Coaching

24/01/2015 | by Coaching+50 |

Nesta página trataremos de temas relacionados ao Processo de Coaching como descrito no  breve sumário abaixo:

1.   O que é Coaching

1.1 O que não é Coaching

1.2 Pressupostos e Benefícios do Coaching

1.3 Tipos de Coaching

 

1.      O que é Coaching?

O Coaching Comportamental ou tradicional é um processo orientado à ação focada em resultados específicos. Este movimento é promovido pelo relacionamento de total confiança entre o profissional treinador (Coach) e o seu cliente (Coachee). O Coaching é voltado para desenvolver competências e remover bloqueios para que o resultado seja alcançado de forma constante, consistente e sustentável na vida pessoal e profissional.

Timothy Gallwey, em seu livro “O jogo interior de tênis” diz que: “Coaching é uma relação de parceria que liberta o potencial das pessoas de forma a maximizar o desempenho delas. É ajudá-las a aprender ao invés de ensinar algo a elas…” E complementa “se o Coach puder remover ou reduzir os obstáculos ao desempenho, uma inesperada e natural habilidade fluirá sem necessidade de muito input técnico do Coach”.

O Coaching não é meramente uma técnica a ser rigidamente aplicada em determinadas circunstâncias, é uma forma de gerenciar, uma maneira de tratar as pessoas, uma forma de pensar, uma maneira de ser. Coaching é libertar o potencial de uma pessoa para maximizar sua performance, onde devemos sempre pensar na pessoa em termos de seu futuro potencial, não de seu desempenho passado.

O Coaching investiga a estrutura do estado atual, e define com clareza o estado desejado. A partir daí traça metas e desenvolve caminhos para que estas sejam atingidas o mais rapidamente possível.

Coaching não é ensinar, é auxiliar a pessoa a aprender.

John Whitmore nos ensina que construir Consciência e Responsabilidade é a essência do bom Coaching. Assim, o primeiro elemento-chave do Coaching é a Consciência, produto de atenção direcionada, concentração e clareza.  Inclui além de ver e ouvir, a coleta e clara percepção de informações, de fatos e a habilidade de determinar o que é relevante. Isso inclui entendimento de sistemas, de dinâmicas, de relacionamento entre pessoas e coisas e inevitavelmente algum entendimento de psicologia. Também engloba autoconsciência, em particular reconhecendo quando e como as emoções ou desejos distorcem nossa percepção.

Consciência leva à habilidade. Na maioria dos esportes a forma mais efetiva de melhorar a eficiência física é a pessoa se tornar consciente das sensações físicas durante uma atividade. Quando a consciência cinestésica é focada em um movimento, o imediato desconforto e correspondente ineficiência no movimento são reduzidos e rapidamente eliminados. O papel do Coach seria então o de despertar autoconsciência, trabalhando com atributos e características singulares, únicas da mente e corpo de cada pessoa – isso constrói autoconfiança, autoestima e auto responsabilidade.

Responsabilidade é o outro conceito ou objetivo básico do Coaching, ocorre quando a pessoa aceita e assume a responsabilidade por seus pensamentos e ações isso aumenta seu comprometimento e consequentemente sua performance. Se sentir verdadeiramente responsável invariavelmente envolve escolha. Dizer a alguém para ser responsável por alguma coisa não faz com que ele se sinta responsável por ela, mas oferecer a opção da escolha e controle desta, reconhece e valida a capacidade e a autoestima da pessoa. Os benefícios do Coaching

Whitmore ressalta que “Coach não é um resolvedor de problemas, um professor, um conselheiro, um instrutor ou mesmo um expert, ele é uma caixa de ressonância, um facilitador, um despertador de consciências”.

 

1.1    O que não é Coaching

Mentoring – é quando um colega sênior, com mais conhecimento e mais sabedoria específicos, dá conselhos e funciona como modelo.  O Mentoring envolve uma ampla gama de discussões que podem não estar limitadas apenas ao trabalho. Um mentor é um “padrinho” com grande experiência profissional no campo de trabalho do cliente. Tanto o Mentoring quanto o Coaching estão relacionados, principalmente com realizações no presente e no futuro.

