Leia mais…

meaning_icon_100x10010. Sentido

Seja parte de algo maior

Pessoas com sentido e propósito em suas vidas são mais felizes, se sentem mais no controle e se beneficiam mais daquilo que fazem. Elas também experimentam menos estresse, ansiedade e depressão. Mas onde encontrar “sentido e propósito”? Pode ser nossa fé religiosa, o fato de sermos mães e pais, ou realizar um trabalho que faz a diferença. As respostas variam para cada um, mas todas envolvem estar conectado com algo maior que nós mesmos. Leia mais…

Sobre as “10 Chaves”
As “10 chaves para uma vida mais feliz” foram desenvolvidas em conjunto por Vanessa King e a equipe da Ação para Felicidade (Action For Happiness) em 2010, na Inglaterra, com base em uma extensa análise das mais recentes evidências de estudos ligados ao bem-estar psicológico e mental.

É a felicidade que impulsiona o sucesso, e não o contrário.

Posted on by 1 comment video

É a felicidade que impulsiona o sucesso, e não o contrário.

Psicólogo de Harvard explica como a busca pela felicidade pode ser o contrário do que você pensa

Shawn Achor é um pesquisador da Universidade de Harvard especialista em investigar a conexão entre felicidade e sucesso. Ele acredita que as pessoas podem – e devem – ser felizes. E para isso criou o Goodthink Inc., onde ele divide tudo o que descobriu em mais de 12 anos de pesquisa de uma maneira prática e interativa.

O psicólogo acredita que a felicidade não é consequência do que acontece no exterior, e sim da maneira pela qual enxergamos esses acontecimentos. Ele usa os próprios estudantes de Harvard como exemplo. Apesar da felicidade por  entrar e estudar em uma das maiores instituições educacionais do mundo, pouco depois esse sentimento é totalmente engolido por problemas, dificuldades acadêmicas, reclamações, etc.

Dessa maneira, Shawn afirma que apenas 10% da nossa felicidade depende do mundo externo. Os outros 90% dependem exclusivamente da maneira como você enxerga a realidade. É como se tivessemos uma lente que condiciona a maneira que o nosso cérebro lida com as coisas. E ele vai além, afirmando que apenas 25% do seu sucesso profissional depende da sua capacidade (QI, habilidades técnicas, etc). Os outros 75% dependeriam do comportamental, ou seja, do seu nível de otimismo e da sua capacidade de enxergar desafios como aprendizados e não problemas.

Com esses exemplos, a conclusão é que devemos inverter alguns pensamentos que rondam o inconsciente coletivo e pessoal. Coisas como “se eu trabalhar muito, vou conseguir tal coisa e então serei feliz”. Até que você chega lá e descobre que a tal coisa não te trouxe a felicidade esperada. E aí?

Você precisa trabalhar a favor da felicidade, e não contra. A dica do especialista para começar a programar seu cérebro nesse novo sentido é fazer alguns exercícios durante 21 dias consecutivos. Coisas como:

– Exercitar sua gratidão ao listar três coisas pelas quais você se sente grato todos os dias;

– Escrever sobre pelo menos uma experiência bacana que você teve durante o dia;

– Meditar e exercitar o corpo e a mente;

– Realizar pequenos atos de gentileza.

Depois de 21 dias, seu cérebro seria então capaz de enxergar o mundo de uma maneira mais positiva. Vale a pena conferir o que ele mesmo diz sobre isso no seu TED Talk (um dos mais acessados do mundo) e tirar suas próprias conclusões:

FONTE: http://inquietaria.99jobs.com/psicologo-de-harvard-explica-como-a-busca-pela-felicidade-pode-ser-o-contrario-do-que-voce-pensa/

Quer ser feliz? Medite!

Posted on by 0 comment image

Quer ser feliz? Medite!

O que é uma felicidade e como podemos conquista-la? Matthieu Ricard, bioquímico que se tornou monge budista, afirma que podemos treinar nossa mente para ter hábitos de bem-estar e gerar um verdadeiro sentimento de serenidade e realização e assim conquistar a verdadeira Felicidade!