Aconselhamento – é trabalhar com um cliente que se sente desconfortável ou insatisfeito com sua vida. Ele está procurando direção e conselhos. O conselheiro trabalha de forma remediativa ao problema do cliente. O foco é sair de um problema ou tirar uma dúvida.

Terapia – é trabalhar com um cliente que procura alívio para sintomas de dor em sua rotina e para problemas psicológicos. O cliente quer a cura emocional e o alívio do sofrimento mental. O motivo que leva o cliente entrar em terapia ou aconselhamento, em geral, é livrar-se da dor e do desconforto, mais do que ir em direção aos objetivos desejados. O Coaching não é remediativo. A terapia e o aconselhamento, mais do que o Coaching, tendem a se envolver com a compreensão e a trabalhar mais com experiências passadas focando as causas, consequências e meios para lidar com elas de forma remediativa.

Treinamento – é o processo de adquirir conhecimento ou habilidade através do estudo, experiência ou ensino. O treinador é um expert naquele tema e o treinamento, provavelmente, tem por alvo habilidades específicas e resultados imediatos. O treinamento, geralmente, é de um para muitos e não um a um.

Consultoria – um consultor oferece conhecimento e experiência e resolve problemas de negócios ou desenvolve o negócio como um todo. O consultor cria processos que devem ser postos em prática pela empresa e não por ele. O consultor lida com a organização inteira ou com partes específicas e nem sempre com as pessoas dentro da organização. Os consultores geralmente só afetam indiretamente as pessoas da organização.

Ensino – o ensino passa o conhecimento do professor para o aluno. O professor conhece algo que o estudante não sabe. O oposto é verdadeiro no Coaching.               O professor é o expert e ele tem as respostas, já o Coach possui perguntas.

 

1.2    Pressupostos e Benefícios do Coaching

Os 10 pressupostos internacionais do Coaching são princípios gerais orientadores da prática do Coaching pelo mundo. Princípios éticos que devem ser seguidos e respeitados, nas sessões de Coaching.

1- As perguntas: o Coach tem as perguntas e o cliente as respostas, significa que o Coach parte do princípio que o cliente tem sempre as respostas e que cabe ao Coach a realização de perguntas poderosas para terem o impacto necessário no Coachee.

2- O respeito: o mapa não é um território, ou seja, o Coach tem total respeito e sigilo ético pela maneira de ser do Coachee e pelo seu mundo.

3- O Feedback: o feedback constante dado ao Coachee é vital para este ir ajustando os resultados obtidos. O importante aqui são os caminhos e através de tentativa e erro, chegar a um fim.

4- Os recursos: todas as pessoas têm os recursos dentro delas, ou podem adquiri-los. O Coach parte do princípio que o Coachee tem todos os recursos necessários, disponíveis dentro dele ou possíveis de serem adquiridos por este.

5- A melhor opção do momento: as pessoas optam sempre pela melhor opção que têm disponível no momento tendo em conta o seu contexto. Tal como nós, que tomamos a escolha que melhor satisfaz determinada questão, consoante o contexto e os recursos disponíveis no momento, também o Coachee. E nesse sentido, o Coach deverá respeitar, com humildade e sem julgamento, a decisão do Coachee.

6- Causa / efeito: cada pessoa cria a sua própria realidade. O que está a acontecer ao Coachee, a realidade que este está a viver, é criada por ele. (Auto responsabilidade)

7- A ação: se queres compreender, age. É a única forma para se compreender todo o processo é com ação. Age e toca tudo à tua volta.

8- A flexibilidade: se não estás a ter resultados, faz de outra maneira.   A flexibilidade, aliada ao feedback, permite alterar, ajustar, fazer as coisas diferente para ter resultados diferentes.

9- O positivo: todo o comportamento tem por detrás uma intenção positiva. Aqui não     se trata de bons ou maus comportamentos mas de intenções ou seja, todo o comportamento, toda a ação, têm na sua origem uma intenção positiva.

10- A não imposição: nenhum destes pressupostos são para impor ao teu cliente. Nada é imposto ao Coachee.

O Coaching é indicado para quem busca mudanças objetivas, para quem deseja resultados efetivos. O Coaching tem como principal objetivo desenvolver pessoas, levando-as rapidamente a resultados altamente positivos.

Além do alcance de metas, o Coaching pode proporcionar de acordo com as necessidades de cada indivíduo uma série de benefícios, como:

– Aumenta e estimula o autoconhecimento

– Desenvolve competências e potencializa o crescimento pessoal e profissional

– Identificação e eliminação de bloqueios

– Aumento da autoestima e da autoconfiança

– Expansão do potencial criativo

– Estímulo intelectual

– Diminuição dos níveis de estresse

– Maior clareza para definir metas e traçar objetivos

– Maior discernimento e capacidade para tomada de decisões

– Melhoria significativa nos relacionamentos interpessoais

– Aumento na capacidade de gerenciar conflitos

– Desenvolvimento da inteligência emocional

– Melhora na comunicação e na capacidade de influenciar pessoas

– Redução de resistência às mudanças

– Satisfação pessoal e aumento no nível de determinação e vitalidade

– Melhor equilíbrio entre a vida pessoal e a vida profissional

– Melhoria na qualidade de vida

–  Transforma-se mais na pessoa que quer ser.

–  Torna-se um modelo para os outros.

–  Melhores perspectivas a curto, médio e longo prazo.

–  Maior produtividade, atingindo de forma consiste, um desempenho mais alto em tudo o que se determina a fazer.

 

1.3    Tipos de Coaching

Não é possível sermos exatos na definição de quantos tipos de profissionais de Coaching   existem. Desde o momento em que o termo Coaching surgiu, na década de 1950, nos Estados Unidos, no gerenciamento de pessoas,também surgiram cada vez mais e mais finalidades para esses profissionais.

No Brasil, o termo, assim como o conhecimento da profissão e a demanda por esses profissionais, passou a ser mais intenso após os anos 90. Mesmo que a variedade dos tipos de Coaching seja bastante grande, podemos definir basicamente quatro tipos: Coaching de Vida, Carreira, Negócios e Executivo. Assim, o leque de atuação do profissional Coach não se limita aos citados, sendo muito comum a atuação nos esportes, na saúde, nas artes, nos relacionamentos, na família, em finanças, na educação, na advocacia e em muitas outras áreas.

Não existe um tipo de Coaching específico para às pessoas com mais de 50 anos, mas, uma combinação de 3 ou mais tipos, entre eles os mais comuns:

1) Coaching de Vida ou LifeCoaching –  um processo onde o cliente busca encontrar um pleno equilíbrio em todas as áreas de sua vida. Ele conseguirá ser um melhor profissional, mantendo uma ótima saúde, como também terá sua relação amorosa e conjugal saudável e ainda assim não perderá o foco de sua vida financeira e assim por diante, perfazendo todas as áreas de sua vida.

2) Coaching Psicológico – um processo facilitador que visa aumentar o nível de satisfação e de bem-estar, o desempenho na vida particular e profissional, reduzindo o estresse, levando a melhores resultados e ao sucesso. Tal prática é sustentada por modelos de Coaching e em teorias e abordagens já consagradas, é aplicada por Psicólogos-Coaches experientes e graduados, que ajudam a descobrir e trazer à tona, ao nível cognitivo, os obscuros processos psicológicos inconscientes dos mecanismos de defesa que muitas vezes dificultam o alcance de metas propostas, produzindo resultados indesejados.

3) O Coaching para Preparação para a Aposentadoria Proativa – é um processo que, em parceria com o Coach, possibilitará ao Coachee a descoberta de novas perspectivas, através de uma visão clara do futuro pelo conhecimento do que, realmente, faz sentido, nessa nova etapa da vida. Um feliz encontro entre equilíbrio e realização.