Matthieu Ricard – Hábitos da Felicidade

Uma ideia para fazer isso é praticar meditação ou ‘amor ao próximo’, diz o monge. Isso leva tempo, ele diz, mas é um trabalho que vale a pena fazer. As varreduras do cérebro mostram que monges que praticam muita meditação apresentam uma atividade de felicidade em seus cérebros muito além do que o que é esperado de outras pessoas comuns. Embora ele não mencione esse fato na palestra, o próprio Ricard é o garoto-propaganda dessa tese. Segundo o guru Chade-Meng Tan, varreduras no cérebros de Ricard mostraram que ele é uma das pessoas mais felizes do mundo.

A Neurociência já comprovou que sessões de meditação diárias garantem uma série de benefícios ao organismo. Meditar por vinte minutos diariamente, antes de sair de casa, ajuda a relaxar o corpo e preparar a mente para os compromissos ao longo do dia.  Mas se a sua agenda não permitir que seja antes de sair de casa e 20 minutos de uma vez só, tire 10 minutos 2 vezes ao dia e em dê esse tempo de presente a si mesmo e só terá benefícios.

Acredite, a meditação é tão poderosa que pode verdadeiramente modificar o seu cérebro. A neurociência explica o poder da meditação e os mecanismos neurais envolvidos em um dos mais poderosos processos de autocontrole e organização mental. Assista o excelente vídeo produzido pelo Coach e Neurocientista Gustavo Carvalho, com o título “Meditação, Neurociência e Coach”, que mostra o que acontece quando se pratica a meditação regularmente.

5 Exercícios para o cérebro sugeridos por um mestre em memória

Posted on by 0 comment image

5 Exercícios para o cérebro sugeridos por um mestre em memória

UM EMPREENDEDOR QUE MEMORIZA A ORDEM DAS CARTAS DE UM BARALHO EM MENOS DE UM MINUTO COMPARTILHA DICAS PARA AGUÇAR SUA MEMÓRIA

Cérebro (Foto: Reprodução)

 

Ed Cooke, CEO e cofundador do Memrise, tem uma bagagem inusitada para um empresário. Esqueça as escolas de negócios ou anos de atuação como consultor. Cooke dedicou a maior parte de seus 20 anos competindo em campeonatos de memória. Mais que isso: ganhando competições por realizar façanhas como memorizar a ordem das cartas de 16 baralhos em menos de uma hora.

A experiência pode ser boa para a maioria dos líderes de negócios, mas foi realmente a preparação perfeita para o papel que hoje Cooke desempenha. Seu site, Memrise, é uma ferramenta para ajudar pessoas a aprender qualquer coisa – de fatos científicos a uma língua estrangeira – rapidamente, usando associações divertidas para assimilar novas palavras ou ter boas ideias.

A base da empresa é o conhecimento científico – o cofundador é o neurocientista Greg Detre – e baseia-se na mais recente pesquisa sobre aprendizado e memória assim como na expertise incomum de Cooke. A companhia está desenvolvendo um teste para descobrir quais técnicas de memorização funcionam melhor para todos.

A seguir, algumas dicas de Cooke para quem quer aperfeiçoar a própria memória, originalmente publicadas na revista Inc.

1. A chave é o lugar

Você está na cozinha e pensa: “Eu tenho que pegar minha capa de chuva no quarto”. Então, sobe as escadas em direção ao quarto. Quando chega lá, não lembra o que foi fazer. Resignado, desce as escadas. Ao fazê-lo, imediatamente lembra-se da capa de chuva. Sobe a escada outra vez, e, de novo, de um minuto para o outro, não faz a menor ideia do que está procurando. Quantas vezes você já se viu em uma situação similar a essa?

A sugestão de um campeão de memória para casos como o descrito acima é: quando pensar em pegar algo em algum lugar, imagine também o lugar. Visualize a cena completa. Assim, o novo contexto conterá a memória do que você estava procurando.

2. Treine seu cérebro

Para manter a memória afiada, as exigências são praticamente as mesmas indicadas para manter uma mente afiada: muito estímulo, manter-se intelectualmente ativo, aprender conceitos novos. Vale fazer isso enquanto preenche a palavra cruzada do jornal, enquanto conversa sobre assuntos densos, aprende um idioma ou simplesmente faz uma tarefa manual interessante. Manter-se ativo é o cerne da saúde mental e da manutenção da memória em seu apogeu, mesmo com o passar dos anos.

3. Participe de jogos mentais

Cada memória é de um tipo diferente, então não há um teste geral para avaliar sua capacidade. Mas há vários jogos científicos dos quais você pode participar. Por exemplo: peça para alguém escrever uma lista de 20 palavras, leia-as por um minuto e, em seguida, tente reproduzir as palavras na mesma ordem em que foram escritas. Acertar 14 é considerado um bom resultado.

Peça para alguém fazer outra lista com 20 números. Faça o mesmo com a imagem de dez flores e seus respectivos nomes. Ou rostos e nomes. Cada exercício irá testar um tipo de memória por vez. Quanto mais você pratica qualquer tarefa, melhor tende a desempenhá-la. 

4. Repita, repita e repita

Se você precisar lembrar algo, repita-o, teste-se em relação à sua lembrança e reveja o conteúdo regularmente. Um excelente hábito é, no fim do dia, lembrar do que fez ao longo das 24 horas. A simples repetição mental das ações será suficiente para sua memória não ficar cheia de lacunas e para que você possa impulsionar sua clareza mental, em geral.

5. Conte uma história

Nós somos criaturas de narrativas, e nossa memória fica especialmente satisfeita com qualquer discurso que tenha o formato de uma história. Transforme lista de compras, intenções e cada fato em narrativas grandes ou pequenas, de acordo com o assunto. Você se lembrará de todas as partes em que prestar a atenção. Como prestar a atenção? A resposta é: sempre encontre o que considera interessante naquilo que gostaria de lembrar. Se for uma história, as experiências ganham significado e se tornam divertidas. Se for uma conversa, trabalhe sobre o que pode ser interessante em seus altos e baixos.

Boa prática.

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Carreira/noticia/2015/10/5-exercicios-para-o-cerebro-sugeridos-por-um-mestre-em-memoria.html

Superando o medo

Posted on by 0 comment image

Superando o medo

Distúrbios do medo
De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental (National Institute of Mental Health – em inglês), há 19 milhões de pessoas só nos EUA que sofrem de doenças mentais relacionadas a reações irracionais ao medo, entre as quais estão o distúrbio de ansiedade generalizada, distúrbio do pânico e distúrbio de estresse pós-traumático.

Pesquisas mostraram que ratos com amígdalas danificadas correm na direção de gatos [ref – em inglês]. Isso levou os cientistas a explorarem maneiras de superar o medo.

Extinção do medo
O cientista Mark Barad, da UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles), realizou um experimento no qual ele e sua equipe associaram um som a um choque elétrico. Eles tocavam o som e imediatamente aplicavam um choque ao chão de metal da gaiola das cobaias (ratos). Esse é um tipo clássico de condicionamento e não foi preciso muito tempo para que os ratos começassem a se preparar para o choque assim que ouviam aquele som específico. O que aconteceu foi que, naquele ponto, suas amígdalas já haviam associado o som ao choque, bastando o primeiro para criar uma reação de medo. Depois, os pesquisadores começaram o processo de treinamento para a extinção do medo, no qual reproduziam o som sem aplicar o choque. Após várias vezes ouvindo o som sem o choque, os ratos pararam de sentir medo.

A extinção do medo envolve a criação de uma resposta condicionada que contrapõe a reação condicionada àquele medo. Embora os estudos indiquem a amígdala como a localização das memórias de medo formadas por condicionamento, os cientistas teorizam que as memórias de extinção do medo também se formam na amígdala, mas são posteriormente transferidas para o córtex pré-frontal medial (mPFC), no qual são armazenadas. A nova memória criada pela extinção do medo se estabelece no córtex pré-frontal medial e tenta cancelar a memória de medo iniciada na amígdala.

a extinção do medo e o cérebro

A maioria das terapias comportamentais para a extinção do medo concentra-se na exposição. Por exemplo, a terapia para uma pessoa com medo de cobras pode incluir visitas a uma fazenda de cobras e percorrer pequenas etapas. Primeiro, a pessoa pode ficar a 3 m da cobra e ver que nada de terrível acontece. Então, essa pessoa pode ficar a 1,5 m e, ao ver que nada de ruim acontece, pode tomar coragem de chegar perto o suficiente para tocá-la. E esse processo continua até que novas memórias de extinção do medo sejam formadas e sirvam para contradizer aquele medo de cobras. O medo ainda existe, mas a idéia é cancelar sua ação com a nova memória.

Assistência química
Os cientistas aprenderam que a inibição de uma proteína chamada de NMDA (N-metil D-asparato) presente na amígdala inibe a extinção do medo. Usando a lógica, então, imaginaram que o estímulo da proteína poderia estimular a extinção do medo. E estudos mostram que o antibiótico D-cicloserina (bem conhecido por sua utilização no tratamento da tuberculose) pode ajudar na extinção do medo ao auxiliar a ação da NMDA [ref – em inglês]. Esse tipo de abordagem poderia ser benéfica quando associada com terapias comportamentais que tentem criar memórias de extinção do medo.

Mas a idéia não é substituir a terapia de exposição e sim acelerá-la. Essa hipótese foi testada em um experimento com ratos que haviam sido condicionados a associar uma luz brilhante com um choque nas patas. Quando a luz foi apresentada repetidamente sem o choque, os ratos que haviam recebido a D-cicloserian desaprenderam seu medo muito mais rápido do que aqueles que percorreram o caminho natural. Além disso, o antibiótico também atingiu resultados em um estudo feito com pessoas que tinham medo de altura: após sessões de realidade virtual projetadas para expor os indivíduos a grandes alturas dentro de um ambiente seguro, aqueles que receberam o antibiótico se expuseram a alturas no mundo real com o dobro da freqüência dos participantes que não o receberam.

Esse tipo de pesquisa é muito promissor para pessoas sob o controle das fobias debilitantes e distúrbios de ansiedade. Mas e aqueles de nós que apenas sentem um frio no estômago antes de fazer uma apresentação ou têm dificuldades para chegar perto da sacada do trigésimo andar e apreciar a vista?

Oito dicas práticas
O artigo da revista Prevention intitulado “Do que você tem medo? Oito segredos para fazer o medo sumir” oferece estas dicas para lidar com os medos diários.

  1. Não importa o motivo de você ter medo – saber o motivo de ter desenvolvido um medo específico não ajuda você na hora de superar esse medo e atrasa seu progresso em áreas que realmente vão lhe ajudar a ter menos medo. Relaxe e pare de tentar descobrir o porquê.
  2. Aprenda sobre aquilo que você teme –  a incerteza é um grande componente do medo: desenvolver um entendimento do que você tem medo ajuda bastante a apagá-lo.
  3. Pratique – se houver algo que você tem medo de tentar porque parece assustador ou difícil, trabalhe em etapas. Criar familiaridade aos poucos torna essa coisa mais fácil de se controlar.
  4. Descubra alguém que não tem medo – se há algo de que tem medo, encontre alguém que não tenha medo dessa coisa e passe um tempo com essa pessoa, levando-a para lhe acompanhar na hora de enfrentar seu medo. Acredite, vai ficar muito mais fácil.
  5. Fale sobre seu medo – compartilhar seu medo com outras pessoas faz com que ele fique bem menos aterrorizante.
  6. Faça jogos mentais consigo mesmo – se tiver medo de falar na frente de várias pessoas, isso provavelmente acontece porque você acha que elas irão lhe julgar. Tente imaginá-las sem roupa, já que ser o único vestido na sala coloca você na posição de julgá-las.
  7. Pare de olhar a floresta inteira – olhe apenas a árvore que está a sua frente. Se tem medo de alturas, não pense que tem de ir ao quadragésimo andar de um prédio. Em vez disso, concentre-se apenas em entrar no corredor.
  8. Procure ajuda – o medo não é uma emoção simples. Se estiver com problemas para superar um medo sozinho, procure um profissional para ajudá-lo. Há vários tratamentos para o medo, e não há nenhuma razão para você não experimentá-los, desde que tenha a orientação de alguém com treinamento e experiência.

Para mais informações sobre o medo e assuntos relacionados, confira os links na próxima página.

FONTE:Autora: Julia Layton –  http://pessoas.hsw.uol.com.br/medo.htm

Por que sentimos medo?

Posted on by 0 comment image

Por que sentimos medo?

fear-2

Se não tivéssemos medo, não teríamos nenhum receio de carros em alta velocidade, de animais venenosos e de doenças contagiosas. Tanto nos seres humanos como nos animais, o medo tem por objetivo promover a sobrevivência. Com o decorrer do tempo, as pessoas que sentiram medo, tiveram mais pressão evolutiva favorável.  

Durante a polêmica que existia no século XIX a respeito da evolução, a “face do medo” (a expressão de olhos arregalados e boca aberta que costuma acompanhar o medo extremo) se tornou motivo de discussão. Por que as pessoas fazem essa expressão quando estão aterrorizadas?

Alguns diziam que Deus deu a todas as pessoas uma maneira para que outras soubessem que estavam com medo caso não falassem a mesma língua. Charles Darwin, por outro lado, disse que isso era o resultado de um enrijecimento instintivo dos músculos disparado por uma resposta desenvolvida para o medo e, para provar isso, foi à seção de répteis do zoológico de Londres. Tentando permanecer totalmente calmo, aproximou-se o máximo possível do vidro enquanto uma víbora disparava em sua direção do outro lado. Em todas as tentativas, ele fez aquela cara e pulou para trás. Em seu diário, ele escreveu: “minha força de vontade e razão estavam impotentes contra a imaginação de um perigo pelo qual jamais havia passado”. A conclusão a que chegou foi a de que toda a reação ao medo é um instinto antigo intocado pelas nuanças da civilização moderna [ref – em inglês].

A maioria de nós não precisa mais lutar (ou correr) por nossas vidas na selva, mas o medo está longe de ser desaparecer, pois continua servindo ao mesmo propósito que servia na época em que se encontrava com um leão enquanto se trazia água do rio. A diferença é que agora carregamos carteiras e andamos pelas ruas da cidade. A decisão de usar ou não aquele atalho deserto à meia-noite é baseada em um medo racional que promove a sobrevivência. Na verdade, o que mudou foram só os estímulos, já que corremos o mesmo risco que corríamos há centenas de anos e nosso medo ainda serve para nos proteger da mesma forma que nos protegia antes.

A maioria de nós jamais esteve perto da peste bubônica (epidemia que atacou a Europa na época medieval), mas nosso coração pára ao vermos um rato. Para o ser humano, além do instinto, também há outros fatores envolvidos no medo. O ser humano pode ter o dom da antecipação, o que nos faz imaginar coisas terríveis que poderiam acontecer: coisas sobre as quais ouvimos, lemos ou vimos na TV. A maioria de nós nunca vivenciou um acidente de avião, mas isso não nos impede de sentar em um avião e agarrar firme nos apoios dos braços. A antecipação de um estímulo de medo pode provocar a mesma reação que teríamos se vivêssemos a situação real e isso também é um benefício obtido com a evolução. 

Condicionamento

O circuito da reação de medo pode ter sido afinado pela evolução, mas também há um outro aspecto do medo:condicionamento. O condicionamento é o motivo pelo qual algumas pessoas temem cachorros, ao passo que outras os consideram praticamente um membro da família.

O temor que uma pessoa sente de cachorros provavelmente se deve a uma resposta condicionada. Quem sabe se essa pessoa não foi mordida por um cachorro quando tinha três anos de idade e, muitos anos depois, o cérebro dela (a amígdala, em especial) ainda associa a visão de um cachorro com a dor da mordida?

Medo e excitação
Se você gosta de filmes de terror, já sabe que o medo pode ser excitante. Muitas pessoas gostam de sentir medo. E a excitação da reação de luta ou fuga pode ser prazerosa e até imitar a excitação sexual, o que faz que não seja nenhuma surpresa o fato de pessoas quererem ver filmes de terror e andar de montanha-russa em encontros românticos.Existem evidências científicas que apóiam a conexão entre o medo e a excitação. O psicólogo Arthur Aron conduziu um estudo usando o tão comum medo de altura. Ele fez que um grupo de homens andasse por uma ponte instável de 140 m suspensa a uma altura de 70 m, ao passo que outro grupo teve de andar sobre uma ponte idêntica, mas perfeitamente estável. No final de cada ponte, os homens encontravam a estonteante assistente de Aron, que fazia a cada participante um conjunto de perguntas relacionadas a um estudo imaginário e lhes dava o número de telefone dela caso quisessem obter mais informações. Dos 33 homens que cruzaram a ponte estável, dois ligaram para a assistente. Agora, dos 33 homens que andaram sobre a ponte instável, nove ligaram. A conclusão de Aron foi que o estado de medo estimula a atração sexual.

Do que temos medo?

Fobias
Uma fobia é um temor intenso e persistente que não se baseia em nenhum sentido racional de perigo iminente e impede que o portador participe de atividades que possam desencadeá-la. Existem três tipos principais de fobias:Agorafobia: medo de lugares difíceis de se escapar ou onde a ajuda pode não estar prontamente disponível caso algo de ruim aconteça.

Fobia social: medo de encontros com outras pessoas.

Fobias específicas: medo de uma coisa ou situação específica, como cobras, falar em público, altura ou sangue.

Uma pesquisa do Instituto Gallup, realizada em 2005, revelou os medos mais comuns entre os adolescente americanos. A lista dos “10 mais” é a seguinte:

  1. ataques terroristas
  2. aranhas
  3. morte
  4. fracasso
  5. guerra
  6. altura
  7. crime/Violência
  8. ficar sozinho
  9. o futuro
  10. guerra nuclear

A maior parte desses medos entra com eles na vida adulta. Outros medos comuns incluem falar em público, ir ao dentista, dor, câncer e cobras. Muitos de nós tememos as mesmas coisas. Será, então, que existem medos universais? Coisas que todos tememos?

Alguns estudos mostram que os seres humanos podem ser geneticamente predispostos a temer determinadas coisas como aranhas, cobras e ratos, todos eles animais que já apresentaram um perigo real pelo fato de serem venenosos ou carregarem doenças. O medo de cobras, por exemplo, já foi encontrado em pessoas que nunca estiveram frente a frente com uma cobra. Isso faz sentido se pensarmos no medo como um instinto evolucionário incrustado no consciente humano. Essa idéia do medo universal é apoiada por várias fontes famosas, programas populares da TV como o “Fear Factor” (Fator medo) da rede americana NBC. 

E essa idéia também é apoiada por pesquisas científicas. O psicólogo Martin Seligman realizou um experimento de condicionamento no qual mostrava aos participantes fotos de certos objetos e lhes dava um choque elétrico em seguida. A idéia era criar uma fobia (um medo intenso e irracional) do objeto da foto. Quando era uma foto de algo como uma aranha ou uma cobra, bastavam de dois a quatro choques para estabelecer uma fobia, mas quando a foto era de algo como uma flor ou árvore, eram necessários muito mais choques para que se estabelecesse um medo real.

No entanto, embora possa haver medos universais, também há medos específicos de certos indivíduos, comunidades, regiões ou mesmo culturas. Alguém que cresceu na cidade grande provavelmente tem um medo mais intenso de ser roubado do que alguém que passou a maior parte de sua vida na fazenda. Pessoas que vivem no Sul da Flórida podem ter um medo maior de furacões do que pessoas que vivem no Kansas. Por outro lado, as pessoas que vivem no Kansas podem ter um medo mais profundo de tornados do que as pessoas que vivem em Vermont. As coisas de que temos medo dizem muito sobre as experiências que já tivemos. Por exemplo, existe uma fobia chamada de taijin kyofusho, que é considerada pela comunidade psiquiátrica (de acordo com o DSM IV – Manual de estatísticas e diagnósticos de doenças mentais – em inglês) como uma “fobia culturalmente específica do Japão”. Para você não ficar curioso, ela é o “medo de ofender outras pessoas por um excesso de modéstia ou de respeito”, uma fobia específica, cuja criação se deve aos complexos rituais sociais que permeiam a vida dos japoneses.

Sentir medo de vez em quando faz parte da vida. O problema é viver com medos crônicos que podem debilitar uma pessoa tanto física quanto emocionalmente, já que viver com uma resposta imunológica debilitada pode acarretar várias doenças.

Então como podemos resolver esse problema?

FONTE:Autora: Julia Layton –  http://pessoas.hsw.uol.com.br/medo.htm

Entenda o que é e como funciona o medo!

Posted on by 0 comment image

Entenda o que é e como funciona o medo!

Está escuro e você está sozinho em casa. Com exceção do programa que você está assistindo na TV, o silêncio é total. Então, você ouve a porta da frente repentinamente batendo. Sua respiração acelera. Seu coração dispara. Seus músculos enrijecem. Um segundo depois, você percebe que não tem ninguém tentando entrar em sua casa. Era apenas o vento.

Mas, por meio segundo, você sentiu tanto medo que reagiu como se sua vida estivesse em perigo. O que causa essa reação tão intensa? O que é o medo exatamente? Neste artigo, vamos examinar as propriedades físicas e psicológicas do medo, descobrir o que causa uma reação de medo e ver algumas maneiras de derrotá-lo.

fear-10

 O que é o medo?
O medo é uma reação em cadeia no cérebro que tem início com um estímulo de estresse e termina com a liberação de compostos químicos que causam aumento da freqüência cardíaca, aceleração na respiração e energização dos músculos. O estímulo pode ser uma aranha, um auditório cheio de pessoas esperando que você fale ou a batida repentina da porta de sua casa.

Como as células do cérebro estão constantemente transferindo informações e iniciando respostas, há dúzias de áreas do cérebro envolvidas no sentimento de medo. Mas pesquisas mostram que determinadas partes desempenham papéis centrais nesse processo.O cérebro é um órgão extremamente complexo. Mais de 100 bilhões de células nervosas compõem uma intrincada de rede de comunicações que é o ponto de largada para tudo o que sentimos, pensamos ou fazemos. Algumas dessas comunicações levam ao pensamento e à ação consciente, ao passo que outras produzem respostas autônomas. A resposta ao medo é quase inteiramente autônoma: não a disparamos conscientemente.

ilustração das partes do cérebro envolvidas na reação ao medo
  • Tálamo – decide para onde enviar os dados sensoriais recebidos (dos olhos, dos ouvidos, da boca e da pele).
  • Córtex sensorial – interpreta os dados sensoriais.
  • Hipocampo – armazena e busca memórias conscientes, além de processar conjuntos de estímulos para estabelecer um contexto.
  • Amígdala (Tonsila cerebelar) – decodifica emoções, determina possíveis ameaças e armazena memórias do medo.
  • Hipotálamo – ativa a reação de “luta ou fuga”.

O processo de criação do medo começa com um estímulo assustador e termina com a reação de luta ou fuga. Mas há pelo menos dois caminhos entre o início e o final do processo.

Criando medo
O processo de criação do medo acontece no cérebro e é totalmente inconsciente. Há dois caminhos envolvidos na reação de medo: o caminho baixo é rápido e desordenado, ao passo que o caminho alto leva mais tempo e entrega uma interpretação mais precisa dos eventos. Ambos os processos acontecem simultaneamente.

A idéia por trás do caminho baixo é “não arrisque”. Se a porta da frente de sua casa repentinamente bate, pode ser o vento, mas também pode ser um ladrão tentando entrar. É muito menos perigoso presumir que se trata de um ladrão e descobrir que era só o vento do que presumir que é o vento e aparecer um ladrão em sua frente. O caminho baixo é do tipo que atira primeiro e pergunta depois. O processo desse caminho é mais ou menos assim:

a reação de medo do caminho baixo

A porta batendo é o estímulo. Quando você ouve o som e vê o movimento, seu cérebro envia esses dados sensoriais para o tálamo. Nesse ponto, o tálamo não sabe se os sinais que está recebendo são sinais de perigo ou não. Mas, pelo fato depoder ser, ele encaminha a informação para a amígdala. A amígdala, por sua vez, recebe os impulsos neurais e age para proteger você: ela diz ao hipotálamo para iniciar a reação de luta ou fuga.

O caminho alto é muito mais ponderado. Ele reflete sobre todas as opções. Será um ladrão ou será que é o vento? Esse é um processo meis longo.

a reação de medo 'caminho alto'

Quando seus olhos e ouvidos captam o som e o movimento da porta, eles desviam essa informação para o tálamo, que, por sua vez, envia a informação para o córtex sensorial, no qual é interpretada em busca de um significado. O córtex sensorial determina que há mais de uma interpretação possível para os dados e os envia ao hipocampo para que ele estabeleça um contexto. O hipocampo faz perguntas como: “Eu já vi este estímulo específico antes? Se vi, o que significou naquela vez? O que mais está acontecendo que pode me indicar se isso é um ladrão ou efeito de um vento forte”? O hipocampo pode captar outros dados sendo enviados pelo caminho alto, como o bater de galhos contra a janela, ruídos externos, etc. E, levando em consideração essas outras informações, ele determina que a batida da porta provavelmente foi resultado do vento. Depois, envia uma mensagem para a amígdala dizendo que não há perigo e a amígdala informa ao hipotálamo para desligar a reação de luta ou fuga.

Os dados sensoriais a respeito da porta (os estímulos) seguem os dois caminhos ao mesmo tempo. Mas o caminho alto leva mais tempo do que o caminho baixo. É por isso que você tem um ou dois momentos de medo antes de se acalmar.

os caminhos do medo

Tanto o caminho alto quanto o caminho baixo levam ao hipotálamo. Essa parte do cérebro controla a reação de sobrevivência chamada de reação de luta ou fuga.

Luta ou fuga
Para produzir a reação de luta ou fuga, o hipotálamo ativa dois sistemas: o sistema nervoso simpático e o sistema adrenocortical. O primeiro usa vias nervosas para iniciar reações no corpo, ao passo que o segundo usa a corrente sangüínea. Os efeitos combinados dos dois sistemas são a reação de luta ou fuga.

Quando o hipotálamo informa ao sistema nervoso simpático que é hora de entrar em ação, o efeito geral é que o corpo acelera, fica tenso e mais alerta. Se houver um ladrão à porta, você vai ter de fazer algo, e rápido. O sistema nervoso simpático envia impulsos para as glândulas e músculos lisos e diz à medula adrenal para liberar adrenalina e noradrenalina na corrente sangüínea. Esses “hormônios do estresse” efetuam várias mudanças no corpo, incluindo um aumento na freqüência cardíaca e na pressão sangüínea.

Ao mesmo tempo, o hipotálamo livra o fator de liberação de corticotropina (CRF) na glândula pituitária, ativando o sistema adrenocortical. A glândula pituitária (uma das principais glândulas endócrinas – em inglês) secreta o hormônio ACTH (hormônio adrenocorticotrópico), que se move pela corrente sangüínea e finalmente chega ao córtex adrenal, no qual ativa a liberação de aproximadamente trinta hormônios diferentes para preparar o corpo para lidar com uma ameaça.

a reação de luta ou fuga

A vazão repentina de adrenalina, noradrenalina e vários outros hormônios causa mudanças no corpo:

  • aumento da pressão arterial e freqüência cardíaca;
  • as pupilas dilatam para receber a maior quantidade possível de luz;
  • as artérias da pele se contraem para enviar uma quantidade de sangue mais significativa aos grupos musculares maiores (reação responsável pelo “calafrio” muitas vezes associado com o medo – há menos sangue na pele para mantê-lo aquecido);
  • o nível de glicose sangüínea diminui;
  • os músculos enrijecem, energizados por adrenalina e glicose (reação responsável pelos arrepios – quando pequenos músculos conectados a cada pêlo da superfície da pele tensionam, os fios são forçados para cima, puxando a pele com eles);
  • a musculatura lisa relaxa para permitir que entre uma maior quantidade de oxigênio nos pulmões;
  • sistemas não essenciais (como o digestivo e o imunológico) são desligados para guardar a energia para as funções de emergência;
  • há dificuldade para se concentrar em tarefas pequenas (o cérebro deve se concentrar em somente uma coisa para determinar de onde vem a ameaça).

Todas essas reações físicas têm a intenção de lhe ajudar a sobreviver a uma situação perigosa. O medo (e a reação de luta ou fuga em particular) é um instinto que todo animal possui.

FONTE:Autora: Julia Layton –  http://pessoas.hsw.uol.com.br/medo.htm